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A Minha Sanzala: a festa (1)
recomeça o futuro sem esquecer o passado

5 de junho de 2009

a festa (1)

Entre móveis e vasos de flores, rodeado de sons que me parecem vir dum baile, pois as luzes e o som saturam-me os sentidos, pergunto-me como começo estes meus solilóquios ao ritmo de vento. Às vezes é de gritos, outras de lágrimas, outras raras de gargalhar. Umas são estórias, outras Histórias, outras nostalgias vividas e outras muitas são saudades dum futuro que teima em não chegar.
Mas hoje a luz e o som não me deixam nem pensar. Talvez seja porque chove e quando isso acontece eu deprimo-me num encarquelhar de alma, saturação de água que não a das minhas lágrimas.
Vou ter que aprender a fazer da vida uma festa. Vou ter que aprender a dançar. Vou ter tanta coisa que fazer, que alguma me irei esquecer, mas não de viver. O melhor das coisas das nossas vidas estão nas festas. A festa é muito mais que apenas uma festa. Antes da festa perguntamo-nos quem irá. Como irão elas vestidas? Só de imaginar o tempo perdido atrás, ou à frente?, dum espelho num retoque a mais ou a menos. Estarei mais gorda perguntará uma, estou certo. Eu limitar-me-ei a olhar ao espelho e ver se a ruga número 1000 já cá chegou. Afinal de contas eu só quero é mesmo a festa. Chegado à festa é um beijo aqui, um abraço ali. Aos amigos do peito é um cumprimento mais fraternal e mais emocional. Cruzam-se olhares. Em grande parte os olhares nem se tocam mas algum irá cruzar-se em profundidade e intensidade. Faz-se um brinde, se calhar apenas com o sorriso cúmplice.
E a festa continua.

Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007