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A Minha Sanzala: A 2ª desde aqui
recomeça o futuro sem esquecer o passado

8 de dezembro de 2009

A 2ª desde aqui

Olhei pela janela e estava sol. Afinal aqui deve ser o lá, pensei eu com os meus botões, quando reparei que eu estava de t-shirt e por isso eu estava mais que enganado. É certo que ainda não tinham batido as oito no relógio da Lageosa que é a mesma hora que aqui e deve estar frio como está frio aqui. Experimentei ir sentir o sol brilhante e logo me arrependi pois tudo congelou que se fosse necessário só de lupa eu me ia encontrar. Salsichei-me com mais roupa e gorro e luvas e ainda mais um outro casaco. Não sou esquimó nem pinguim mesmo que assim vestido o meu andar lhe pareça. Como é necessário manter a moleirinha arejada, esquecer as luzes amarelas e pretas da vida vivida, há que fazer caminhadas. Não posso ficar enlatado dentro do meu quarto a ver o tempos se solidificar no gelo conservador de memórias. Lá fui salsichado pelos caminhos desta terra que tem língua que nem sei como eles se entendem neles mesmo. Tank you disse eu num quase soletrado a quem me deixou atravessar a estrada como que tivesse adivinhado que eu ia olhar primeiro para o lado errado. Andei e andei horas por subidas que aqui são assim ladeirinhas de trazer por casa. Cansado eu precisa dum poiso para pousar a bunda e retirar os tantos kilos destes pobres pequenos pés.
Encontrei o Royal Bowls Club, Pareceu um sítio bom e num envergonhadamente passo lá fui entrando. Estava quente e tinha uns sofás que me convidaram a sentar. Olhei e não estava ninguém a quem pedir licença pelo que sentei mesmo sem estar com licença. um grande tapeie verde feito de alcatifa de pelo curto estava bem esticada por aquele chão. Duas dúzias que eu não contei mas calculei ali estavam a tirar bolas que parecem queijos contra um bola verdadeiramente redonda e mais pequena que atiravam primeiro. Das duas dúzias eu quase dizia que dúzia e meia joga aqueles queijos há mais de um século. Se estiver errado não é por muito. Só estou a imaginar se não inventassem uns ferros para os apanhar do chão alguns deles iam lá em baixo lhes buscar e depois tinha de vir a ambulância lhes levar para um esticar de corpo.
Retemperada a força e recuperada a energia dum nescafé quente lá voltei a pôr as pernas ao caminho.

Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007