Navega à vontade que a Sanzala é segura, mesmo que te pareça lenta!
A Minha Sanzala: Junho 2005
recomeça o futuro sem esquecer o passado

30 de junho de 2005

Navegando a toda a birra


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Navegando a toda a birra Hoje, 18:42
Forum: Conversas de Café
Mermão, aproveitando a nossa solidão no meio desta gente toda vamos agarrar o barco da imaginação e vamos aproveitar para navegar a toda a birra. Vamos começar pelo norte, viramos para sul e seguimos para o leste que o oeste tem muito far. Depois, mermão, olhamos para as falésias, visitamos as grutas, mergulhamos e vemos o aquario gigante que é esse de zulmarinho que nos salpica as suas lágrimas quando se vem espreguiçar na areia dourada. Mermão, mas não te esqueças que sem birras o navio não vai a nenhum porto. Podes soprar na vela com a força toda que tu tiveres que a gente desconsegue de sair. Se calhar, mermão, ainda retrocedemos ao útero materno.
Temos que pôr o colete salva-vidas para navegar na imaginação? Mesmo assim, mermão, é bem melhor que estar parado num cais cinzento de águas paradas. Vamos navegar, mermão, mesmo que seja contra o vento. Aproveitamos as ondas do zulmarinho e surfamos em direcção a lado nenhum desde que saiamos. Avivemos as memórias dos sonhos acordados e vidas que hão-de vir.
Bebamos.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

29 de junho de 2005

Ler o periódico - uma homenagem a um amigo


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Ler o periódico Hoje, 22:42
Forum: Conversas de Café
Senta aí, mermão, e além de pagares as birras tens que comprar o periódico para eu ler e estar ao corrente da corrente do mundo.
Não te posso estar aqui sempre a falar, sempre a contar as minhas estórias que só por não terem acontecido não quer dizer que não sejam verdadeiras, se não estiver a par do impar mundo que vivemos.Temos que nos modernizar e reciclar as palavras, as frases os sons e mesmo os olhares. Temos que ser modernos, mermão. Temos que ver que para lá da linha recta que é curva tem um mundo que existe e tem vida que é própria. Para entraes tens de estar a par do impar que lá está. Mermão, as semelhanças são isso mesmo, semelhanças. Não são coisas iguais, são mundos que o mesmo mundo tem dentro de sim.
Anda lá e paga as birras que o zulmarinho dá uma sede que eu nem te falo nem te conto.
Passa lá aí o periódico e deixa-te de tretas e coisas e tal. Melhor dizendo: c a g a r i - c a g a r ó, e sempre em frente que a seta do destino diz que é por ali.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

28 de junho de 2005

Uma outra vista de uma outra esplanada

http://margarida23.blogspot.com/
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Encher o tempo de espera


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Encher o tempo Hoje, 19:57
Forum: Conversas de Café
Me sento na esplanada, olho bem nos olhos do zulmarinho como se ele tivesse olhos. Hoje o céu se esqueceu de vestir com as nuvens, pelos que hoje tenho o meu chapeu de palha a me proteger as ideias de uma assadura que seria o terror dos infernos.
Bebo a minha birra que tu me vais pagar, mermão.
Sinto o barulho do silencio que até dá para ouvir a garoupa ou o cachucho a nadar, já que o vento parou de cantar nas reentrancias das rochas.
Bebo, mermão, todas as que tu me vais pagar.
O zulmarinho está a fazer coro de silêncio com o vento. Olho fixamente no zulmarinho a ver se vem o verde da esperança, mas ele continua no mesmo azul como lá no início dele.
Bebo para encher o tempo de espera.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca


O maior mercado ao ar livre do MUNDO! Se aqui n�o tem o que procura, n�o vale mesmo a pena procurar noutro lugar, simplesmente � porque ainda n�o foi inventado Posted by Hello

27 de junho de 2005

Uma birra na brisa


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Uma brisa gelada Hoje, 20:15
Forum: Conversas de Café
Uma birra na brisa que corre.Hoje, mermão, vamos cantar coisas lindas como uma serenata dos antigamentes, trazendo o Manel, o Beto e mais alguns poucos para chegarmos na casa da conterra e lhe mostrarmaos que lhe gostamos mais que bué.
Mermão, ela é uma brisa que corre na Esplanada, nos cantos serenos dos campos que pisa. Ela mermão, quando vai no início do zulmarinho que termina aqui, ela dá sempre um olá por mim nele, lhe conta as minhas estórias, lhe mostra as minhas lágrimas, lhe embala com o meu amor.
Mermão, vamos cantar aproveitando a birra gelada que ela nos vai oferecer. Vamos cantar com alegria que ela nos merece.
Depois, mermão, metemos a viola no saco e ficamos aqui só na contemplação.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

26 de junho de 2005

Um post que não queria ter escrito


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Assim não dá Hoje, 19:43
Forum: Conversas de Café
Assim, mermão, não dá. Vamos ter de partir para outras paragens, outros caminhos, outros sonhos, outras ilusões.Vamos mesmo ter que levar uma resma de loiras, uns tantos parelelipipedos, possa que é mesmo difícil, de gelo e ir sentar na praia, fazer fogueira, cantar e sunguilar até de madrugada, até mesmo quando ouvirmos o barulho do romper da aurora. Pensas que tás sereno a ver o zulmarinho mas afinal correntes ascendentes, outras descendentes outras assim que não sabem para onde vão, e te empurram no mar.
Vamos só agarrar uma palete delas, mermão e vamos mesmo na beirinha do mar e sentir as gotas das lágrimas que ele solta para nós em cada rebentação.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Uma carta que recebi

Me desculpa então, m'ermão Carranca de vir sentar aqui neste espaço tão teu, tão nosso, tão calmo e sereno como o Zulmarinho em noites/dias de calmaria p´ra perguntar saber o que é que se está passar...

Afinal, está-se passar o que é mesmo então? A cadeira do Rui, o KAPOFY, o meu marido que estou c'o ele já vai fazer mesmo 39 anos, tanto tempo que alguns inda que eram só promessa no testícullo dos anjos, continua vazia porque não lhe deixam embora entrar aqui. Muiiintos amigos dele estão procurar saber que se passa e isso pergunto eu também.

