Navega à vontade que a Sanzala é segura, mesmo que te pareça lenta!
A Minha Sanzala: Outubro 2004
recomeça o futuro sem esquecer o passado

30 de outubro de 2004

Uma pausa para reflecção
A sanzalangola.com, atravessa, em minha opinião, um momento de crise. Essa crise pode dever-se a vários factores que vão desde o crescimento; à falta de capacidade de diálogo de muitos que o frequentam e que se consideram expulsos de Angola e que até aos dias de hoje não conseguiram exorcizar os seus fantasmas e suas raivas; ao desconhecimento de que Angola existe como País, com as suas fraquezas, virtudes, guerras e paz; à incapacidade de os moderadores exercerem moderação e deixarem de ter actividades censórias; à intolerância de uns poucos que pensam ser os arautos da verdade e de imaginarem que o site é o lugar ideal para insultos pessoais, por velados que sejam.
É hora de parar para reflectir.
A expulsão, arma possivel por se tratar de um site privado, nunca deveria ter existido, não só porque leva à criação de clones, muitas vezes piores na concepção ideológica e narrativa que os originais, como ao 'abandalhamento' de discussões que se querem sérias e enriquecedoras para os que muito têm e querem aprender.
É hora de fazer uma introspecção.
Por mim continuo a tentar remar contra as marés e a navegar mesmo em dias de calema.

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca


Só de saber que tens o teu início lá fico assim como que cheio de calma e serenidade. Posted by Hello

29 de outubro de 2004

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Seranamente calmo vejo Hoje, 22:51
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Mermão, senta aqui agora comigo.Vamos derramar nas goelas umas e outras. Vamos ludibriar o pensamento com coisas assim como casa de família, os pais, os filhos, os tios, os canários e os cães e gatos. Tás a ver. Tipicamente familiar. Vamos ocupar os neurónios com coisas que valem a pena. A família vale sempre a pena. Mas não te esqueças de manter a mesa com as loiras geladinhas já que o ar consecionado está já ligado á temperatura de inverno, que parece ter pinguim a quer aterrar aqui no zulmarinho. Sabes, avilo, antes eu tinha dúvidas agora mesmo não sei!Acho mesmo melhor só beber e deixar os neurónios seguir o disco da música do zulmarinho, não gasta luz, não desafina, não está riscado e sempre dá para cheirar a marzia que não é enlatada como nos filmes dos cobóis amaricanos.Trás lá mais outra, mermão!
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca


Uns anos largos atrás Posted by Hello

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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ai uê Hoje, 11:39
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Conversas de Café
Mermão te dizia para sentar mas parece que houve revolução aqui na banda. Esse Zulmarinho anda mesmo que desajuizado. Foi fazer farra aqui. Ainda bem que não pareceu na banda a polícia da confusão. Olha só, mermão. Birras vazias espalhadas por tudo o que é poiso.Mermão aqui não tem precisão de fazer isso. Olha só. Agora a gente senta mesmo onde. Mermão, agarra a vassoura e num birra e te põe a trabalhar que farra cabou.Avilo, enquanto a gente faz arrumação, tu prometes que não vais dizer ninguém que me viste de esfregona na mão. Essas cambas não vão precisar saber que além de eu beber umas loiras também sei fazer essa coisa de trabalho doméstico, que não é próprio para um homem que vive só com a imaginação e o pensamento lá no início desse mar. Vamos pôr isto que nem um brinco. Passa outra birra.Avilo, agora esfrega aí com força ao som desse manso zulmarinho que inda ontem parecia que queria partir tudo o que estava à frente dele. Deve ser da idade.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

28 de outubro de 2004

Vai uma loira? Posted by Hello

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Afogando as saudades 27-10-2004 13:09
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Conversas de Café
Me sentei perto, pertinho mesmo, para sentir o cheiro e ouvir o xuaxulhar crespo desste zulmarinho que de tantas saudades minhas está assim como que revoltado, ondulando agreste, soprando ventos fortes e lacrimejando qual tempestade.Zulmarinho, num precisava tanto, sabes eu ia voltar. Eu precisava voltar para daqui de cima de ti ver o início do teu ser.Olha só tanta gente sentada a te ver mas não te vêm. Olham-te e discutem. Mas não são as ideias que eles estão a bater no debater. Estão mesmo a bater nas personagens. Sabes quando isso acontece o que vai sair a seguir? Toda a trampa vai sair no ventilador acelerada pelo teu vento. Zulmarinho não podes deixar de ser o mar que tem início lá na terra mais querida, lá onde a Lua vai buscar o seu reflexo.Me deixa te acalmar e beber todo o teu cheiro e perguntar-te onde anda a verdemarinha.Muitas loiras serão bebidas, sempre comigo virado para Oriente.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

26 de outubro de 2004

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Uma birra e gelo pra queimadura 25-10-2004 22:06
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Mermã, senta aqui escuta.Sentes o cheiro de queimado?Não é meu cérebro que ferve. É mesmo a Sebenta de capa encarnada que ardeu numa fogueira de raiva. Penso eu. Faz vinte e muitos anos que deram a uma garina, uma sebenta encarnada onde Kafrondim escreveu o que na alma lhe corria. Momentos muitos depois houve assim como que um flagra que parece que virou inferno tal era o incendio que ia na referida alma da garina.Mas manda vir a minha loira que eu não quero botar lágrima assim a seco.Desconheço por esquecimento o que Kafrondim escreveu nessa referida dita cuja Sebenta. Mas vais ver inda era poesia cheia de cores de África e corações palpitando ao som do batuque que chamam coração. Ou se calhar era mesmo os deveres que ele devia cumprir com rigôr. Só mesmo as cinzas do inferno podem saber. Ou será que a garina guardou no baú a sebenta e está a gente aqui a fazer conjecturas conjunturais de estruras esbatidas na raiva.Vou mesmo beber a loira e curtir as lágrimas com sabor de zulmarinho.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

"Fio": Um café na Esplanada

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Umas e outras 24-10-2004 16:55
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Vai só pagando que eu vou só bebendo.Esse zulmarinho que não tem de Morto nada, só mesmo que parece música funebre, mas vais ver um dia acorda ao som dos N'GOLA. Fica farra que nunca mais tem de fim. Deixa só os guerreiros descansar, deica só vir a amnistia do aniversário com o regresso dos exilados que estamos com bué de saudades e vais ver este mar virar azul mas azul que todos os azuis que conheces.Mas até lá, mermã, agarra aí nessa elefane e paga as loiras que vou derramando na goela. Esperar dá uma sede!
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Fio": DISCURSOS SOBRE O CORPO (29 de Abril - Dia Mundial da Dança)

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24-10-2004 12:29
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No teu corpo peguei,
transformei em tela,pincelei,
criei em cores garridas,
cores de África,
paisagem rica,
desertos,
longes e pertospintei.
Num ápice tudo apaguei,
o teu corpo ficou a descoberto.
Simplesmente corpo
Divinamente ele mesmo

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

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Uma birra gelada num sonho 23-10-2004 16:33
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Senta aqui, mermã.Pagas, eu bebo, eu falo e tu ouves com os tímpanos que tens nos ouvidos e num interropes.Senta aí mesmo perto do zulmarinho para teres música de fundo conforme eu vou falando.Me deitei ao som desse murmulharmesmo e como assim num repente adormeci e viagei até ao início dessse mas que tu tás a ver aí. Quando cheguei lá, caminhando sob as águas dele, tinha uma garina me esperando. Depois de muitos beijos e abraços, depois de falar deste e daquele outro, da família, dos amigos, dos canários e outros animais de estimação, nos sentámos e conversámos conversa de gente crescida. Primeiras palavras e logo lhe pensei em chamar reaça. Calei os pensamentos e continuei na conversa com o saber mais erudito que tinha. Mais uns blás e outras coisas mais e lhe chamei assim como que instintivamente pessimista. Se levantou, esbracejou e só não esperneou porque senão se desequilabrava e caía e aí, mermã, eu tinha que rir não podia porque estava a fazer o ar mais sério deste e do outro mundo.Vá paga mais outra e eu continuo.A Garina se sentou e continuamos até que lhe disse que era refilona. Mãe, ia quase caindo a cidade e os arredores que nem terramoto.Garina com três adjectivos assim bem defenidos como outra coisa qualquer que nem chuva deslimpa de tanto ver que é mesmo. Por fim lhe acrescentei outro. Absorvida pela Cidade. Piorei. Me chamou Onça que era pior que o amigo.Bebo outra porque foi nessa hora mesmo que acordei e não tinha garina para discutir mais ali ao lado.Tá a ver zulmarinho...
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Carlos Carranca

