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A Minha Sanzala: Regressado ao Outono
recomeça o futuro sem esquecer o passado

21 de novembro de 2008

Regressado ao Outono

Abri a janela e desconsegui de ver mais alguma coisa para além da ponta do meu nariz. Eu sei eram os primeiros raios de sol que chegavam aqui, naquela madrugada fresca. Mas os raios vinham tão foscos que eu até disse num assim para mim:
- Não se vê nada! esquecendo que além do nevoeiro, era ainda madrugada.
Na verdade eu é que não consegui ver. Estava assim como que cego de ideias, desmemorizado de imagem. Optei então por ir para férias, pensar como era há uns anos, ir atrás da memória, procurar a nitidez das coisas na certeza da vida. Afinal só consegui recordar recordações sem ter a certeza se era eu. As recordações deformaram-me, deram-me um tom imaginativo sem ter certezas absolutas. As recordações se deformam cada vez que são chamadas à memória e já descompreendi de saber quem sou, donde vim e para onde vou.
Já só sei que sou.
Mas ainda não foi desta que me atirei na dúvida da desistência.
Afinal é Outono.





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WebJCP | Abril 2007