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A Minha Sanzala: faz de conta
recomeça o futuro sem esquecer o passado

14 de outubro de 2009

faz de conta

Faz conta estou a sonhar que sou um anjo, assim de verde florescente, pairando como que estivesse a voar sobre os campos, sobre os rios e parando sobre o mar. Faz conta canto uma canção de amor, acompanhado por uma arpa, que um piano é mais difícil de transportar, mesmo para um anjo. Faz conta consigo fazer esboçar um brilho nos olhos, uma constelação de sorrisos uma troca de ternuras. Faz conta consigo fazer soprar uma brisa, de sabor a mar, que faz com que as árvores dancem suave e melodiosamente. Faz conta consigo criar paz, transformar o outono no calor tórrido dum trópico. Faz conta sou acompanhado por um coro de pássaros e em orquestra cantamos as nossas canções de amor.

Faz conta que esse anjo que sou, de verde florescente, cantando canções de amor não é mesmo de faz de conta, mas puramente de ficção.

Anjo complicado este, que para além de verde florescente e cantando coisas de amor é um fingido de faz de conta que te amou, te ama e te amará, mesmo quando tu nem olhas mais para ele como nunca olhaste na vida.



Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007