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Mais umazinha 22-10-2004 15:42
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Mermão, paga aí mais uma!Senta aqui e escuta com ouvidos esse ondulante zulmarinho que parece o gráfico de um balancete qualquer. Sobe e desce que parece está a pensar e despensar ao mesmo tempo.Te dás conta do silêncio que se faz por estas bandas? Não tem teorização para discutir. Vais ver vai estar aqui esse mundo todo a olhar para o zulmarinho e jogar dominó, desenhando nas mesas a variante do Cubal, a Leba, a Catotinha, as ilhas da imaginação. Silêncio parece santo sepulcro atrás do tal de Graal. Nadadores-salvadores inda vão parecer nadadores-afundadores só mesmo para salvar o combu no fim do mês.Mermão inda vais ver aqui os Rolinhos Stores a ver se faz essa gente mexer os ossos enferrujados de já não pensar.Já bebia mais duas e tu nem esboças um gesto. Levanta esse matako e vai buscar a loirinha para mim.Me põe esse tímpano da tua orelha a ouvir o chuack desse zulmarinho, que tem o seu início lá no outro lado que me mata de saudade e que não tem hora de me gritar na volta.Zulmarinho, trás esses kambas de novo!
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Carlos Carranca

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Ver a onda passar 21-10-2004 20:02
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Zulmarinho, te continuo aescrever de cada vez mais longe. Mesmo da pontinha de um rectângulo da Gália. Mais uns passos e sou galego. Credita mesmo ue te escrevo com verdade. Mas tando longe de ti, inda te sinto o cheiro, me lembro do teu barulho e vejo a tua cor enamorada da vermarinha. Te juro, zulmarinho, que as loiras que não são da eka nem da n´gola bem geladinhas emborca-se na mesma.Mermão entra senta na mini-saia. Desculpa, entra e puxa cadeira e mira as minis que passam no imaginário do antigamente e te recorda daquela que era especial. Senta aí no zulmrinho que tem lugar embarda
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Carlos Carranca

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Carta ao Zulmarinho 20-10-2004 14:09
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Me sento aqui debaixo de árvore secular, com os pés quase dentro da a´gua de um ribeiro que, se não parar aí em nenhuma represa, te vai chegar a ti. Saudades desse teu azul angelical de inocências perdidas em calemas despropositadas, saudades de estar a levar com os teus borrifos agarrado a uma loira gelada. Mas olha, foi coisa minha querer vir para longe de ti por uns tempos. Trouxe as loiras que me servem de limpadoras das saudades. Mas tenho saudades de ter os kambas sentados á minha volta.Te escrevo, mas não é por saudades. Te escrevo porque te quero ver diferente quando chegar à tua espuma imaculadamente branca beijando a areia fina da praia.Zulmarinho, sabes que sonho acordado com o teu início, que não vejo a hora de molhar os meus pés nessses inícios.Zulmarinho, se calhar estás a precisar de mais nadadores-salvadores, não para deixar os banhistas ficar a sofrer dentro da água, mas para não deixar os incautos nadar nos dias de calema. Zulmarinho, é necessário pôr a bandeira vermelha mal começa a calema.Zulmarinho, no teu mar tem de caber toda a gente e não pode haver selecção. Assim, os nadadores-salvadores não servem para atirar chumbo mas boias, com preferência não deixar entrar na calema.Zulmarinho, deixa beber uma geladinha aqui no mato.
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Uff 19-10-2004 12:56
Forum: Conversas de Café
Manda aí a birra. Sabes, mermão que estar a banhos no interior profundo da Serra na Gália, sonhando com o perfume e o ritmo do zulmarinho dá uma sede que desconto de contar. O tinto é do melhor, os chouriços e que coisas mais me vão obrigar a toiletar coisas novas.Manda lá a birra para apurar o paladar porque hoje deve ser igual para melhor.Conta aí, mermão, como vão as coisas lá no início do zulmarinho. Mermã e nas terras das primas que pulvilham por essas bandas do sol quando nasce não é para todos afinal?Kamba, entra só senta, paga as tuas e as minhas e conta as coisas...das esterels todas.Será que alguém viu a punguinha a pedir desejos na borda do zulmarinho? Se alguém viu faxavor de dar beijos nela por mim.Poscritos =PS: manda uma cuca que te ofereço um John que anda
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Carlos Carranca

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uma birra com birra 18-10-2004 16:57
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è mesmo verdade. Uma birra geladinha que vou beber fazendo birra tipo kadengue.Senta aqui a meu lado kamba. Senta aí garina. Senta aí kota. Sentem-se á minha volta, assim como na aldeia debaixo da mangueira e me tentem escutar esquencendo esse zulmarinho que tá aí a ir e vir que parece que tá revoltado, esquecendo que o céu está a cair em forma de chuva.Mermão, estive 48 horas fora deste zulmarinho, fora deste kimbo, fora do mundo.Voltei a sentar perto deste zulmarinho e parece que tem tempestade em alto mar. Garina, arrefece a carola e te lembra que uma pessoa, por mais grande que seja não faz tempestade. Pode fazer ventinho mas qualquer quebra-vento lhe pára e depois mais ninguém lhe liga porque a memória metereológica é mesmo curta e se lhe clica nos Ignorado.Kota, põe as rodas nas sapatihas, agarra o stick e joga aí às palavras comigo. Desquece as amarguras e põe corrector na linhas dos pensamentos de quem escreve não pensa.Zulmarinho entra na calma, faxavor.
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Carlos Carranca

25 de outubro de 2004

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Aproveita os últimos sois 15-10-2004 15:47
Forum: Conversas de Café
Avilo, senta aqui e me escuta. Aproveita enquanto ainda faz sol.. Aproveita enquanto esse zulmarinho ainda não escureceu de todo e não tem calema para tirar a gente daqui. Mas não esquece de pagar as loiras.Senta aí mermão e me ouve com ouvidos de ouvir.Tem coisas que só uma Mãe pode ensinar e que eu te vou dizer. Por isso escuta mesmo com escuta viva!
Minha Mãe me ensinou sobre ANTECIPAÇÃO...
Espera só até teu pai chegar em casa!
Minha Mãe me ensinou sobre SABER ESPERAR...
Calma! Quando chegarmos em casa tu vais ver só...
Minha Mãe me ensinou a ENFRENTAR OS DESAFIOS...
Olha para mim! Me responde quando eu te fizer uma pergunta
Minha Mãe me ensinou sobre LÓGICA...
Se você cair dessa árvore vai quebrar o pescoço e não vais poder ir no aniversário da prima
Minha Mãe me ensinou MEDICINA...
Pára de fazer macacadas menino! Pode bater um vento e tu vais ficar assim para sempre
Minha Mãe me ensinou a SER PRESIDENTE...
Se tu não passares de ano, tu nunca terás um bom emprego
Minha Mãe me ensinou sobre como ME TORNAR UM ADULTO...
Se tu não comeres os legumes, vais ficar baixinho para sempre
Minha Mãe me ensinou sobre SEXO......
e como tu achas que tu nasceste?
Minha Mãe me ensinou sobre GENÉTICA...
Tu és igualzinho ao traste do teu pai
Minha Mãe me ensinou sobre as minhas RAÍZES...
Tás a pensar que nasceste de família rica é?
Minha Mãe me ensinou sobre a SABEDORIA DE IDADE...
Quando tu tiveres a minha idade, vais entender
Minha Mãe me ensinou sobre JUSTIÇA...
Um dia tu terás teus filhos, e eu espero eles sejam iguais a ti... aí vais ver o que é bom

Tás a ver como as Mães sabem tudo?Manda mas é outra loira para a minha goela antes que ela me mande trabalhar na estiva.
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Fio": DISCURSOS SOBRE O CORPO (29 de Abril - Dia Mundial da Dança)

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14-10-2004 19:37
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Corpo escultural.
Corpo em forma.
Forma de corpo.
Corpo esguío.
Corpo parado.
Corpo em movimento.
Obesamente corpo.
Abulimiamente corpo.
Corpo tatuado
Corpo despido
Corpo.Simplesmente corpo!

