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A Minha Sanzala: apenas um instante
recomeça o futuro sem esquecer o passado

16 de janeiro de 2010

apenas um instante

Como posso eu descrever este instante que passei em silêncio? Desconheço as palavras que sem som o possam traduzir. Acho mesmo que apenas estava aqui o meu corpo e eu, por instantes, sai dele e fui ver o mundo longe daqui. Vi um mundo convulsivado, ouvi palavras obscenas nas línguas que nem sei como se chamam, ouvi gestos violentos em folhas de papel em branco, acho que vi montanhas a se mirrar de vergonha. Sei que foi por instantes e como tal posso ter ouvido e visto erradamente. Acontece quando se vive por instantes, Por momentos senti-me feliz por regressar ao meu corpo e ver que ainda sofria de saudade, doença aparentemente incurável quando não se faz nada para a curar, quando se lhe alimenta com a lágrima que se chora no silêncio dos momentos mortos da vida.

Será que um dia, assim por instantes, eu tiro férias de mim e vou sorrindo pelo mar fora como se fosse me entregar nos teus braços para termos uma eternidade de amor? Por instantes eu pensei que sim, mas a realidade trouxe-me ao silêncio da minha ermidade, nesta sanzala de sonhos, pesadelos em que me isolo até de mim.

Enfim, passou mais um instante!


Sanzalando

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