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A Minha Sanzala: Hoje doi
recomeça o futuro sem esquecer o passado

6 de novembro de 2009

Hoje doi

Esta manhã, quando acordei, tentei, de olhos fechados saber de ti. Procurei, estendendo os braços, algo que dissesse que estavas ali ou que eu estava em ti. Por não te ter conseguido acariciar abri os olhos para te ver ainda em sono profundo. Apaixonadamente procurei-te como quem levita numa nuvem de paixão. Infelizmente, mais uma vez, não estavas ali nem eu estava em ti. Gargalhei num gargalhar nervoso, transpirei suor de ansiedade, iludi-me no perfume que imaginei cheirar. Tentei imaginar a causa desta paixão, rebusquei memórias, fui buscar todos os sonhos sonhados e por sonhar, revi imagens, retratos, pinturas e um cento de outras coisas. Desde o mais antigo ao meis recente artigo encontrado no aquivo da memória vejo apenas paixão e desconsigo encontrar a causa, dessei o porquê desta doença que me mina a saúde e me leva o sorriso até se afogar nas lágrimas de dor que não se sente. Só sei que deixo sempre a porta entreaberta na esperança que tu um dia por ela adentro entres.

Hoje doi, porque doi sempre a transição, o medo de não ter capacidade de sonhar mais sonhos, de mudar o rumo do futuro na incerteza do que pode vir a sê-lo, o fim do planeamento e o recomeçar de cada instante como se fosse o primeiro de sei lá o porquê. Hoje doi, porque não sei se sei contar um conto, uma estória, que me deixe docemente adormecer sem saber se cheguei à perfeição, ao ponto final do meu desejo. Hoje doi, porque não sei se te inventei ou se existes mesmo. Hoje doi, porque não sei se o sonho chegou ao fim ou não.


Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007