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A Minha Sanzala: 39 - Estórias no Sofá - te sonhei
recomeça o futuro sem esquecer o passado

30 de agosto de 2008

39 - Estórias no Sofá - te sonhei

Mais uma vez vou-te caminhar as palavras que sonhei. Num vou nem me importar de saber alguém vai ouvir os meus passos ou ainda ouvir os meus segredos de secreto amor público. Me apetece te contar que hoje eu sonhei e não faço ideia quando é que tinha sido mesmo a última outra vez que isso aconteceu.
Mas eu te conto nos pormenores mais pormenorizados para tu sentires o que eu mesmo senti. Sonho não é sair do chão e ir em lugar distante porque isso é mesmo o avião. Este sonho mesmo é de estar a dormir e ver um filme que dizem é a preto e branco mas eu desconsigo lembrar esse pormenor. Esse filme é como que nem passado num lugar que eu desconsigo de ver qual é, pois até que penso foi só cenário para este sonho.
Estava assim muita gente até parecia uma reunião de gente importante porque até a roupa era um vestir de gente importante.
Ela estava lá. Ela, a do biquini azul, que nunca mais nem me olhou quanto mais me disse uma palavra. Ali estava na sua altura e no seu porte de quem nem é hoje me vai dar confiança. Se cruzou num para lá e para cá comigo que eu nem parecia estar ali. Me senti fantasma de ver e não poder ser visto. Me apeteceu gritar até os pulmões saírem cá para fora. Mas me calei porque acho queria ver o filme até ao fim e lhe tinha um bom percentimento.
Pouco a pouco foram saindo. O lugar desconhecido começou a ficar parecia bem maior e ainda mais eu lhe desconhecia o lugar. Ela ainda estava ali a conversar com mais ns outros.
'Me vou lhe perguntar se ela se lembra ainda quem eu sou' falei-me assim num sussurrar tímido de um medo pavoroso. Mas a conversa estava animada e se eu chegasse ali ia levar berrida estou na certeza.
'Esquece' me mentalizava eu.
Bati com as costas no momento e decidi que eu ia fazer assim como os outros e me ia dali embora, logo ia saber o caminho para uma volta a casa.
Na rua, amplo parque de estacionamento, só restavam meia dúzia de carros. Procurei onde eu pensava estava o meu e lhe encontrei lugar vazio. Procurei tudo e e dele nem a sombra tinha lá ficado. Agora aqui gritei toda a raiva eu sentia que todos os que ainda estavam na casa grande de cenário vieram ver o que estava a acontecer. Um a um fui contando. No último não contei porque era ela e ela não estava ali nem perto para me ouvir. Mais uma vez eu lhe era um fantasma que ela não acredita nessas coisas.
Os carros poucos que estavam foram arrancando um a um numa fila parecia estava combinada. Eu era o único que não podia seguir. Tentei com o telemóvel ligar num socorro qualquer e do outro lado da linha me diziam tinha de aguardar. Eu ia ficar ali naquele cenário desconhecido, complexo de fantasma e ainda por cima apeado.
Um carro parou. Me baixei ao nível da janela e se eu ia dizer alguma coisa fiquei mais mudo que sem corda vocal. Era ela. Disse-me qualquer coisa que eu vi a sua boca mexer mas meus ouvidos estavam que nem eu numa paralisia mortal. Pelo gesto percebi que era para entrar e foi o que fiz e não sei como me consegui mexer.
Arrancou. Acho o carro nem tinha motor que eu ouvia o silêncio era total.
Sempre olhou na estrada que tal como a casa era feita só para este filme pois eu acho ela não podia nem existir. Bela para não dizer belíssima.
Aos poucos o meu corpo foi parecia estava a acordar de ser morto. Aos poucos eu estava a consegui ser eu outra vez. Lhe ia dizer que ela estava ainda bela como a última vez que eu lhe tinha visto fazia aí uns vinte anos e que acho devia acabar a minha prisão perpétua, foi quando o sonho acabou e o despertador me disse em altos berros que era hora de acordar.
Sanzalando

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