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A Minha Sanzala: és assim, num instante
recomeça o futuro sem esquecer o passado

1 de fevereiro de 2010

és assim, num instante

Pequeno instante em que eu decidi que já não existias. Sorri, fui feliz e cai em depressão. A mentira nada me valeu, a solidão permanecia porque ao meu lado permanecia o espaço que é teu, como que a dizer-me que tu és, existes e fazes sofrer porque não me queres ao lado. Noutro pequeno instante eu decidi que já era eu que não existia. Que ilusão a minha querer ter felicidade de modo fácil. Tu sofreste, tu choraste, tu sangraste. Eu diverti-me saltapocinhando em paixões, noites de farra, música de luta, discurso inflamado mas corpo descansado, mente livre, olhos a quererem domar o mundo. Adolescencites. Hoje, tantos instantes depois, não me arrependo excepto do que eu sei que devia e quando ter feito.

Afinal de contas o que tem graça são os instantes saltibancos da vida, fácil e tão dolorosa, doce e tão amarga, alegre e tão penetrante na ferida da alma.

Mais um instante em que foste o meu centro, de gravidade, de pensamento e de lágrima. És assim!


Sanzalando

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