O que eu sei vou tentar resumir: O Boss, o Dono disto tudo, teve a infeliz ideia de escrever que o KAPOFY escrevia a "altas horas vá-se lá saber porquê"... Isso gerou polémica. Os " retornados frustrados" e até descendentes, que não têm nem noção do que aqui andam a fazer, agarraram no mote lançado em má hora e, estou certa, de modo infeliz, que julgo já ter gerado arrependimento por parte do autor, por aquilo que me foi dado conhecer, e desataram e destilar a bilis infecta apelidando-o de bêbado, alcoólatra, possuidor do " espírito de Baco", etc., etc., etc., sempre que a ele se referiam
. Um até, enviou uma mensagem com o título de "Juanito Caminero" que o Boss editou p'ra " evitar
troca de mimos"e encerrou o "fio".Só que o veneno ficou. Ficou no mote e nas mensagens que ele esqueceu ou não quiz editar.E aí vazou e inundou outros espaços outrora incólumes e acabou por parar aqui, na esplanada do zulmarinho onde, num desabafo, de quem quer dizer e é silenciado porque, por telefone, ousou desafiar a autoridade do "todo poderoso" acusando-o precisamente do que ele em infeliz hora pariu.

Foi isso m'ermão o que se passou e hoje, com muita mágoa, aqui vim relatar para que os avilos saibam e não entrem em parampas. Os outros, ah, os outros...
Vamos fazer mais como, então?

O KAPOFY, esse gosta mesmo do seu JW Black Label mas, sabes, compra-o com meios próprios sem recurso à reserva cambial... Depois de um dia de muito trabalho em que deu muito de si e deu-o-o a umas quantas famílias. O resto é treta.

À equipqa SanzalAngola, ou melhor, ao Boss em especial, convido a vir a terreiro, esclarecer o motivo de o ter barrado ( a mensagem que temos impressa não contem insultos), de ter apagado o seu e-mail do seu avatar mas de o manter ainda como membro. QUE CINISMO!!!QUANTA IMORALIDADE!!!..........

Não sei se voltarei a esta esplanda mas, em todas as outras esplanadas do Mundo, ESTAMOS JUNTOS M'ERMÃO.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

25 de junho de 2005

hurra! hurra!


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Hurra! Hurra! Hoje, 17:41
Forum: Conversas de Café
Mermão, vamos mesmo sentar e festejar.
- Vais festejar mesmo o quê?
- Que interessa, mermão, o que vamos festejar? Festejamos e prontos.
Com isto vamos agarrar as nossas basucas estupidamente geladas e loiramente borbulhantes.
- Deixa mesmo essa cadeira vazia. Essa tem que estar vazia. O dono dela não que pode vir mas é o mesmo que esteja aqui connosco. Sim, o avilo Rui, não pode vir, porque prefere quebrar que torcer. Não lhe torce o braço quem quer. Só mesmo ele. Como está quebrado, mermão, ele hoje não vem. Mas ele, quer queira quer não, vai estar sempre aqui. Essa cadeira vai levar com o nome dele. Quem sentar nela vai passar as passas tropicais de areia nos olhos e maculo no sítio que ele dá.
Vamos festejar, mermão, a integridade de estarmos. Vamos festejar o tempo que temos de estar aqui. Vamos erguer as nossas birras aos céus e dizer que contra ventos e marés, o zulmarinho que aqui termina começa mesmo lá, quer queiram quer não.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Racismo e Xenofobia - V

Estratégias para a luta contra o Racismo e Xenofobia
A identificação dos factores directos e indirectos que influenciam os sentimentos racistas e xenófobos, impõe uma série de actuações, tanto a nível social como a nível global.
- Desmistificação do conceito de RAÇA
Deve-se insistir na Unidade da Espécie Humana, na origem comum de todos os humanos. As diferenças que existem entre os grupos humanos não justificam em absoluto que haja níveis de superioridade ou inferioridade. As diferenças existentes resumem-se à história cultural e não a factores biológicos.
De modo igual se deve enfatizar as diferenças na igualdade e unidade da espécie. A frase que bem caracteriza isto é: Somos diferentes, somos iguais.
- Educação intercultural
A educação tem de orientar-se para o fomento da interdependência e para um conceito de cooperação dos povos de modo a favorecer a universalidade, o reconhecimento recíproco das culturas e uma síntese sociocultural nova. É necessário promover a ideia da diversidade cultural, a validação de todas as culturas e o interesse por outras culturas como forma de enriquecimento pessoal e social.
O interculturalismo é um projecto pedagógico cujo objectivo último é a plena integração das minorias étnicas e a eliminação de toda a fonte de descriminação.
Tem que ser conseguida uma convivência harmoniosa e equilibrada entre culturas distintas. A autentica comunhão intercultural só é possível sobre as bases da igualdade, da não descriminação e no respeito da diversidade.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Uma birra inadequada


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Uma birra inadequada Hoje, 00:52
Forum: Conversas de Café
Esta birra hoje não sabe a birra, mermão. Esta birra é mesmo inadequada para esta hora. Se calhar mesmo um Scotch. Sem gelo. Purinho da silva. Mermão, pode ser mesmo um medronho, da serra de Mochique que fica aqui ao pé do fim do zulmarinho. Mermão, e podes acompanhar com uma Ode do Pessoa, Craveirinha ou do Viriato da Cruz. Hoje, mermão, a birra é inadequada, não só porque está frio, não na Esplanada, não ao pé do zulmarinho, não ao pé da linha recta que é curva que não sendo lua cheia eu não lhe consigo ver. Mas está frio mesmo na minha alma. Não vais pedir para contar, porque sabes que te falo quando me apetece contar as coisas que mesmo não tendo acontecido são verdadeiras, mas quando são verdadeiras primeiro é preciso destilar, filtrar, pensar e fundamental, mermão, respirar. Hoje, mermão, contra torres, pontes, moinhos de vento, qual Quixote, eu vou mesmo beber uma água da Escócia. mais te digo, mermão, se tanto corres fica a crer que mais depressa vais chegar naquela caixa preta, hirto que nem pau de vassoura, e depois, mermão, vão sobrar poucos para lagrimar as lágrimas de um jacaré. Mais depressa vão comer os croquetes e rissois, te dizer que eras um gajo porreta e se calahar ainda sem estares lá debaixo dos sete palmos, vão dizer que não se perdeu grande coisa.oje, mermão, com o frio que vai na alma, com as tinhas e tenias todas, bebo uma água da Escócia ou um medronho da Serra de Monchique.
Hoje mermão, o meu nome é simplesmente ABC : Agora Bebam, Carago.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

