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A Minha Sanzala: não sei
recomeça o futuro sem esquecer o passado

21 de outubro de 2009

não sei

Caminho por caminhos tantas vezes já caminhados, revejo passos que dei, identifico marcas nos meus velhos passos e vou revendo os galhos que se me vão aparecendo no caminho, sempre como se fossem a primeira vez que os vejo. Donde vem isto tudo? Em que é que me converti? Será que eu sou apenas fruto da ilusão, filho do sonho? Pergunto-me o porquê de tantos passos pelos mesmos caminhos se eu já perdi a confiança de ser boa pessoa, de receber o que mereço, ou acho que sim, dependendo da perspectiva. Questões menores para grandes sonhos que perdi numa qualquer praia deserta, num amanhecer de verão em que sorria com a vontade estampada na cara por ter esperança de que um dia, mais cedo ou mais tarde, eu te abraçaria como se abraça uma amante que se ama de verdade. Quem sabe me perdi no labirinto dum qualquer sonho mal sonhado, numa lágrima de sangue que não derramei. Os meus olhos me vêem e o meu cérebro não me reconhce. Me convenço cada vez mais que eu sou fruto dum sonho, dum encontro casual duma ideia com o desejo, dum riso aberto com uma lágrima de dor, da consciencia com o subconsciente, da ilusão com o sofrimento apagado dum caminho sem fim.

Não sei se ganho, se perco, se choro ou gargalho, sei que sou feliz assim neste sonho. E um dia, cedo ou tarde, deixará de ser sonho e será realidade.




Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007