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A Minha Sanzala: festa (2)
recomeça o futuro sem esquecer o passado

6 de junho de 2009

festa (2)

E a festa continua.
O ambiente eufórico vai tomando conta do lugar. Trocam-se números de telefone, recombinam-se encontros e a festa ainda vai no adro. Mais um brinde, desta vez com um copo. Depois outro. É clássico. Assim como o é também haver pequenos grupos formados que se disformam em novos num sucessivo movimento perpétuo. O ambiente é cada vez mais familiar, nalguns casos tão familiar que até parece de grande intimidade. Com o passar das horas vão ficando cada vez mais poucos, intimamente ligados, como se fosse um grupo de irmãos. As mulheres, talvez devido ao efeito diurético das bebidas, vão amiúde à casa de banho. Em bando, não vá alguma perder-se, penso eu.
Mas a verdadeira verdade é que para a festa começar demora horas, é preciso muito tempo para as pessoas ficarem cómodas, integradas no ambiente. Mas o final da festa chega em minutos. Ou porque têm que fazer amanhã logo cedo, e se alguém diz que se vai embora logo mais de metade aproveita a boleia, no sentido lato e no restrito também.
Afinal de contas a festa é mesmo um luxo. A vida é um luxo e a vida é uma festa. Materialmente não existe diferença entre ambas. Para ambas não existe idade, nem impedimento económico, porque assim como há vidas caras também há festas sem dinheiro nenhum. O que interessa mesmo é a atitude. O que importa é que haja vontade de divertir-se.
E depois há festas para tudo. Aniversários, casamentos, despedidas, motivos aparentes e desaparentados motivos são razões para festa. Para a vida basta saber que há uma festa. Que até pode ser um carinho, uma ternura, um sorriso, um afago ou uma carícia. Há que desfrutar a festa ao máximo. No dia seguinte à festa posso sentir-me cansado fisicamente, mas estarei arejado mentalmente.
Estás a ver que enquanto eu falei em festas não andei aqui a soluçar o teu perfume?

Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007