23 de junho de 2005

Olhando o S. João


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Olhando no S.João Hoje, 17:31
Forum: Conversas de Café
Me sento na esplanada, olhos correm em todas as direcções. Lá em cima vejo o vento empurrar as nuvens com suavidade e uma doçura que até mete impressão. Ver aquelas coisas brancas e grandes a deslizarem assim que até a birra gelada parece ficou encravada na goela. A natureza tem coisas que nem sei se tem explicação. Elas estão a ser empurradas para a linha curva que é recta. Vais ver elas vão lá mesmo para o início do zulmarinho.
Olhando para lá, para a direcção do início do zulmarinho te posso dizer, mermão, que os meus olhos já lagrimam. Parece uma gota do zulmarinho que se soltou dele e me veio acariciar a cara. Não te sei explicar o arrepio que senti, mermão.
Olhei para trás, mermão, e vi gente que vive num dia após outro a se preparar para a folia do S. João, com alhos porros e balões côr de rosa.
Mermão, manda lá vir mais umas birras geladas para eu empurrar as sardinhas virtuais que eu hoje vou roubar desse zulmarinho e meter no bucho.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Racismo e Xenofobia - IV

Xenofobia: é uma fobia, um medo irracional e persistente, contra cidadãos estrangeiros, estando aparentado com o Racismo e o etnocentrismo. Como ele, a xenofobia, é uma ideologia de exclusão de toda a identidade cultural alheia à própria, diferenciando-se dele por proclamar a segregação cultural e aceita os estrangeiros e emigrantes que se tenham assimilado cultural e socialmente. Tem estado sempre presente na consciência dos humanos. A explicação para esta fobia radica-se em problemas de origem económica, aparecendo os estrangeiros como competidores desleais na procura de trabalho e permite que empregadores sem escrúpulos os utilizem para diminuir custos.
Muito está escrito sobre as vantagens e desvantagens das migrações internacionais. Quem está contra, afirma que a presença de mão-de-obra estrangeira barata é em definitivo um prejuízo económico porque atrasa a modernização, cria problemas sociais - delinquência e violência urbana - e deterioram as estruturas demográficas, afirmando também que os países fornecedores se prejudicam uma vez que perdem os seus trabalhadores mais activos. Por outro lado, quem está a favor afirma que as migrações internacionais equilibram o mercado de trabalho e permitem a sobrevivência de quem não emigra.
Combinando os prejuízos históricos, linguísticos, relegiosos e culturais, com o poder económico, social e político, a xenofobia da maioria exclui os estrangeiros, imigrantes na medida em que vê neles um competidor dos recursos existentes.
A crise sócio-económica da maioria dos países Europeus, nos últimos anos multiplicou os actos xenófobos que vão desde pinturas murais, folhetos, discursos e campanhas até actos de violência, individuais ou colectivos, tendo como limite a limpeza étnica. Os meios de comunicação social têm uma cota parte de culpa neste processo, já que é frequente ver-se, de forma insistente, a chamada de atenção para as diferenças culturais, mostrando costumes e actos culturais diferentes como sendo coisas raras e surpreendentes. Fomentando dessa maneira a hostilidade e impulsionando a xenofobia, potenciando a exclusão.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

22 de junho de 2005

Uma birra e um quadro de cortiça


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Birra no quadro de cortiça Hoje, 19:14
Forum: Conversas de Café
Pegada a birra gelada vou dar uma espreita no quadro de cortiça que tem montes de papeis de muitas cores com recados e outras coisas mais. Passaria a tarde a ler todos os papeis pregados no quadro de cortiça. Muitos deveriam ser decorados ou mesmo emoldurados. Mas me falta o tempo porque eu o tenho para ver as ondas do zulmarinho a trazer-me novas de desde o início dele. Avilo, fica tu com essa missão que a minha é mesmo de saber se o início do zulmarinho está lá depois da linha recta, com a sua vontade de se erguer que um dia daqui sentado alguém vai dizer em voz alta:-olhem, o início do zulmarinho tá tão grande que se vê até daqui!Por isso, avilo, eu tenho que ter toda a atenção virada para lá. Me desculpa se te encarrego dessa missão mas acontece que as preciosidades deveriam mesmo de ser guardadas. Outras coisas, mermão, que estão por aí espalhadas nas mesas que nem sujeira, deveriam mesmo que ser incineradas a mais de quantos miles de graus. Mas essas, mermão são mesmo do empregado da limpeza e a gente que nem tem nada a ver com isso. Cada um é para cada qual, pois a galinha bebe àgua mas não urina, que isso é coisa séria.Mas tás ta esquecer de trazer as birras geladas. Assim tá ficar dificil conversar contigo, mesmo que a conversa seja só para te dar ordens.Vais ou precisas que te empurre?Avilo, não sejas mole como o tempo que já começa a faltar, pois ele é como a paciência. Arranja-se!
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Racismo e Xenofobia - III

Do conceito de RAÇA saiu o termo Racismo, que defende a diferença racial e a supremacia de uns povos em relação a outros. Hoje, este conceito, refere-se a qualquer atitude ou manifestação que reconhece ou afirma tanto a inferioridade de alguns colectivos étnicos, como a superioridade do próprio colectivo. Também se considera como racismo a justificação da diferença racial, pois o conceito de RAÇA carece já de sentido, como já foi confirmado por estudos científicos, desde a biologia molecular à genética humana.
No estudo do GENOMA HUMANO não foram encontradas diferenças.
A escalada de manifestações racistas, baseadas sobretudo nos prejuízos e estereótipos formados durante a História das sociedades ocidentais, é grande e dependendo do país, afecta as crenças, sentimentos e comportamentos pessoais - ódios, antipatia, desprezo, agressão física...
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

21 de junho de 2005

Uma da Escócia


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Hoje, 20:36
Forum: Conversas de Café
Mermão, hoje mesmo tem de ser aquela água lá da Escócia. Hoje não vou lá com birras. Sabes, mermão, hoje estou com os olhos trocados. Se calhar mesmo eles estão desfocados, desalinhados ou então zarparam das minhas orbitas e eu ando a ver cada vez menos. Olhas nas cadeiras dessas mesas todas e está uma confusão que parece passou arrastão com arado e coisas do tipo xisato nas cabeças das pessoas. Tá tamanha confusas que confusiciona qualquer mente mais livre que seja. Nem a calma salpicada do zulmarinho me passa por osmose simbiótica dum biótico qualquer.Manda mesmo uma da Escócia, em dose dupla só para mim, mermão.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Racismo e Xenofobia - II

O termo RAÇA utiliza-se na cultura ocidental desde o momento do primeiro encontro entre povos de características externas diferentes. Desde então, até à segunda metade do século XX estabeleceu-se uma hierarquia entre as RAÇAS, baseando-se em diferentes observações: cor da pele, forma do crânio, do cabelo, da estrutura física, etc. A partir daí começa-se a definir a existência de diferentes RAÇAS, classificando-se os seres humanos segundo as suas características biológicas em seres superiores e inferiores. Claro está que a Raça Branca desde o primeiro momento se considera superior, mais desenvolvida, melhor preparada e a mais armada para ser conquistadora. Desde as antigas Grécia e Roma consideravam-se pagãos e selvagens todos os povos cujos costumes e organização social eram diferentes, desconhecidos, estranhos e raros. Ao longo da História, sobretudo com o achamento e colonização de Africa e Américas, mais se desenvolveu esse conceito de supremacia da Raça Branca; com a sua religião monoteísta, que se considerava por si só como única e absoluta, e com o pior que era considerar excluída totalmente qualquer outra forma de vida social, cultural e religiosa.

