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A Minha Sanzala: pode e poderá
recomeça o futuro sem esquecer o passado

1 de outubro de 2009

pode e poderá

Posso gritar, chorar, rir e até enlouquecer. Posso beber uns copos, fumar até rir e morrer. Mas de nenhuma maneira poderei escapar à minha capacidade de sonhar nem de estar no outro lado escuro dos meus desejos.

Pode até sobrar loucura e a morte ser branda e gradual, pode haver mentira, guerra e sangue, pode haver tantas outras coisas como o som duma guitarra colada ao ouvido, um falso amor ou um abismo que eu não deixarei de te sonhar.

Afinal de contas tu estás no meu absurdo modo de viver, não tenho como neutralizar-te, afogar-te dentro de mim, usar-te em exclusividade como se eu fosse o único ser da terra. Serei eu assim um monstro que não tenha direito a um esboçar de sorriso? Foges cada vez que eu penso que me aproximo.

Um dia, de manhã de tarde ou de noite, assim numa hora qualquer, escrito em letras de sangue tatuar-te-ei o nome num qualquer canto de mim. Não juntarei as palavras banais, amor de mãe, amor de filho, ano. Será apenas o teu nome e por baixo, pingando lágrimas escreverei eternamente.



Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007