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A Minha Sanzala: sentido único
recomeça o futuro sem esquecer o passado

19 de setembro de 2009

sentido único

No ultimo canto dum ciclo de vida resolvo sonhar-te como que a viver-te sem te sentir, beijar-te sem te tocar. És a carne, o céu, a terra, o mar, a luz, a noite, a gargalhada e a lágrima. És a esperança dos meus momentos vazios, o corpo adjectivo do sentimento nobre, a estrada infindavel duma vida massadora.

Afinal de contas sonho-te porque és a minha madrugada de esperança, minha primavera deste inverno sombrio.

Sonho-te porque não me apetece chorar.

Chorar-te, seria dar pontos ao papel amarrotado e carregado de nódoas duma vida que passa, que se gasta, que se perde por entre os dedos como um punhado de areia nas mãos. Chorar-te, seria o ponto final dum parágrafo de sentido único.


Sanzalando

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