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A Minha Sanzala: Dando a Volta ao Mundo da Imaginação (II)
recomeça o futuro sem esquecer o passado

23 de janeiro de 2009

Dando a Volta ao Mundo da Imaginação (II)







Rabisco uma palavras numa folha de papel.
Mas o que é isto? Verdadeiros hieróglifos. A minha letra está indecifrável. O que é que se está a passar por esta minha mente imaginada por mim?
Ao certo a minha cara ficou parecida com a Grande Esfinge e o meu pensamento é um bloco como a Pirâmide de Gize.
Eu que primava pela letra mais que perceptível.
Deve-me estar a passar uma tempestade de areia pelo cérebro. Abrigo-me num olhar para o horizonte como quem não está a ver um boi à frente. Pouso a caneta. Imagino-me a trabalhar a terra no delta do Rio Nilo. Visito Alexandria e depois perco-me no trânsito irreal da cidade do Cairo. Agatha Christie viaja comigo rio acima. Jacarés me sorriem nos seus dentes todos. Tutankhamon conversa comigo problemas de adolescência. Dou-lhe conselhos que imagino que não mos ouve pelo que mudo de rumo e vou pôr-me à conversa com Ramsés II, que me conta as suas guerras, a traição das espias e o ter sido abandonado pelos seus soldados, ficando frente a frente, sozinho, perante os Hititas. Conta-me as rezas que fez a Amon e lamenta-se-lhe o destino. Vejo-lhe um brilhozinho nos olhos quando me diz que Amon o escutou e ele, Ramsés o segundo, transforma-se num guerreiro todo-poderoso que enfrenta completamente sozinho os Hititas. Finjo que acredito e mudo de página mental, não vá ele ofender-se e rogar-me alguma praga. Dou um salto a Napoleão Bonaparte que aqui também andou, como depois andaram os ingleses, os alemães, os isto e aquilo.
Volto à minha folha de papel e tento escrever qualquer coisa que não consigo.
Adormeço sonhando como um qualquer Indiana Jones.





Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007