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Carlos Carranca

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14-10-2004 19:37
Forum: Conversas de Café
Corpo escultural.Corpo em forma.Forma de corpo.Corpo esguío.Corpo parado.Corpo em movimento.Obesamente corpo.Abulimiamente corpo.Corpo tatuadoCorpo despidoCorpo.Simplesmente corpo!
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Gelada mas não muito 14-10-2004 19:33
Forum: Conversas de Café
Camba, senta por aí algures e escuta. Mas vai pedindo as loiras. Não te queiras de esquecimento.Zulmarinho está a ficar escuro. Mar de Inverno. Repara bem nesse camaleão que ele é. Lá no início dele está cada vez mais claro. Termómetro dentro dele mostra a febre a subir. Aqui, se pões a mão dentro dele ficas assim como a loira.Camba, sabes se tem pica pica lá no início dele? Inda num é tempo dele. O tempo dele vai chegar quando eu estiver lá sentado a ver. Escreve o que te digo que vais ficar com inveja.Manda lá vir mais outras.Aqui na esplanada agora só mesmo do gorro e luvas. Aragem desse zulmarinho entra nos ossos e lhes arrepia.Puxa um banco e senta mais perto desse zulmarinho a dar para o escuro e te começa a despedir dele.
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Olha o Bolinha 13-10-2004 22:10
Forum: Conversas de Café
Avilo, senta aí e vê só mesmo esse meu aí que tem cara quase igual daquele C que se tem de pôr bolinha no canto quando se fala nesse. Sim, esse mesmo que que dizem que fez mas que parece que ficou só mesmo com a fama.Vamos beber que tu tens combu para pagar.Senta aí no canto desse lado que ficas mais perto do zulmarinho, sentes melhor o ar fresco que vem lá do início dele. Daquele sítio que cada dia parece mais perto, mais diferente, mais coisas boas que só sei de saber.Camba, encosta o ouvido nesse zulmarinho e vais ouvir aqueles cantares, aqueles sons que só podes ouvir mesmo lá no início deste zulmarinho.Avilo, vais ver que não é preciso fazer rodas da Lua até à LAP.Senta só aqui comigo e vais ver...o sol nascer em cada hora de um minuto.
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Sente só 12-10-2004 23:47
Forum: Conversas de Café
Te sentas e num falas nepia. Ficas assim mesmo como que parede ao sol. Só mesmo fazer sombra. Avilo, te peço hoje que me deixes sentar ao teu lado e ficar a ouvir o Zulmarinho no seu movimento perpétuo. Te peço que deixes que fique aqui a sentir a tua presença, sentindo o cheiro da marzia enquanto saboreio uma loira gelada embrulhado no meu silêncio. Hoje estou podre de sono. Tem 40 horas que não sei o que é ficar assim só parado, sem mexer um músculo ou um neurónio. Deixa-me ficar só a ver o Zulmarinho na tua companhia. Paga para eu ter a tua companhia hoje.
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Do outro lado 12-10-2004 01:54
Forum: Conversas de Café
Camba, olha só como está hoje o zulmarinho. Sereno que parece feliz. Vais ver que é porque ele viu Amarofy que lhe trouxe notícias frescas do início dele. Só pode, camba.Não re rogues e passa aí mais uma geladinha.Camba, como chama mesmo aquelas coisas que as garinas têm que prendem as meias para elas não enrolarem pelas pernas abaixo? Pois é, camba isso serve só mesmo para isso e paradar uma trabalheira danada quando a gente se quer ver livre delas. Das meias. Naquele momento é mesmo de grande confusão. As mãos se atrapalham e lá se vai a vontade que só apetece rasgar mesmo.Pois é, camba, tem descontentamento pairando por cima desse zulmarinho que tu estás a domar daqui. Mas te digo que vale a pena continuar a insistir e fazer a desmistificação dos fantasmas que não são da ópera mas que são da realidade. As ideias vão clareando com a nova madrugada até à madrugada final que um dia vai chegar.Anda e passa aí mais umas outras.
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Uma gargalhada 11-10-2004 16:26
Forum: Conversas de Café
Uma birra gelada para acompanhar as gargalhadas. Uma priter tentando printar baleias do zulmarinho. Resultado sairam golfinhos para outros caminhos cruzados em caracteres hieroglíficos...Avilo, senta e me escuta sem mexer um músculo que seja. Magina só a trapalhada de ver um aquario impresso em mil jornais numa barra de um porto não seguro.Gargalho até a região inferior da barriga doer que nem pode mais que vai pelas calças abaixo...Avilo paga que eu bebo mais logo que hoje só quero mesmo rir e parar de chorar de rir.
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Paga e não protesta 09-10-2004 23:59
Forum: Conversas de Café
Pensas que é só sentar e ouvir? Paga mesmo e depois te sentas a ouvir o mar e ouvir estórias de desconhecidos ou de conhecidos. Interessa é mesmo ouvir ao som da arpa do zulmarinho. Avilo, será que a arpa é a mulher do arpão? Desacredito mas que podia ser bem que podia.Tu já viste que enquanto tu pagas eu bebo e os outros estão lá no almoço que continua no jantar? Que vale mesmo é que eles não têm lá o zulmarinho como companheiro, a gente aqui tem. Bisturizando de onda em onda e eles lá na onda musical como que surfando num outro oceano mais pacífico.Avilo, conta as tuas amarguras que hoje te sinto que meio abandonado, meio perdido dentro de ti. Já sei sentes a falta do Anel, da fruta tropical e da Fénix dos brasis renascidos.Já sei. Ontem foi sex-feira. Desculpa Sexta-feira e ainda não recuperaste. A idade tem destas coisas. Mas olha fixamente no zulmarinho e na lua que reflete o início do zulmarinho e re recuperas que nem de pau de enclave necessitas.Conta, avilo, os teus problemas, as tuas saudades, as tuas amarguras, bota cá fora tudoo que te vai na alma e vais ver te sentes a levitar sem evitar a Evita do teu coração.Pagas mais uma e senta por aí, que o mundo é pequeno e as surpresas podem ser mais que muitas
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Carlos Carranca

Fio": Um café na Esplanada

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Birras, muitas 08-10-2004 17:06
Forum: Conversas de Café
Cambas, sentem-se. Se não tem lugar não faz mal, senta mesmo no chão. Mas faxavor que alguém tem de pagar as que eu meter na goela. Num queres birra? pede só que aqui tem tudo. Desde que inventaram essa coisa da imaginação tem mesmo que não falta nada. Senta. Olha no zulmarinho, ouve a arpa, orca, golfinho e todos os sons mesmo que o teu cérebro pode inventar e escuta. Olha bem nesse zulmarinho e vais ver o início dele mesmo que seja só no fundo da região occipital. Olha na Lua e revê o zulmarinho do outro lado de lá. Faz conta ele é uma rua.Mas, avilos, sentem-se e ouçam.A culpa foi do computador. Coisas modernas que inventaram para ver se acabavam com essa força que chama imaginação. Os professores foram colocados mas descolocados mas translocados e coisas e tal. A culpa foi dos bytes. Te lixar! Pensaram uns. Outros nem por isso. Vai daí aos depois e vem o Professor Xico Rebelo e saltou da cadeira do Domingo porque o teimoso da brilhantina quiz tocar concertina e dançar o sol e dó. Coisas das coisas modernas feitas à maneira dos antigamente. A culpa foi do PC. Só podia. Desde que tenha C a culpa é dele mesmo que não seja e prontos.Tás a ver zulmarinho o que dá pensar nas primas de lá de onde nasce o Sol? Um gajo não é de ferro e as birras não chegam na velocidade de cruzeiro, do sul, por exemplo.Com tanta gente aqui sentada bem que podiamos pedir uma fatias de bolo de chocolate, umas gingubas e os caranguejos que eu lhes derrotava num ápice.Zulmarinho tenho montes de recados para ti. Beijos para o teu mar são mais que muitos que eu até que fico com ciúme.Faxavor, mais birras para mim.
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Carlos Carranca


