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A Minha Sanzala: cinzento
recomeça o futuro sem esquecer o passado

3 de junho de 2010

cinzento

Está sol, mas para mim é cinzento a côr que predomina. Não adoeci, não me zanguei com o mundo, apenasmente acordei a ver o ar cinzento, o céu cinzento, as ruas cinzentas, os rostos cinzentos travestidos em risos cínicos.
Afinal de contas até o futuro é cinzento e me custa acreditar. Já limpei os óculos, já fechei os olhos, já gargalhei como que a exorcizar fantasmas e tudo continua cinzento.
Já sei, eu não consigo suportar a ideia que não te posso contar as minhas coisas num pé de orelha, num ouvir-te viver fervilhando vida, não poder consolar-me em ter-te tambem para mim. Eu quero-te e só quando conseguir ter-te eu deixarei de ver este cinzento, embrulhar-me nestas lágrimas cinzentas, neste meu sangue cinzento.
Sem ti vou continuar a ser cinzento, umas vezes mais claro, outras quase negro, umas vezes passando ao lado da vida, outras pontapeando-a.
Sem ti não há cor nem quando mordisco os meus dedos fingindo que estou a roer unhas que faz tempo deixaram de ser, nem quando olho para tuas imagens de ontem, de hoje ou de amanhã. Só voltarei a ter cor quando eu te tiver, sempre.
Pelo menos é assim que eu penso hoje!

Sanzalando

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