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

20 de junho de 2005

Racismo e Xenofobia - I

Vivemos na actualidade, na Europa e quiçá, no mundo, um momento de grandes e importantes contradições políticas, económicas e sociais.
Destas contradições surgem o racismo, a xenofobia, antisemitismo, etnocentrismo.
Nas ultimas duas décadas do século XX os processos acelerados, inevitáveis e irreversíveis como a crise económica mundial, a pressão dos movimentos demográficos, as guerras sem sentido positivo – se é que alguma a pode ter – as mudanças radicais nos países do antigo Pacto de Varsóvia, o lento e difícil parto da União Europeia e sobretudo o medo em relação ao futuro, ao desemprego e pobreza, leva à radicalização daqueles comportamentos.
As causas dos comportamentos racistas e xenófobos são múltiplas, porém a História, a Religião e o Desenvolvimento das sociedades ocidentais são o gérmen deste fenómeno.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Espraiado na praia


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carranca
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Estendido na areia Hoje, 20:00
Forum: Conversas de Café
Mermão, hoje vais ter que fazer umas caminhadas. Hoje me espraio mesmo na areia da praia, tentando dar côr ao corpo pálido, ouvindo de mais de perto o vai e vem das ondas do zulmarinho trazendo-me os recados que vêm do lado de lá da linha recta que é curva. Vais ter que ir buscar muitas birras geladerrimas. Quando vais, olhamos para o lado de cá e vemos a aragem revolta que se vai vivendo, inteligências artificiais divagando em sonambulos pensamentos, arrastões de palavras sem sentido nem direcção. Quando vens, mermão, olhamos para o lado de lá, vemos para além da linha que demarca a marca que é lá, vemos a força que se ergue em cada esquina, o germinar de novas ideias, o construir de soluções. Vê-se o amanhã.
Enquanto bebemos, mermão, não vemos nada, falamos das coisas banais e carnais que nos vão passando na frente dos olhos que até apetece ler no estilo braile.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

19 de junho de 2005

Matiné de birras

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Matiné de birras Hoje, 18:20
Forum: Conversas de Café
Silêncio da tarde. Matiné de birra gelada que o calor é mais forte e não sei se num dá para desidratar um gajo que fala, e fala e não tem paragem nem cais de acostagem. Mermão, pagas a matiné de birras?
Olhando para além da linha recta que é curva, desenhada lá longe no zulmarinho que me amarrota de maresia e salitre, vemos o filme em progressão progessiva de sucessões que sucedem assim como quem não quer a coisa e vai fazendo construções de peças em peças soltas dando uma unidade que vais ver tás aqui tás a ver a luz no tunel da imaginação imaginativa de imagens que parece mesmo é filme.
Paga só as birras que eu te ponho no filme da realidade virtual que não é ficção mas é mesmo verdade verdadinha.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Viver em apartamento

http://www.bozzetto.com/neuro.htm
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca


De um blog que descubri ao acaso e gostei.
http://margarida23.blogspot.com/
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18 de junho de 2005

Estória do Namibe


"Fio": Pelos vistos aqui tambem não.......

carranca
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Falando de Futebol Hoje, 19:35
Forum: Liceu Américo Tomás
É domingo, mês de Março de um ano que não me lembro porque não posso ter os promenores todos porque não tenho memória para tanto. Mas, dizia eu que era Domingo, e no campo da bola, ali para os lados do Matadouro, há um jogo importante, Sporting de Moçâmedes contra o Independente de porto Alexandre. Não sei para que campeonato isto conta ou se é jogo só das Festas do Mar. Mas que há jogo há, que isso me lembro bem. Na baliza do Sporting ou está o Bitacaia ou o Leopoldo. Um dos dois era. Num lugar do Sportimg tinha um Moutinho, que não é esse Moutinho desse SCP, mas aquele era bom jogador mas também tinha assim um fusível avariado de vez en quando. Mas eu lhe conhecia bem e lhes garanto que era mesmo um gajo porreiro na 'cóboiada'. No outro lado os célebres Gancho, Gavino, Estrela e o Neto a defender tudo o que era possivel e também impossivel. Deslembro por completo qual foi o resultado. Eu me lembro bem que estava atrás da baliza, mesmo pertinho da entrada que também era saída. No meio do jogo esse de Moutinho que era um gajo porreiro e assim a dar oara o reguila, fez qualquer coisa que já não me lembro bem - sei mas não digo - e não é que um magrinho do Independente desata a correr atrás do Moutinho, se tivesse ali cronómetro eu diria que um bateu o record dos 50 metros em velocidade. Mas Moutinho levou vantagem porque corria e ainda olhava para trás. Outros futebois.
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Carlos Carranca

Bebo por Consciência


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Bebo por consciência Hoje, 16:43
Forum: Conversas de Café
Mermão, o calor da Tugália está a afectar cérebros que estou nem a te contar.Manda vir aí umas quantas, mas recorda que têm de ser bem geladinhas.Mermão, não vens para cima de mim com o discurso de falar caro, tentares pôr-me em bico de pés para te entender. Fica mesmo só sentado, esquecendo que pensas que és a consciência colectiva que guia e orienta este teu camba. Esquece isso, mermão. Pagas só as birras geladas, falas quando te apetecer falar mas desquece de me dizer que ficas sem falar porque daqui a pouco estás a botar falações ou citações ou outras ões qualquer assim como a querer dizer-te que mais uma vez tás a falhar. Mas não te digo porque tens a liberdade de te mentir até a ti quanto mais a mim que só sou o bebedor das cervejas que tens a fineza de pagar. Não és consciência se não tua mesmo. Mas ele calor, mermão, para quem não tem a possibilidade de ficar sentado a ver o zulmarinho, sentir a maresia entrar na narina e refrescar os neurónios, faz ferver todos e ainda mais alguns mesmo que desconheças a existência.Paga, mermão, que eu não serei o grilo da tua consciência, nem andarei à procurar de bando de pardais nem onde fica a culpa que dizem é solteira. Paga, mermão que eu bebo para não ter o cérebro a ferver, nem a moleirinha a botar cá para fora decibeis de intolerancia intolerável de coisas que nem sabem que existe lá no outro lado da linha recta que é curva.
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Carlos Carranca