Sorriso puro de vontade Posted by Hello

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Em canta mente 07-10-2004 15:48
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Era uma vez uma corrida.... de sapinhos!O objectivo era atingir o alto de uma grande torre.Havia no local uma multidão assistindo.Muita gente para vibrar e torcer por eles.Começou a competição.Mas como a multidão não acreditava que os sapinhos pudessem alcançar o alto daquela torre, o que mais se ouvia era:- Que pena!!! esses sapinhos não vão conseguir...não vão conseguir...E os sapinhos começaram a desistir. Mas havia um que persistia e continuava a subida em busca do topo...A multidão continuava gritando:- ...que pena!!! vocês não vão conseguir!...E os sapinhos estavam mesmo desistindo, um por um... menos aquele sapinho que continuava tranquilo... embora cada vez mais ofegante.Já ao final da competição, todos desistiram, menos ele...A curiosidade tomou conta de todos. Queriam saber o que tinha acontecido...E assim, quando foram perguntar ao sapinho como ele havia conseguido concluir a prova, aí sim conseguiram descobrir...que ele era surdo!moral: Não permita que pessoas com o péssimo hábito de serem negativas, derrubem as melhores e mais sábias esperanças de nosso coração!Resumindo:Seja "surdo" quando alguém lhe diz que você não pode realizar seus sonhos
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Carlos Carranca


Vê-se nos rostos a felecidade. Gente gira Posted by Hello

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Estória de encantar 07-10-2004 15:31
Forum: Conversas de Café
Como sabem as formigas caminham por carreiros. Em fila, que não sei porque carga de água se chamam de fila indiana. Se estiverem com atenção, hão-de reparar que a maioria se cruza e não se 'falam' nem se 'tocam'. Mas ocasiões há que as vemos ali numa de 'tete à tete'. Utilizando uma lupa e o micro do meu pc fiquei à escuta e ouvi:- como te chamas?- Fo!- Fo quê?- Fo Miga. E tu?- Ôta!- Ôta quê?- Ôta Fo Miga.moral da estória: a formiga não cospe para o ar
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Carlos Carranca


Povo feliz, sorrisos largos - baterias recarregadas Posted by Hello

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Bué delas 06-10-2004 18:32
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De birras. Não confundir com primas que são mais que as mães e carago...são primas e família a gente tem que respeitar não é? Mas com mais umas birras se calhar deixam de ser primas. Mas não vale metar a família aqui se não inda começa tudo no choro, dizer que ando a beber demais e contar coisas que faz com os olhos entram na areia ou coisas do contrário.Vá, falaste nas primas, pagas as que eu vou beber enquanto te conto coisas e te vou lendo outras, tiradas de muitas sebentas, passadas em muitos areais, nem que sejam os da imaginação.Tás a ver a ver que vai taí a aparecer gente que diz que lhes conhece e coisas e tal. E depois como é que vou eu ficar? Tipo assim de agente? Olha que não me dá mesmo.Olha só. Minina bonita jovem como eu, só que com menos idade,perdeu as teclas e ficou assim como o outro só a escrever pontos e parágrafos.Mais umas geladinhas. Uma de cada vez.Olha só, que já não encontro punguinha nem cachucho.Zulmarinho. Manda aí tuas ondas fortes, tua positividade, tua energia e me ajuda nesta procuração de achamentos de desencontros encontrados nos tempos que já ninguém tem conta.Tás a ver. Já nem esse zulmarinho que tem o início lá longe me ajuda? Vais ver está a começar a ficar revoltado com os factos de chegar ao Rio das Pérolas. Eu sei que ele sabe que isso é outro mar. Esse outro é assim mais virado para o umbigo. Vais ver é mais parecido mesmo com a punguinha, perfeito repleto da imperfeição de não ter sido jovem.Zulmarinho, não te chateis que eu não te quero ver armado em mar de outros sargaços. Camba, ajuda a domar esse mar.
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Assim se retemperam forças e energias Posted by Hello

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Birras muitas 05-10-2004 19:42
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Birras de malte. Não birras de zangar. Alma não pode zangar.Senta aí, ávilo, e ouve esta nina a buscar teus poemas na sebenta que se calhar tem capa encarnada e folhas amarelas do tempo.Paga todas e fica aí sentado só mesmo com ouvido na espreita. Podes pôr o teus olhos lá na linha curva que parece o fim deste mar mas que do outro lado está o início dele. Vês o que eu quero que vejas? É lá mesmo que vai ser o ponto. Ponto de rebuçado, ponto de encontro, ponto e vírgula. Simplesmente ponto. Se esperares pela noite verás no céu a sua imagem. Verás sorrisos, ares de encantamento e sons de chamamento.Ávilo, olha só esse zulmarinho com vontade de te pegar e levar. Olha mesmo como ele dança ao som dos poemas que lhe cantam. Ouve também a música que lhe sai da alma. Palavras e música que saiem de tantas sebentas.Ávilo, não faças ruidos, deixa-me sonhar acordado ao som das sereias deste zulmarinho do meu encantamento.Olha, ávilo, se vires uma punguinha ou um cachucho perdidos por aí, trás eles aqui e lhes mostra que impossivel tem mais consoantes que possível. Lhes mostra que amanhã vai estar um lindo pôr do sol.
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Carlos Carranca

24 de outubro de 2004


Boa comida, boa companhia. Que mais se pode querer? Posted by Hello


um jantar de retempero de forças. Coimbra Posted by Hello

Viajando no Portugal profundo, procurando saber e calma
Lageosa do Mondego Posted by Hello

Nas águas calmas destte rio 'bebo' a serenidade
Chaves Posted by Hello

Viajando por Portugal em férias

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Uma birra geladerrima 30-09-2004 15:57
Forum: Conversas de Café
Zulmarinho olha só esses dois kambas ai na mesa a falar de votos. Vais ver que com o passar dos anos, mesmo que vota cem vezes inda vão dizer que votar não foi certo, e blá blá blá. E que lhes sabe bem discutir essas coisa aqui no teu ar de marzia. Pois que lhes faça mesmo bem! Não tem aqui quem vai falar da terra do nunca, do talvez e do certo?Vou beberricando umas e outras loiras à espera de quem tenha paciência para me ouvir no silêncio de quem ouve com ouvidos e cabeça e tenha vontade de pagar as que bebo.Zulmarinho, hoje estás assim como que meia calema. Que te enerva mesmo? Conta aí os teus problemas, mas faz um favor a mim mesmo, não vem com problemas para cima de mim. Te ouço mas desconsigo de te resolver.Zulmarinho, tu ouves tanta coisas, sentes tantos corpos que se banham nas tuas águas, me conta aí, se sabes, se alguém pode pôr silicone no cérebro para parecer mais inteligente. Desculpa te demandar assim mas é que eu não entendo que me mandam recados a dizer que não te vêem visitar porque têm medo de levar com um rótulo de qualquer coisa que eu mesmo desentendo de perceber.Zulmarinho vai contando comigo e com as pragas que podem ser trazidas pelo sueste.
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Zulmarinho, estou congelado 28-09-2004 22:52
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Zulmarinho, nos tempos de antigamente havia um Cruzado lá na terra dos infiéis (que desconheço onde ficava porque geometria do sestante eu desentendo completamente) que em pleno teu dorso, caminhando em casca de noz, que parecia o amo do Sancho, o Pança talvez o Caixote, que teimavam em chamar de Dom, mas ele isso não tinha porque fazia por paixão e não por ser um dom divino, lutava contra todos que lhe pareciam infieis chegando a fazer mesmo muitos amigos nestes. Lutava contra outros que iam aparecendo pelo caminho fazendo novas amizades. Ele usava a espada, ele lutava mas sem sangue, cegando algumas vezes, mas sempre a ele mesmo. Lutava por paixão. Lutava porque sempre lutou. Lutava porque lhe dava a Adrenalina, que não era a senhora dele, mas lhe fazia muita falta.Uma birra gelada da geleira mesmo!Te dizia zulmarinho, que o Cruzado, na sua casca de noz, tropeçou nele mesmo e espetou a lança na Lua e ficou para sempre lá preso, não largando a lança, tal a sua paixão e assim não mais voltou ao teu dorso, teimando em não abrir mão da lança.E tu zulmarinho aí tão calmo e tão sereno.Mais uma gelada para me aquecer a alma!
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Uma quase congelada 28-09-2004 11:49
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Pois é, zulmarinho. Não vou ler o estalinismo, nem o 'cubismo', nem o chinesismo, nem o portugalismo, nem o oportunismo. Não vou estudar latin, nem umbundo nem quimbundo nem outras línguas. Não vou ler mesmo nada.Zulmarinho, recebi um mail de um Amigo. Sensibilizou porque amigos a gente tem poucos e quando são mesmo bons a gente fica assim sensibilizado e pergunta que foi que fiz para merecer. Mas sabem mesmo bem. Não vou pôr o mail aqui porque tem lá em cima uma coisa escrita a dizer "...agimos em conformidade..."Zulmarinho nas tuas ondas leva só um beijo grande meu até o teu início.Sabes, zulmarinho, que pelos amigos eu dou tudo menos mesmo a minha liberdade de pensar. Assim, eu não chorar, calar ou gritar com ele. Vou fazer em cada letra uma memória dele. Ele que tem de teimoso tem em coragem e personalidade que só te conto.Como é bom ter amigos!
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Desabafo com geladas 27-09-2004 19:38Forum: Conversas de Café


