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A Minha Sanzala: Recuso-me
recomeça o futuro sem esquecer o passado

17 de junho de 2008

Recuso-me


Sinto o perfume da maresia, ouço o marulhar. Não vejo o zulmarinho porque me recuso olhar. Caminho de olhos vendados como a querer inventar um lugar seguro para colocar os pés. Uso os meus lábios para chorar palavras de desejo, uso meu cabelo para sentir o pulsar da brisa, uso a imaginação para me ver estirado no desejo impuro de me deitar sobre o teu deserto, floresta de noites douradas, colinas de sois escaldantes.
Recuso olhar, simples.
Quantas horas? Quantos dias, meses e anos?
Simplesmente agora recuso olhar. Quero ver a beleza pura da imaginação.

Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007