17 de junho de 2005

Penúltima Ceia

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Penúltima Ceia Hoje, 19:21
Forum: Conversas de Café
Mermã, que nessa nem faltava mesmo que pedras houvesse precisão de cair. Por vezes, mermã, um simples pensamento pode levar a erros como esse que tu imaginaste que eu cairia. Nem pó. Sou de palavra mas todo o homem tem o seu preço. Nessa Ceia eu ceava sempre.Mas mermã, eu, pobre pecador, vertendo goela abaixo umas e outras já estou que nem posso, assim mais ou menos que nem rei vai nú. Se calhar mesmo estou a precisar de estar tipo rei com Rock. Por isso, mermã, vou bebendo e calando cada vez mais vezes, até à afonia total.Olha, mermã, hoje bebo por mim e por ti.

Este texto vem a propósito de um linh que me mandaram, por eu num post anterior ter falado da Última Ceia:
http://perso.wanadoo.fr/union.rationalis...20la%20cene.htm
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca


Após apreciaçãoo das várias soluções o 'engenheiro' optou por modificar. Agora só espero não ser necessário um elevador para os grelhados do 2º andar. Posted by Hello
foto by TJ

15 de junho de 2005


Pedi um grelhador. Fizeram-me um abrigo para o contador da �gua. Como melhor aproveitar esta obra de arte? Aceitam-se ajudas! Posted by Hello
foto by TJ

Sereno Infinito

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carranca
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Sereno infinito Hoje, 20:02
Forum: Conversas de Café
Sento sentindo a suava aragem que vem desde lá do início deste zulmarinho. Cheiro a mar, profundo, bravio, não nas dimensões das ondas mas na impossibilidade de ser domado. Cheiro o mar, perfume inigualavel. Bebo abafando o sabor de sal. Conto até dez e bebo mais umas quantas. Olho só para linha recta que é curva recusando olhar para trás e ver santos e pecadores como na Última Ceia. Olho em frente na procura eterna da aproximação com o outro lado que a Lua reflete na noite de lua cheia. Bebo, sentado sentindo o perfume do mar com o sabor amargo da cervela loira e estupidamente gelada.Bebo sereno olhando para o infinito.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca


foi lá mesmo no início do zulmarinho Posted by Hello
foto by Di

Motivação II

Incentivo é um objecto ou condição externa que estimula o aparecimento do comportamento motivado.
Outros motivos são basicamente aprendidos. Aprendemos, por exemplo a desejar a aprovação social, a desejar dinheiro, a desejar qualquer coisa, para não dizer tudo.
A identificação do motivo auxilia na compreensão do comportamento humano.
Por exemplo, o chamado motivo de afiliação é que leva um indivíduo a participar de um grupo desportivo, de um clube de pais e mestres, de um movimento político, de um fórum, etc.
Também é necessário ter em conta que um comportamento motivado pode ser resultado de vários motivos actuando ao mesmo tempo.
Assim, ao procurar desempenhar-se bem no exercício da profissão, um indivíduo pode estar motivado pela necessidade de dinheiro, de aprovação social, e de afiliação.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

14 de junho de 2005

Motivação I

A Motivação não é algo que possa ser directamente observado. Quantificamos a existência da motivação observando o comportamento dos indivíduos.

Um comportamento motivado caracteriza-se pela energia nele contida e está sempre dirigido para atingir uma meta ou um objectivo.

O Motivo pode ser definido como algo intrínseco que leva a manter um comportamento orientado para um objectivo.

Alguns motivos, como a fome, a sede, o sexo, etc., são considerados não aprendidos, isto é, naturais da espécie.

Apesar de serem independentes da aprendizagem para seu o aparecimento, sabe-se, que os motivos naturais, podem ser influenciados por incentivos externos.


Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Uma palete de carrancas

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Salitre e a birra geladinha Hoje, 18:42
Forum: Conversas de Café
Mermão, este ar de mar me faz ficar com secura mais seca na goela que até dá dó. Te digo, mermão, se não despachas a mandar vir umas quantas ainda fico assim a parecer com bacalhau depois de um verão todo ao sol. O salitre não ferruja a minha maneira de ver, que é já sozinha uma visão turvada com a trovoada de ideias que pulam de neurónio em neurónio que até nem trapezista no circo.Olhando esse azul do zulmarinho mais o côr de laranja do pôr do sol, te digo, mermão, te contava as coisas todas que me vão na alma e o cinzento ficava uma palete de cores que nem arco-íris. Olhas as montanhas de carrancas nos rostos de cada um e só vais ver que trazem lá dentro coisas que se fossem pintadas num quadro só daria um quadro que representasse a noite mais escuras das escuras noites.Essa gente tá esquecer que mais vale chegar atrasado neste mundo que adiantado no outro, ou como diria um amigo meu que tu nem sabes que existe, tás a levar a vida muito a sério que acabas por sair dela morto.Manda só mais umas quantas, mermão, que acho que sou merecedor de todas elas.
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Carlos Carranca

13 de junho de 2005

Meditação III

Isso ocorre porque o cérebro de cada pessoa…
Claro que há somente um cérebro em cada pessoa, porém como pode ser tenha tantas fabricações, efabulações e confusões? Essa é uma questão complicada. Porquê? Porque se olharmos apenas para a superfície, diremos que cada pessoa tem somente uma mente. Isso é tudo que sabemos. Porém se olharmos de outro modo, para os textos que escrevem, vemos que existem tantas consciências mentais que elas não podem ser contadas. Isso faz com que nos perguntemos:
Como é possível?
E quando deixamos de lado os textos e olhamos para nós mesmos, veremos que o corpo de um ser humano não possui somente uma consciência. Existe nele um grande número de consciências.
A tua própria consciência real é muito difícil de ser encontrada.
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Carlos Carranca

Me sento e olho para além


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Me sento e olho para além Hoje, 18:10
Forum: Conversas de Café
Mermão, anda arrotar umas quantas loiras para mim. Não te faças de faz de conta. Pagas e escutas as verdades mesmo que não tenham acontecido. Agora, mermão, enquanto me sento aqui e bebemos, imaginas que para lá da linha recta que é curva está a ser o pôr-so-sol. Olha só como ele está redondinho e tem cor que parece mesmo ser laranja que até dá vontade de trincar. Olha só a suavidade desta luz que até faz com que chega aqui o perfume da terra que lhe está a ver a se ir deitar.Anda, mermão, vamos beber e contemplar a obra de arte que está para lá da linha curva que é recta e limita o fim do zulmarinho.
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Carlos Carranca

A Minha homenagem a Eugénio de Andrade

Uma homenagem a Eugénio de Andrade
Respiro o teu corpo
Respiro o teu corpo:
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.