Zulmarinho desculpa hoje não falar contigo. Hoje vou mesmo silenciar a minha garganta para ouvir essa Kandengue de Anel a fugir aos fantasmas que abundam nos sonhos acordados dela. Mas enquanto ela fala eu meto cá dentro paletes delas geladas e te olho ouvindo o teu marar como som de fundo. Anel, conta que te ouço com ouvidos de ouvir e com os olhos vou vendo que esse mar mesmo tem casca de noz para domar o Adamastor lá depois do início desse zulmarinho.
Conta coisas minina, que eu hoje sou ouvidos. C'até ouço ainda aqueles kotas dos Marretas lá sentados no balcão do teatro a ver o Kocas e a zucrinar a cabeça e nós os dois aqui na hora do sol a se deitar a contar coisas de fantasmas de sonhos acordados.
Conta mermã que hoje eu só estou para ouvir.


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Carlos Carranca

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Umas Geladas e um café com azeite 26-09-2004 13:13
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Mermãs Ilda e Bélinha, me deixem sentar aqui sossegadinho ao pé de vocês, assim como não quer a coisa. Me dixem ficar de frente para o zulmarinho e me com luz para eu ler. Hoje não vos vou chatear com falas de barato ou de mais caro que hoje é domingo e a garganta mesmo que lubrificada pelas geladas necessita de descansar. Não vem aí o cão sarnoso pedir a maçã azul que lhe não dou, só mesmo que não lhe conheço com essa côr. Me deixem mesmo ficar aqui a fazer rabiscos neste papel branco:Curiosidades da Idade Média- é impressionante nos dias de hoje quando visitamos o Palácio de Versailles em Paris ou outro qualquer mesmo em Sintra ou na Patagónia cá da Europa e observamos que os suntuosos palácios não têm salas de tomar banho. Quem passou por esta experiência ficou sabendo de coisas ca imaginação não pensou. Na Idade Média, não existiam pastas de dentes, muito menos escovas de dentes ou perfumes, desodorizantes e fatalidade fatal muito menos opapel higiênico, nem pensar... As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas do palácio...Quando paramos para pensar que todos já viram que nos filmes aparecem pessoas sendo abanadas, passam desapercebidos os motivos. Em países de clima temperado, a justificação não era o calor, mas sim o péssimo cheiro que as pessoas exalavam, assim como que uma volatização a sair do corpo, pois não tomavam banho, não escovavam os dentes e não usavam papel higiênico e muito menos faziam higieneíntima. Os nobres, eram os únicos que podiam ter súditos que os abanavam, para espalhar o mau cheiro que o corpo e suas bocas exalavam com o mau hálito, além de ser uma forma de espantar os insetos.Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (para eles, o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda estava assim como que tolerável. Entretanto, como alguns odores já começavam a ser exalados, as noivascarregavam buquês de flores junto ao corpo, para disfarçar. Daí termos maio como o "mês das noivas" e a origem do buquê de noiva explicada.Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa...Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles, a água datina já estava tão suja que era possível "perder" um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente "não jogue o bebê fora com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos...Os telhados das casas não tinham forro e as madeiras que os sustentavam eram o melhor lugar para os animais - cães, gatos e outros, de pequeno porte, como ratos e besouros se aquecerem. Quando chovia, começavam as goteiras e os animais pulavam para o chão. Assim, a nossa expressão "está chovendo pregos" tem o seu equivalente em inglês em "it's raining cats and dogs" = está chovendo gatos e cães. Para não sujar as camas, inventaram uma espécie de cobertura, que se transformou no dossel.Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, o que fazia com que muita gente morresse envenenada (lembremo-nos que os hábitos higiênicos da época não eram lá grande coisa...). Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, como venenosos. Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo 'no chão' -numa espécie de narcolepsia induzida pela bebida alcoólica e pelo óxido de estanho). Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estava morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou estava mesmo morto morrido. Daí, surgiu a vigília do caixão.A Inglaterra é um país pequeno e nem sempre houve espaço para enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados ao ossário e o túmulo era utilizado para outro infeliz. Às vezes, ao abrir os caixões, percebiam que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a idéia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava amarrada num sino. Após o enterro, alguém ficava devigia ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo".As coisas eruditas que haviam de ser escritas. Hoje é Domingo!
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Carlos Carranca

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Gelada, bem gelada 25-09-2004 11:25
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Mermão, senta aqui e paga as que eu beber. Sim, tu te ofereceste para pagar, à frente do zulmarinho. Vais pagar que sei que vais.Tu pagas e ficas calado só a ouvir.Vês aí o zulmarinho como está clamo? Às vezes ele tem calema e leva tudo na frente dele que nem parece ele mesmo. E ele me contagia. Pois, mermão, quando tu abres a boca para dizeres coisas veladas, irritantes, mesmo com com monossilabos que parecem facas a cortar, eu lhe fico igual. Mas se veres com olhos de ver vais ver que não fico igual a ti. Sou mesmo igual a ele e vai de frente arrastando tudo. Sei que o zulmarinho não é de ferro como eu não sou de madeira nem de aço. Me achas ingénuo, se calhar sou porque ainda acredito nos Homens. Me achas ambicioso, se calhar sou porque quero evoluir sempre em todas as faces de mim. Me achas pretencioso, e se calhar sou, porque escrevo para alimentar o ego (*). Me achas desonesto, ai te digo que não, redondamente que não. Posso errar pelas três caracteríticas antes escritas. Mas desonesto não. Esse zulmarinho sabe do que falo.Fica sentado e paga outra e não abras a boca. Sim, porque não quero mais calema. Fica só a ouvir o som do zulmarinho. O ódio e a raiva são palavras que desconsigo saber o significado. Uso mesmo a palavra ignorado para não deixar chegar o calor da alma a esse estadio do amor. Fica calado para não desconversares das desconversas que és habil em utilizar.Vês, zulmarinho como esse camba afinal às vezes sabe ouvir?(*) inda hoje estou para saber porque as minhas conversas perto do zulmarinho criam tantas dúvidas e alguns ódios. Gosto apenas de escrever e gosto do retorno quando ele vem cheio de mimos. É crime?
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Uff - canseira 20-09-2004 19:54
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Hoje tem canseira dentro desse zulmarinho que está a preguiçar parece que tem o rei na barriga.Uma birra gelada. Senta aí mermão. Ouve bem. Me sinto assim como um boneco desses das meninas brincar. Completamente ôco por dentro. Vais ver sai do meu corpo e estou a olhar de fora para ele.Mais uma birra para eu ver se consigo recarnar nele, que assim parace que sou pena de avestruz. Inda vem garroa e lá vou eu quem nem folha de papel pardo a escrever desnexadamente.Ai, zulmarinho que hoje não estás para amar.
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Ainda uma geladinha 19-09-2004 17:11
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Mermão, vou aproveitando os restos de calor para beber umas e outras. Não mergulho no Zulmarinho que ele anda agora numa de pé frio que nem te conto. Olha só a calma dele. Metes o pé lá e ficas assim como cubo de gelo nos dedões. Mas a música dele continua suave e chamativa. Vais ver é o mesmo que Ulisses ouvia.Paga lá, mermão.Já viste como os calores apertam quando se lê só metade de um livro? Já viste como há quem leia só mesmo os títulos dos capítulos e faça logo a crítica? Já viste mermão como fica calor quando nos lembramos das traquinices que fizemos quando eramos Kandengues? Popilas, mermão, só mesmo este mar para acalmar. Olha só ele todo zulinho. Olha as carícias dele ali na areia. Já lhe viste o ritmo?Mermão, esse mar é um espanto. Lhe vê a pulsação. Sente-o sem lhe tocar. Esse mar tem lá o seu início, na terra dos poetas, na terra dos heróis anónimos. Vamos, mermão, lhe olha nos olhos.
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18-09-2004 12:26
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Uma birra geladérrima. Sim, já que sinto em mim um calor de fogo, uma chama de vida que me saiem dos poros.Ávilo, senta aqui comigo. Senta no perfume do zulmarinho. Bebe e ouve os poetas. Bebe e ouve os cânticos que brotam do rebentar das ondas desse zulmarino.Ouve bem e chora comigo.Autor : Tomaz Vieira da Cruz - AngolaQuissange - Saudade Negra
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Um café na Esplanada

