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A Minha Sanzala: há dois anos
recomeça o futuro sem esquecer o passado

8 de outubro de 2007

há dois anos

Caminho concentrado nos meus botões quando me recordei de ti e foi como se tivesse recebido uma lufada de ar fresco. Faz dois anos que te dei o primeiro abraço depois de muito tempo e de muita tristeza passada. Estavas na minha memória fresca como sempre, atractiva e sensual desde os meus tempos de adolescente.
Estavas viva em mim e assim ficaste até aos dias de hoje.
Quando te penso é como quando se abre os olhos depois dum sonho. Misteriosa e enigmática, real ou imaginária, longe ou perto. Todo eu estremeço ao ouvir-te sussurrar ao meu ouvido, nem que sejam sons de imaginação. Me transformo num atleta na fragilidade deste corpo quando inicio a vagueação pelo teu corpo. Respeito todos os códigos, a minha timidez sobressai. Aos poucos, como piloto de corrida, me atiro a toda a velocidade nas tuas curvas, travo um combate entre o corpo e a razão num espontâneo desfruto.
Dou todas as voltas possíveis, pensadas, imaginadas e as que surgem do nada. Prioridade não é reconhecida. Neste trânsito de saudade o importante é reconhecer, não importa o quê desde que seja tudo. Posso, quero e desejo. Química abrasiva dum náufrago em vista de porto seguro.
Empreendi uma viagem sem retorno aos abismos do meu desejo numa coreografia de desespero e paixão. Ternura e exaltação.
Estou prisioneiro de ti.

Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007