Eugénio de Andrade


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Carlos Carranca

12 de junho de 2005

Bebendo na realidade


"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Manda mais uma real para aqui Hoje, 20:02
Forum: Conversas de Café
Não te esqueças, mermão, que a real tem de estar bem geladinha. Num tás a entender? Não tem birra Real? Mas quem disse que o nome dela era real. Real é só porque é de verdade. Loira, cheia de bolinhas como que a ferver mas estipidamente gelada. Não, não tragas em caneca de barro. Mesmo em de bronze gelada. De barro faz lembrar as Caldas e depois ainda ficamos a falar fininho. Uma real em caneca de bronze ou se quiseres pode ser de estanho também. Estranho? Não, mermão, o mundo é que te anda estranho. A realidade só te acinzenta os cabelos do peito, te murcha a alma e mais coisas que te podes lembrar. Não, disse, mermão. Tu é que estás a pensar. Bebe comigo e deixa-te de sonhar com pensamentos dos outros. Fica mesmo com os teus, que bem regadinhso com as birras geladas dão para a gente viver o dia a dia com o sorriso que temos na cara e que é real, tal como a birra que pagas. Deixa só os outros ficarem como que macambuzios, olhar no umbigo porque a barragiga não deixa olhar para a ponta dos pés. Vamos verter umas quantas e olhar para lá da linha recta que é curva que está desenhada lá na frente do zulmarinho.
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Carlos Carranca

Meditação II

Meditação II

Nós acreditamos em nós mesmos, nas nossas opiniões, porém “nós mesmos” somos cheios de contaminações, de contradições. Essas contaminações são o obstáculo que nos impede de acreditar que é através do esforço e persistência que se irão obter a libertação do sofrimento e stress. Nós simplesmente ouvimos palavras e não as entendemos. O que ouvimos atinge somente nossos ouvidos não penetrando nos nossos cérebros. Estamos a trabalhar de forma contraditória. Ainda que se trate da mesma pessoa, trabalhas de forma contraditória. O que ouves é uma coisa, o que pensas outra e ambos não estão em sintonia. Quando isso acontece, começas a ter dúvidas. Incertezas. As coisas não são claras para o cérebro. Esta prática não conduz a nada mais que altos e baixos, coisas correctas e coisas equivocadas.
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Carlos Carranca

11 de junho de 2005


Um paquiderme, mas este eu não conheço, com pena minha. Posted by Hello
foto by Di

Uma birra mais

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Uma birra mais Hoje, 16:39
Forum: Conversas de Café
Ainda cheio de salitre, mermão, te peço que pagues mais uma birra. Hoje, mermão, entrei mesmo no zulmarinho, afastei-me 10 metros da areia. Fiquei 10 metros mais perto do início dele. De lá olhei para trás e fiquei a olhar para o lado de cá. Para o lado do fim do zulmarinho. Vi gente boa, gente menos boa e gente má. Tal qual deve ser lá no início do zulmarinho. Mermão, paga lá mais outra que eu hoje fiz exercício físico grande. Nadei para poder ver o lado de cá. Olhei a Esplanada com outro ângulo. Olhei com olhos de ver. Pensei. Te digo que nadar e pensar é exercício saudavel. Gostei do que vi, mas te digo que continua a apetecer nadar sempre mais para lá. Olhar para lá, de lá. Olhar e ver com o tacto de sentir mesmo.Mermão, espera aí por mim que te vou dar o abraço que tu mereces.
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Carlos Carranca

Meditação I

Em todos os nossos momentos, persistência e tolerância são coisas que devemos estimular. Devemo-nos lembrar de que tudo no mundo tem origem no esforço e na persistência. Nada importa que tipo de pessoa és – muito esperta ou muito estúpida, com pouca instrução ou socialmente inábil – contanto que tenhas essas qualidades de persistência e tolerância no teu pensamento, existirá sempre esperança para ti.
Quanto às pessoas que são muito espertas, sofisticadas, cultas e bem instruídas, se lhes faltar esforço e persistência, elas serão incapazes de obter sucesso nos seus objectivos nas suas finalidades.
Agora, quando o esforço e a persistência estão presentes, então a tolerância também terá que estar presente.
Porquê?
Porque quando aplicas esforço e persistência em relação a algo, inevitavelmente surgirão obstáculos no teu caminho. Se fores realmente persistente, esses obstáculos irão desaparecer, o que significa que também estiveste a utilizar a tolerância. Se tiveres esforço sem tolerância, não irás a lugar nenhum. Se tiveres persistência, significa que o teu esforço também tem tolerância. Devemos considerar que o esforço vem primeiro e a tolerância de seguida. Uma vez que essas qualidades estejam constantemente actuando em sincronia dentro de ti, então, não importa quão profundos ou distantes os teus objectivos estejam. É através do esforço e persistência que as pessoas obtêm a libertação do mundo e alcançam a felicidade. Esforço e persistência são as nossas raízes, ou a força que irá puxar-nos em direcção à felicidade.