17-09-2004

Zulmarinho, estás tão sereno hoje! Nem a tua espuma vai acariciar a areia como só tu sabes acariciar, ficas assim como que preguiça marziada. Faz bem de vez em quando preguiçar.Bebo mais uma gelada e te vejo aí na tua quietude de menino que parece está a esconder alguma traquinice feita ou por fazer. Me deixa mesmo beber e pensar. Sabes que eu não te vou negar nunca, assim ficarei com palavras para poder te contar as coisas que tenho para contar quando este calor acabar. Nós os dois aqui no sereno do anoitecer vamos sussurrar estórias que eu vou te contar, não inventadas porque até os meus erros já estão descritos nos livros dos eruditos. Nem aí sou capaz de ser inventor.Zulmarinho tu deixas eu trazer amigos e amigas para te verem e te ouvirem nos silêncios? Tu sabes que nos silêncios sem palavras muito pode ser dito e desabafado. Não é preciso desesperança. Desabafo em amigo faz milagre. Tu sabes disso, não é Zulmarinho?Assim eu não te vou dizer o bilhete que me deixaram.
citação:
Não tenho mais palavras.Gastei-as a negar-te...(Só a negar-te eu pude combaterO terror de te verEm toda a parte.) Também me perguntam, às vezes, porquê tantas loiras. Sabes, Zulmarinho, tu sabes, que eu bebo mesmo para ter a goela lubrificada, para não enroucar os dedos de tantas palavras. Se são loiras, são porque dizem que as morenas dão energia e se eu ponho mais energia em mim eu não te vou deixar mesmo descançar assim como tu estás hoje. E depois quem vai ouvir as minhas estórias? Quem me vai levar no início deste teu mar?Sabes, zulmarinho, ainda estou na espera de uma fotografias de uma esplanada lá para os lados dos olhos em bico. Sim, me disseram que a 'paisagem' era tal que até os olhos ficaram assim como quadrados e tás a ver a quantidade que não deve ter sido de gente que ficou debaixo dos carros porque não lhes viu ou eles não lhes viram. Imagina só as 'bombas' que não devem ter sido...Zulmarinho, vê se consegues trazer as fotos para eu vislumbrar os 'monumentos'.
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Zulmarinho do contentamento 16-09-2004 19:49
Forum: Conversas de Café
Cada vez penso que me enganei. Até o senhor dos tempos me anda a enganar. Não é que ainda é verão e esta esplanada fica mesmo bem com a birra gelada. Quem precisa de decorador se tiver uma birra gelada?Pois é, zulmarinho. Voltamos ao quente verão do nosso contentamento. Já te estava a imaginar ficares aí triste, sem a minha visita, sem os meus monólogos para te chatearem. Mas, zulmarinho, eu nem penso em passar sem ti. Tu me levarás ao teu início e o meu sorriso se abrirá como uma flôr quando recebe os raios primaveris deste sol que vai agora para lá. Pois é, zulmarinho, o Sol vai mesmo no teu início aquecer, dar luz e distribuir sorissos, fazer florir os campos. Zulmarinho. Hoje fico mesmo olhar na tua espuma, nos teus tentáculos a querer acariciar a terra no teu vai e vem.Zulamrinho deixa que eu cavalgue nas tuas ondas com uns pausinhos a fazer de canoa e ir ver o teu início lá depois da linha curva que parece recta. Não usarei remos, velas ou motores. Sei que tu me levas lá.
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Geladinha 15-09-2004 14:38
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Sol lindo...c'até parece o sol lá do outro lado.Zulmarinho calmo e claro c'até parece o início dele mesmo.Esplanada cheia c'até parece o mato do outro lado.Mermã, senta e escuta o ondular. Não, não sou eu em sonhos. É mesmo o mar que está a falar contigo.Sabes, mermã, esse zulmarinho parece quer hipnotizar a gente.Vê só esse Kaluanda que anda sempre de calça com vinco, nove filhos, escreve parece está a fazer homilia lá na igreja, sempre com verde e vermelho. Afinal de contas ele não é Angolano. Ele é só mesmo umzinho que está perdido no mundo, sem raízes, sem tronco e sem ramos. Ele parece é árvore depois de fogo. Mas mesmo sem essas coisas todas ele parece é quem tem o record de ser apagado. Imagina se ele não vai na missa todos os dias! Mermã, tem coisas que eu não dou mesmo nada para entender. Olha mermã esse 'amigo' dele, Xicus Ginasticus, iniciou uma cruzada que parece que esqueceu as Cruzadas foram nos tempos do antigamente e eram mesmo para os lados onde inda parece que está tudo cruzado incluindo o fogo.Mermã, senta e me vê beber, já que tu só tás nessa de cacau com gengibre vais ver é 'afrontadísiaco', já que dá vontade de fazer 'afrontamentos' com fantasmas de antigamente, e me ouve esse mar. Se eles estivessem a ouvir esse mar estavam de certeza com ideias ondulantes e suaves, calmas mesmo.Mermã, a História, foi ontem, serve para saber coisas e chatear a gente quando a gente tinha que aturar os 'stores'. Hoje, o início desse zulmarinho, quer se queira quer não, está um povo que tem identidade, que tem amanhã para viver e poder dizer eu sou Angolano.Mermã, senta e me deixa beber.O zulmarinho tem mesmo encanto...
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Tem de ser 14-09-2004 17:36
Forum: Conversas de Café
Zulmarinho, também queres uma birra geladinha?Anda, Zulmarinho, galga esta barreira e vem aqui na esplanada beber a nossa companhia. Anda, não só porque tem de ser mas porque deve ser. Já viste, zulmarinho, a força que dás, a energia e esperança que transmites? Zulmarinho, senta aqui e conversa com a gente.Mostra a força que tens lá no teu início. Sei que não és a pedra filosofal porque tu és mesmo mar e mar tanto dá até que fura a rocha mais dura. Sei que não 'bisturizas' as amarras com que te querem prender.Tens hoje a frescura desta birra gelada, mas tens a força de 'miles' gentes que te acariciam nos versos e textos.Anda beber com a gente, Zulmarinho. Deixa que devagar consegues os teus intentos.Anda, conta na tua linguagem ondulante os amores e saudades.Anda, Zulmarinho, tem de ser mesmo.
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Um Café Na Esplanada (75)

