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A Minha Sanzala: os sonhos eternos
recomeça o futuro sem esquecer o passado

10 de fevereiro de 2010

os sonhos eternos

Às vezes os sonhos são tão reais que até custa acordar, é um desperdício. Esses sonhos deviam ser eternos, deviam encravar os ponteiros do relógio, deviam roubar os minutos e fazer repetir a canção infinitamente. Lá fora chovia que eu bem ouvi, enquanto que aqui, no meu sonho, estava um sol daqueles de tirar a pele aos do planalto, adivinhando-se uma noite de estrelas e todas as constelações, incluindo tu, reluzente, brilhantemente iluminando a noite e os meus olhos luzidios de lágrimas que sempre me apetecem chorar quando te sinto assim linda, a meu lado, em todo o lado. Não havia pecado, nos meus sonhos não há pecado, há apenas reflexos da minha mente, espelhos que se reflectem nos sonhos que se acabam num instante. Amei-te, amo-te e sei que faças o que fizeres eu amar-te-ei sempre.

Se eu pudesse andar com o meu coração sobre ti, perdendo o sentido lógico da paixão e sem fazer uma única pergunta, dir-te-ia que o sonho é quem me governa no caminho sem norte, derivativo dum depois e seguido dum sei lá.

Os sonhos tinham de ser eternos para eu não estar agora num eclipse dunar, embrulhado em papel parvo e atado com fita de raivas escondidas. Os sonhos tinham de ser eternos para eu não estar na solidão.



Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007