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Carlos Carranca

9 de junho de 2005


O nascer do Sol em Luanda na madrugada de 7 de Junho. Posted by Hello
foto by Di

Olhando no perfil

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Olhando no perfil Hoje, 21:50
Forum: Conversas de Café
Me sento e te espero, mermão. Vou bebendo umas e outras, vou digerindo as leituras, não engulindo em seco, porque a geladinha as vai empurrando para não empaturrar e me dar uma coisa má. Enquanto te espero, mermão, vou vendo uns matacos. Te digo, mermão, que passa por aqui uma autêntica matacoteca. Tem de todas as formas e muitos feitios. Se não fosse a birra gelada, mermão, acho mesmo que estava já com os olhos fora da cara, assim pousados num do tipo prateleira.Mesmo melhor é continuar a beber e pôr a leitura em dia. Hoje não vou olhar pelo canto do olho. Te espero, mermão.
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Carlos Carranca

Olhos nos Olhos

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Olhos nos olhos 08-06-2005 23:27
Forum: Conversas de Café
Mermão, não é tarde nem é cedo. É simplesmente hora do tempo. Olhas aí no zulmarinho e vez um número não contável de vezes em que ele vai e vem. Toda a hora, todo o dia, todo tempo do mundo. Umas vezes com pressa outras que até irrita, tal é a calma. Assim, mermão, muitas birras depois ele ainda está aí. No lugar que é dele. Na posição que é dele, mesmo quando lhe aprisionam com paredes, pontões, torres de vigia, sei lá que mais. Ele está. Tal qual o amigo. Não vês mas ele está. Às vezes não podes olhar nos olhos dele porque ele está que parece que está a olhar para o lado, mas ele tem um cantinho que está a olhar para ou por ti.Mermão, tu és o meu zulmarinho, estejas tu onde estiveres.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

7 de junho de 2005


O rio, que vai dar no início do Zulmarinho Posted by Hello
foto by Calito

Hoje fiz um amigo

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Hoje fiz um amigo Hoje, 18:08
Forum: Conversas de Café
Mermão, sabes como sou. Aproveito o Sol mais que posso. Aproveito como que para carregar baterias. Uns minutos aqui outros ali. O Sol é a minha vida.
Aqui na Esplanada, de olhos no Zulmarinho, nariz na sua marzia, ouvidos na sua música, sinto o Sol possuir-me doce e alegremente. Num trago verto meia loira pela goela abaixo.Hoje estou feliz. Sei que é hábito. Pronto, mermão, hoje estou mais feliz ainda.
Se há dias te falava em nunca esquecer uma determinada fase da minha vida, embora sabendo que isso é impossível, porque há coisas que quero lembrar mas desconsigo completamente, hoje tive um dia do qual não me esquecerei. Não são apenas os dias que correm bem que nos ficam, e nos devem ficar, cimentados na memória. Mas, mermão, quando o dia nos corre mesmo bem, quando algo de bom acontece é com prazer que o recordamos e isso faz-nos, ainda que por momentos, felizes.
Sabes, mermão, é que hoje conheci pessoas. Talvez noutra ocasião isto não me marcasse tanto. Mas, depois de vermos e sabermos que há tanto ódio, ressentimento, sede de vingança, luta pelo poder, cinismo e tantas outras coisas nefastas e nada necessárias, constatar que existem pessoas, para além das que nos são já mais próximas, que gostam do seu semelhante e que te acolhem de braços abertos sem pensar que há sempre algo de maléfico por detrás de uma aproximação, deixa-me feliz.Vamos beber, mermão!
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Carlos Carranca

6 de junho de 2005


Foz do Giraul. Vai um passeiozinho?
foto do Calito Posted by Hello

O fim de tarde

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carranca
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Ao Fim de tarde Hoje, 19:43
Forum: Conversas de Café
Fim de tarde. As notícias ouvidas na Rádio ou num corredor qualquer não são animadoras. Assim sendo, antes que os olhos me doam, é mesmo bom aproveitar todos os bocados e sentar-me na Esplanada, olhar o Zulmarinho, pensar e esperar.Aproveito e vou sempre bebericando a minha loira gelada, que não sendo tropical, ajuda-me na mesma a ver mais além da linha linha recta que é curva.Dou asas à imaginação, dou forças aos sonhos, carrego os planos com novas ideias, desenho novos contactos. Sempre inspirado no zulmarinho e seu perfume de marzia.Ao fim de tarde, olhando para além do que consigo ver, esqueço que muitos não têm onde ir, escondendo-se de si mesmo.Ao fim de tarde, saboreio o sonho temperado com o sal deste mar que nos liga.
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Carlos Carranca

5 de junho de 2005


a Caminho do Verdadeiro Morro Maluco Posted by Hello


Vai um mergulhinho? Posted by Hello


A serra da Leba ontem com o Nevoeiro. Divina. Posted by Hello


P�r do Sol ontem no Cacuaco. Posted by Hello

Calor com birra gelada

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carranca
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Calor com birra gelada Hoje, 20:57
Forum: Conversas de Café
Serenamente sentado na Esplanada, olho para o horizonte. Ali mesmo à mão de semear, mas sempre impossível de tocar. Entre mim e a linha recta que é curva separa-nos um tapete de água,hoje como quase sempre de azul mar, salgada, ondulante. Hoje calma, por vezes revolta querendo derrubar tudo e todos. Mas hoje serena, espraiando-se preguiçosamente na areia. Eu continuo sentado. Gotas de suor alagando-me. Olhos postos no lá, no que fica para lá da linha recta que é curva. Sonhei, naveguei. Preguilosamente eu fui abraçar o zulmarinho, automaticamente, porque o eu físico continuava sentado na Esplanada. Senti-o no corpo. Estava como a minha birra. Gelada!
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

De madrugada

Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola. Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim

Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço, namoro sem amasso
Sou eu assim sem você
To louca pra te ver chegar
To louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço, retomar o pedaço
Que falta no meu coração

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo Porque? Pooooooorque?

Neném sem chupeta, Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada, queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo


Mais ou menos à mesma hora, escrevias a tua primeira mensagem num fio fora de horas, num fio de Tempo.
Eu, de barrete, máscaras e luvas, bata verde esterelizada, ao som de Adriana Calcanhoto, primeiro, que as seguintes não sei porque com a pulsação a chegar talvez aos 200, sei lá, não tinha tempo. A tensão era tanta que nem consciência tinha do meu corpo, aspirava cerca de 3 litros de sangue livre na cavidade abdominal. Estava em cima do arame, equilíbrio instavel. Tinha de ser rápido, prático e eficiente. Paradoxalmente estava sem tempo. Mas no fim, muitas gotas de suor depois, tive tempo.
Sorri.
Fundamentalmente, mais alguém, hoje pode sorrir também. Teve um Novo Dia.

Sanzalando em Angola
Carlos Carranca

Acode-me a altas horas

Insinuações. Num claro escuro de letras. Um recado dado nas entrelinhas. Umas linhas cruzadas em palavras paralelas, cubos de gelo sob o calor tórrido. Maka, mujimbo, confusão. Textos reflexos involuntários, complexos. Dúbios por vezes e outras nem tanto.
Um pretexto só bastar-me-ia, no curvar da lógica, para me ir permitindo escrever tanto assim. Um argumento, o aliviador deste momento, interminável, nas razões do meu destino. Um desatino, quando de fora é visto, um tormento, quando de dentro é sentido. Uma carga extremamente alta, para um receptáculo tão pequeno, cuja única obrigação deveria ser; abrigar as mazelas do meu coração, amarguras e alegrias da alma. Uma coisa, a saber, de antemão, essa viagem pode ser muito longa, portanto, faço de conta, que tudo o que carrego comigo seja apenas ilusão. Sendo assim escrevo também na forma perfeita, porque na fantasia, visto-me nas altas horas desse meu caminhar.