12-09-2004 12:14


Caté que o Sol teima em continuar a dizer que inda não terminou a sua época. Como assim aproveito estas madrugadas de manhã alta para pôr o meu sol no lugar que ele deve ter. Arrumar ideias e pensar com pensamentos novos. Cada dia é um dia.Olhando o zulmarinho que parece a calmaria a chamar os seus amantes para umas carícias molhadas: Corpos despidos de roupa e preconceitos massajados pela suavidade do seu sal; relaxados nos pressupostos de recalcamento de anos sangrantes e ideias bizarras; cabelos dispersos pela ondulação na anarquia lógica dum emaranhado de sonhos. Vejo daqui de cima que este zulmarinho é o fim de um início que promete acabar com choros, com os complexos de fatalidade de anos escravizados de pesadelos, cobardias e desfaçatezas.Bebo pelo zulmarinho da esperança esquecendo que antes do parto há as contracções dolorosas que por vezes leva a gritar que DESISTO.
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Carlos Carranca

Um café na Esplanada (75)

11-09-2004


Inda verão, há que aproveitar. No inverno lá terei que me virar para outra coisa, assim mais para aquecer. Mas como é verão, aproveito o Sol desta Esplanada e na companhia da conterra e de outras conterras de outras terras mesmo sem, vou beberricando e nas conversas e silêncios vamos passando e transmitindo ideias. A Imformação só é mesmo útil se passada. Quieta fica assim como sopa sem nada, só água chalada.Pois é, conterra, o zulmarinho ainda vai dando para mostrar a leveza do meu meu peso dentro dele. Mas às vezes que tenho medo que vem aí a protecção da natureza e me manda para dentro dágua a pensar eu sou baleia. Pois é, conterra, tem aqui cada pensamento parece mesmo é cetáceo a pensar. Senta mermã e trás novas do início deste mar. Aquela mermã foi de férias lá para a frente do início deste mar e vais ver quando voltar vai esquecer a gente e vem a falar assim com sotaque parece é telenovela. Mas a gente lhe dá na moleirinha que ela recupera logo.Pois é, conterra, poema de zulmarinho é bonito porque zulmarinho tem fantasia dentro dele, tem sonho, tem eternidades muitas. Quantas eternidades terá o zulmarinho?Tira o pica e pica e vais ver que tem mais coisas dentro deste zulmarinho que nem o fogo que arde sem se ver.Zulmarinho do meu contentamento.Uma birra que paga o Rui do Kapofy, ou a Gabi ou alguém vem mesmo pagar. A gente só fala mesmo de zulmarinho e tudo à volta dele como seja os corações a palpitar e os corpos nus a dançar ao ritmo dele.Pois é, conterra, o zulmarinho tem sonhos que poucas são as pontes que ele deixa cruzar na vida dele.Zulmarinho, zulmarinho que te vou levar na Humpata, Chibia, N'Giva, até mesmo no Luena e te mostrar que onde não estás há gente que te gosta muito, que sonha contigo.O teu Cloreto de Sódio faz parte da vida.Zulmarinho, conterra...
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Carlos Carranca

Um café na Esplanada (74)

10-09-2004

Sentado, bebendo umas e outras, recordo o mês de tantos horrores.. Senta, ávilo, mas não vale chorar. Os mapundeiros não choram. (apaguei porque não gostei do que escrevi. Dias há que se deve ficar quieto) Vais ver inda te vão pôr o nome de Nuncaláides.Mas terminado esse mês de horrores, te garanto que outros vão vir de sorrisos e alegrias.Anda, mermão, bebe para não esquecer, bebe mesmo para lembrar.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Partiu que lhe ouvi chorar

09-09-2004 20:49

Hoje faz anos uma das personagens desta estória. Os meus parabens a ele.

Rua dos Pescadores. Subida antes de chegar ao 'velho' Liceu que, antes fora a escola Industrial e antes ainda a Escola de Pesca e antes ainda não sei porque ninguém me contou. Dois putos, nos anos 60 e qualquer coisa pouca, brincam numa garagem. Fazem números de circo - Mariano ou Universal que importa - que haviam visto numa véspera qualquer. Estão empoleirados sobre uns caixotes que guardavam 'as relíquias' deixadas pela morte de um dos kotas fazia muitos anos - eram livros - descoberta muito mais tarde misturados com loiças e coisas assim. Mas fazia-se acrobacias, piruetas e não é que o aniversariante de hoje, vem de lá de cima e catrapuz no chão. Ele berra de dor. Dor dorida mesmo. O braço, direito ou esquerdo, pouco importa, está assim um bocado de lado. O Outro puto que não advinhava qual seria a profissão que ia ter quando crescesse, olha para aquilo e aflito dá um beijo no braço e diz: Já passou. O choro passou. Veio o riso. Veio uma kota ver o que se passava. Resultado: um gesso por um mês.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Um Café Na Esplanada (73)

Umas e outras
09-09-2004


Ainda vou andando nas geladinhas.
Enquanto tenho que vir aqui ver o fim desse zulmarinho vou bebendo. Quando vir o início dele eu páro. Prometo que vai ser assim. Esse zulmarinho...me trás calma, me trás a ideia de quanto sou pequeno e o quanto nada sou. Uma gota dele vale mais que eu em triplicado. Podes crer, ávilo. Esse mar é uma floresta de milhentos portos, bota milhentos de marinheiros. Nesse mar tem milhentas coisas. E eu? Aqui sentado contigo só tenho milhentos pensamentos, milhentas ideias, milhentas coisas que não podes tocar. Esse mar tem energia, tem estória e História. Eu que tenho? Nada a não ser um lugar marcado no cinema se comprar bilhete. Mas aqui sentado nem isso tenho. Pois é, ávilo. nada somos. Por isso ouço esta criança:- Joãozinho, o que você vai ser quando crescer?- Soldado! -responde ele.- Mas soldado vai pra guerra e o inimigo mata!- Ah! Então eu quero ser inimigo de soldado!
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Um Café na Esplanada (72)

08-09-2004 17:39

citação:
Originally posted by torres pontes - Eternos contestatários quando estiverem do lado de lá choram para vir para o lado de cá.pontes
citação:
"A VIDA É SIMPLES. NÓS É QUE TEMOS A MANIA DE COMPLICAR"
Senta aí mermão. Senta também mermã. Eu bebo e vocês ficam aí só assim sentados a pensar comigo. Vamos manter este silêncio pondo a conversa em dia.
Se apetecer chorar, a gente chora! Se apetecer rir, a gente vai rir! Um dia, quando a morte levar a gente a gente vai ter tempo de sobra para arrumar ideias, tirar o pó dos neurónios, pôr os livros todos por ordem. Vamos ter tempo para pôr os pontos nos is. Até lá, mermão e mermã, muitos rios vão correr debaixo das pontes, muitos céus vão estar aí para a gente admirar eles, lhe ver as estrelas ao lado de quem as quer ver connosco.
Bebo uma geladinha porque me apetece. Uma antes da próxima. Não pensem que ficarei numazinha apenas. Loira é para ser bebida em série.
Aproveitemos este silêncio cortado pelas ondas deste zulmarinho que tem início lá do outro lado.
Tás a ver aquela Lua ali? Não é o satélite da Terra. Não. Podes crer que eu não te estou a enganar. Ela é mesmo o reflexo no céu da minha amada. Olha só bem para ela e fica em silêncio, ouvindo este murmulhar de espuma branca que vem beijar a areia.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Um Café na Esplanada (71)

