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A Minha Sanzala: Recordando textos velhos
recomeça o futuro sem esquecer o passado

4 de julho de 2009

Recordando textos velhos

Vamos mandar pela goela abaixo umas e outras birras mais que geladas, ouvindo o zulmarinho no seu maraulhar cantar baixinho as rosas de que lhe dei, o infinito amor, o eterno amor. As músicas do Minguito que ele as canta como ninguém. ouve só com atenção. Ainda não as ouves? Mermão manda vir outras e te deixa embalar neste jogo de imaginação para conseguires ouvir neste silêncio da noite de lua cheia todas as canções do zulmarinho.Ai esse tango esse tango, o tango da minha vida.Puxa do acordeão e vais ver se ele não te canta as músicas todas e sem desafinações.
Esse zulmarinho que nos separa unindo como cabo submarino tem encantos que só ele mesmo sabe encantar. O cheiro da terra molhada, os salpicos do sal, tudo vem desde o início dele, lhe está na alma.Vês, mermão, de vez enquando vem onda maior, assim como onda de raiva, que se espraia mais longe nessa praia que lhe tenta travar, mas não tem nada que lhe trava, é mesmo ele a dar uma de rock, a imitar os stone dos tempos de antigamente.
Manda vir só mais uma geladinha para mim. Quero beber até esquecer que estou deste lado do zulmarinho. Quero esquecer apenas que estou.


8-12-2004


Sanzalando

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