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Carlos Carranca

4 de junho de 2005


Até no mundo animal? Posted by Hello


Um bidon de birra Posted by Hello

3 de junho de 2005

Uma carta que não enviei

Fui á gaveta. Porto 1981. Terça feira depois do Domingo de Páscoa.
Finalmente consigo fazer o que tanto me pediste. Esquecer-te!
Sabes, mas continuo a pensar tanto em ti. Tanto nas coisas que me pediste para fazer e eu era incapaz. Era até incapaz de compreender o porquê de não conseguir. Isso continuo sem entender, mas acho que consigo fazer o que me pediste. Talvez ainda não da melhor forma, mas de uma forma que se aperfeiçoa a cada dia que passa.
Às vezes penso: o que acontece se eu precisar de ti? Não posso ter-te, eu sei. Sabia disso quando deixei as coisas evoluir para este lado. Mas deixámos evoluir para o lado negatvo porque assim teve de ser. Foi inevitável. E, sabes que mais? Não me arrependo nada. Nada mesmo. Porque gosto tanto de ti que me é impossível toda esta distância exigida pela nossas opções. Sei que também é impossível para ti, não porque mo tenhas dito. Vi-te nos olhos.
Mas e se precisar? Custa-me imenso pensar nessa possibilidade. Eu sei o que me dirás.
- não vais precisar.
E se precisar?
...2005, não foi preciso! Ou será que ainda precisarei de ti?
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Carlos Carranca

Café na Esplanda - como novo

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Agora como novo Hoje, 20:54
Forum: Conversas de Café
Tudo isto é novo, agora. Não renego o passado, nada do que fiz, do que ficou por fazer, do sorriso que não dei, da gargalhada que forcei, dos textos que não escrevi, dos que apaguei sem os ter dado à luz.
É novo porque entrei no ano II. Continuarei a beber? Se assim me apetecer!
Dialogarei, monologarei conforme o lado que estiver virado.
Sonharei? Sempre!
Quando olho o horizonte, a célebre linha recta que afinal é curva, procuro um resto de mim. Não está lá. Não sei se fugi, se morri ou se me matei.
Não, não foi suicídio. Certo, certo, é que me matei mesmo nos segudos que escrevi, já que matei uns segundos da minha vida. E não é que me matei com prazer?
Não sei se tenho saudades ou se tenho memórias. Não posso voltar atrás, eu sei. Dei um passo em frente. Um... dois... três... perdi-lhes a conta. Desapareci. É tão definitivo e tão assustador. É bom?... dizem que sim.
Mas a verdade é que morto, fugido, desaparecido, aqui estou.
Ano II, como novo, mantendo-me sempre o eu que sou, desesperadamente procurado por mim.
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Carlos Carranca

2 de Junho - Aniversário do Café na Esplanada

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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AniversÁrio 02-06-2005 16:14
Forum: Conversas de Café
Das longas tardes que aqui passava, aos passeios nocturnos com que agora me presenteio, o zulmarinho continua a ser um dos meus refúgios.
O longo passeio, o suave desfazer das ondas no paredão da Esplanada, o vento que me leva sempre os olhos às lágrimas, o cheiro único da marzia que vem desde lá do início dele.
Definitivamente:as melhores coisas são de graça. Amo-vos
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Carlos Carranca

1 de junho de 2005


O P�r-do-sol em Luanda hoje Posted by Hello

Prisões 57 - Idosos e força laboral

Há outro factor a ter em conta: os idosos de hoje são mais jovens que antes. A alimentação e a qualidade de vida fazem com que se alcancem idades mais avançadas com a capacidade produtiva intacta.
Penso que, com mudanças de mentalidades, que até nem serão grandes revoluções, os Reformados, mantendo a sua capacidade produtiva intacta, sendo-lhes dado as condições necessárias, tornem-se empresários, planeando projectos laborais ou empresariais criativos, acabando por enriquecer a sua própria vida e toda a sociedade em volta.
Para os trabalhadores, de outrora, que não tiveram formação, porque não souberam ou não tiveram oportunidades, a sua experiência laboral foi alienante e degradante, sabemos que a sua reforma é vista como uma libertação, um passo para o paraíso do ócio ininterrupto.
Sabemos que os trabalhadores de hoje, vivendo num mundo de progresso e de grandes tecnologias, desfrutam de altos níveis de formação, educação e cultura, pelo que têm uma visão mais positiva do trabalho e da actividade empresarial, pelo que é de crer que num futuro próximo a minha posição seja corrente.
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Carlos Carranca

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

Eu quero ser criança, hoje, amanhã e sempre, porque tenho a Esperança de ver os sorrisos verdadeiros nas caras que olhar, ouvir as palávras certas quando as ouvir. Eu quero ser criança porque a vida mesmo que tenha os cem anos é curta para se crescer. Simplesmente quero ser criança sempre!
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Carlos Carranca

Uma birra por abrir

"Fio": Um café na Esplanada

carranca
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Uma birra por abrir Hoje, 20:41
Forum: Conversas de Café
Vamos, mermão, manda lá vir as birras para a gente botar na goela enquanto fala só por falar. Bem sabes, mermão, que entre nós a gente mesmo que não diga nada, os nossos olhos nos dizem tudo. Manda vir mas não esquece de que uma é sem abrir. Verdade, mermão, vamos deixar ela aqui na mesa, aquecer na torreira do sol, salgar a garrafa com as lágrimas soltas do zulmarinho, para quem entrar assim como quem não quer a coisa mas só para sair na revista social. Tu sabes, mermão, que não é por mal, quando não dá não dá e La Palice lho havia dito. Conta, mermão, novas da serra, da areia do deserto, do mato e da cidade. Não vai ser preciso pedir ao Almeida Garret para escrever. Conta mesmo só com as tuas palavras, essas letras que te saiem da alma, livres e soltas que eu bem te entendo.Manda só vir mais uma rodada. Não esquece de pedir mais uma sem abrir. Depois, mermão, a gente mete na geleira e volta mais tarde para emborcar. Até lá, mermão, vamos falando das coisas da vida que é a vida ela propriamente dita.
Sanzalando em Angola
Carlos Carranca


WebJCP | Abril 2007