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A Minha Sanzala: instantaneamente
recomeça o futuro sem esquecer o passado

28 de janeiro de 2010

instantaneamente

Entre músicas e luzes, rodeado de palavras e ruídos, caminho sozinho na multidão. Parece fazem festa do que não sei que festejam. Se não fosse um ou outro encontrão e eu estava sozinho em mim como em tantos instantes. Existe-me o silêncio, uma floresta enorme de silêncios, refúgios de medos e alegrias e longe de toda esta confusão que fazem à minha volta como a quererem me provocar, me insultam o isolamento, me escacaram a solidão e ainda assim não me trazem novas notícias.
Entre instantes me abraçam como se eu fosse mais um. Não festejo em festas que não fui convidado, em que não sei qual a causa. Ainda não viram que este vosso invisível servo apenas quer estar num canto a cantar as cantigas que nunca soube escrever, viver a vida que não soube escolher, sonhar os sonhos que sonha como se essa fosse a realidade.
Por instantes, deixem-me ser o louco, o bicho papão, o lobo mau e todas as feras que me ensinaram a ter medo.
É nesses instantes que eu sinto essa coisa que vocês me disseram eram felicidade, essa coisa que eu sinto está lá para além do que a vista deixa ver, da curva dessimetrica da vida, do trapézio basculante da alegria.
Deixa lá, foi só mais um instante.



Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007