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A Minha Sanzala: adeus Pitangueira
recomeça o futuro sem esquecer o passado

19 de abril de 2009

adeus Pitangueira

A chuva e o vento forte de ontem à noite, os mesmos que criaram uma noite escura de silêncios e obrigaram a ver o cintilar das luzes tremulas das velas, devoraram o esqueleto mirrado da minha pequena, pobre e defunta Pitangueira. Hoje ele não estava mais lá, marcando o seu terreno, o pedaço da minha saudade. Olhem em redor para ver se via a sua alma vagueando num flutuar de notas soltas. Nem sombra. O meu corpo me aprisionou num segundo de pesar, todos os meus poros se abriram suando de raiva, os meus olhos pintaram corres berrantes numa tela de espaço e a minha boca, num automático sentido, gritou melodias de raiva.

Ó chuva, ó vento que não param. Eu iria dizer que foi da calema mas aqui não tem calema, tem mesmo só mar bravo, traiçoeiro. Eu iria dizer que foi da acomodação, mas aqui não tem mais disso, só desilusão.

Afinal de contas hoje apenas me despeço da minha pequena, pobre de seis flores e defunta Pitangueira.


Sanzalando

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