07-09-2004 19:43

Eu bebo. Ele s'enganou. Contece nos melhores e quase sempre nos piores momentos. Estás 'sorryado'. Mas proveita e senta por aqui a beber umas e outras. Olha bem nessse zulmarinho que parece tar calmo de ter paciência para chegar no início dele que dá gosto até que mergulhar. Mas senta e bebe. Proveita e paga também as minhas que teclar dá uma sede que tolda o deserto de ideias.Anda, senta aqui e ouve o hino das ondas que suavemente vem espreitar esse areal.Ouve com ouvidos de ouvir, não com os que disse que disse. Ouve mesmo a tua alma dentro desse mar.Vês a linha do horizonte que está lá direitinha que parece que é um recta mas que é mesmo curva porque a terra dizem é redonda e gira? Do outro lado, onde começa este mar está a minha amada.Te senta aqui e imagina ela a brincar com as carochas negras e grandes que está parece VW dos antigamente. Vê só elas a correr nesse mar de areia que parece este com ondas e tudo. Mas aquele outro mar de areia não tem espuma como este zulmarinho. Olha só as carochas a correr nesse mar de sol aquecido que até queima perninhas finas dela.Vem juntar a tua imaginação à nossa e vê que a minha amada é grande e está crescer a olhos vistos.Um dia vou pedir a esse mar para levar nela uma carta de amor escrita com amor em papel de amor. Um dia...vou abraçar o início deste mar. Tenho medo mesmo é que os meus braços não sejam tão fortes como eu penso que eles são. Mas eu vou abraçar ela e a força do meu coração vai se suficiente para lhe segurar bem. Beijá-la. Simplesmente adorá-la como ela merece mesmo.Senta aqui e ouve esse ondular que parece que tá a chamar.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Um café na Esplanada (70)

Uma superbock geladinha

07-09-2004 00:05

Senta aqui, mermã. Sei que só queres cacau quente. Mas senta aqui perto, para eu não ter que falar alto que nem gramafone em dia de feira.Conta lá mermã se este mar zulmarinho não trás o cheiro lá do início dele? Está gelado este mar. Vês como ele tá a chamar? Ele me quer agarrar como se fosse um polvo tentacular que quer me levar nas fundos dele para eu esquecer que ele tem início lá mesmo onde está a minha amada que eu amo de amar que dói até de morrer. Mas todos os dias eu venho aqui cheirar ele, sentir esse gelo que trás dentro dele, e ele todos os dias vem em movimento ritmado que parece que tem maestro lá atrás a mandar ele vir rebolar na areia. E todos os dias me sento aqui, quase sempre com a birra gelada e fico olhar nele, no pôr-de~sol que parece que é incêndio dentro dele. Esse zulmarinho tanto me ama que parece que ódio é pouco para descrever o sentimento dele.Anda, senta aqui ao pé de mim. Ouve o cantar das sereias que estão lá longe, dentro dele. São lindas as sereias desse mar que tem início lá para os fundos da terra. Sempre a descer. Não tem como enganar. Mermã, segura na minha mão e vê como ela está tremula de não poder agarrar todo esse mar e encostar no peito e lhe beijar. Mermã, se não tivesse gente que vive desse mar, te digo que eu bebia ele todo de um sorvo e corria direito à minha amada que está no início deste mar.Bebe o teu chocolate quente e dá-me o teu calor.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Um café na Esplanada (69)

Uma gasosa
05-09-2004 21:11


Uma gasosa. Pode ser mesmo da Siral ou pode ser estrangeira. Mas tem de ser pura. Num quero dessas que tem sabor a isto e aquilo. Quero mesmo só gasosa. Também não é dessa de passar de baixo da mesa que essa me põe demasiado assim como que gelado que ferve até nos cabelos.
Quero mesmo só uma gasosa, para lembrar os tempos que era o que eu mais gostava. Ou seria da ginguba? Ou do chuinga? Não vem na lembrança o que eu mais gostava. Mas gostava de gasosa isso eu sei.-
Porque hoje não pedes dua birra? perguntou ela em voz doce arredondada de quem quer parecer mais do que é.
- Porque sim. Simplesmente hoje quero uma gasosa. Quero despedir desse mar zulmarinho até um dia destes e quero ficar com a cabeça boa para ver se consigo ver onde ele nasce. Dou a volta ao mundo, mas eu quero ver esse início do zulmarinho mesmo. E se possivel ainda este ano... quero ainda ser criança para ter tempo de fazer tudo o que quero fazer lá onde nasce este mar. Quero só mesmo uma gasosa...e dançar nos sonhos, pular de nuvem em nuvem, fazer o pino...
Uma gasosa por hoje!
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Um café na Esplanada (68)

04-09-2004 00:20

citação:
Dei-te a solidão do dia inteiro
Na praia deserta, brincando com a areia,
No silêncio que apenas quebrava a maré cheia
A gritar o seu eterno insulto,
Longamente esperei que o teu vulto
Rompesse o nevoeiro

Ouço-te cantarolar com voz meiga, doce e atrevo a dizer-me também triste.
Aproveito para beber uma especial gelada, e daqui da esplanada vou-te admirando. Ver-te caminhar sobre a água em passos de dança perfeitos. De tão leves não vislumbro as marcas deixadas na superficie aquosa deste mar, que está sereno. Talvez hoje esteja mais salgado do que é habito. Completando o cenário lá está a lua cheia exactamente por trás de ti. Vejo o teu corpo, adivinho a gravidez desejada. Não distingo o teu rosto na perfeição, não sei se choras se sorris. Danças e sei que não é para mim.
Bebo e penso como seria a vida se não houvesse quem utiliza o corpo na perfeição da sensibilidade sem tremores, hesitações e exigências sobre-humanas.
Bebo com vontade de saltar da esplanada e percorrer todo o caminho directo a ti. Receio que os meus pés de chumbo e a desarmonia do meu corpo me levassem para as profundesas deste mar e eu jamais voltaria a ver o início deste mar zulmarinho.
Bebo pensando porque e por quem choras.
Bebo porque não sei usar o equilíbrio musical do gesto feito dança.
Bebo porque não sei usar as palavras certas nos momentos que devem ser usadas.
Bebo simplesmente porque não quero despertar desta imagem: a lua e tu!
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Um café na Esplanada (67)

Chove chuva chalada
02-09-2004 20:07

Chove que deixa mesmo o seco ficar encharcado. Me deixo ficar aqui sentado a saborear o quente dessa chuva de Verão cair no meu corpo que sinto translúcido, quando antes era transparente.Bebo, se calhar um café bem quente, se calhar um chá de capim.Já fui. Amarrado que estou deixei estragar a transparência, a inocência e ingenuidade. Sacaneei-me por dentro da alma. Por isso hoje vire chuvinista, se entenda de chuva mesmo que cai de lá das nuvens e vem aqui chatear um gajo que quer ver as madrugadas todas da noite. Hoje mesmo não dá para ler...chuva não deixa ler os jornais que se desfazem em botas de elástico, em verdades de plástico coladas com cuspe como se fosse um selo em carta que escrevi e não mandei.Bebo um chá de capim numa chávena da mais grossa porcelana da china, deixando-me ficar de olhos em bico.Bebo chá porque chalei-me!
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Um café na Esplanada (66)

Uma birra
31-08-2004 19:11



Bem geladinha.
Aqui sentado vou pensando, agora que não tem a quem contar estórias, vou usar o cinzento para pensar. Sim, noutra encadernação, eu mesmo acho que fui muito ruim q'agora estou a pagar e com juros. Olha mesmo esse mar zulmarinho que vem até aqui e fica branco depois de fazer chuaaaaaaaaaa na areia da praia. Ele está na gozação comigo. Só pode. Vai ver tem ciúme da loira que bebo e que tem espuma também. Olha só que parece esta a ficar calema que sobe aqui na esplanada. Ciumou mesmo. Danado. Faz menos barulho que eu quero ver o que fui noutra encadernação.Já sei, fui mineiro. Hummmmmmm. Acho que não.Fui astrólogo, andava nas estrelas. Não, se tivesse sido havia algures uma constelação com o meu nome.Mais uma birra que isto está a aquecer.Fui passador de PM. Passava em ponto morto para nenhures. Acho mesmo que não. Não vai mesmo com o meu feitio. Fui árbitro de futebol. Também acho mesmo que não, pois não costumo ser insultado, mesmo só lacaio.Acho mesmo que não tive outra encadernação.Esse mar está mesmo danado para me molhar hoje.Tem cuidado. Te pontapeio que ficas uns dias sem dar á costa.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca


WebJCP | Abril 2007