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A Minha Sanzala: abraço
recomeça o futuro sem esquecer o passado

15 de outubro de 2010

abraço

Caminho daqui para ali e dali para aqui num nervoso miudinho que não me deixa estar quieto. Recordo a minha infância, os meus calções com alças que pareciam suspensórios, as minhas meias imaculadamente brancas a sobressair nas pernas mais finas que um caniço, o meu cabelo curto que mais parecia ia ser careca quando eu fosse velhinho. Recordo dos abraços da minha mãe, das minhas tias e não consigo recordar-me de alguma vez me teres abraçado. Sei que os teus braços são longos como longa pode ser a imaginação, sei que o teu calor maternal pode ser gelado, fervente ou nem uma coisa nem outra, apenas neutramente insensível.
Mas na verdade eu sempre acreditei no poder dum abraço. Ele nos faz sentir bem e até esquecer males grandes que nem as palavras conseguem dizer. Ele cura doenças, nem que sejam as da alma.
Enquanto caminho daqui para ali e dali para aqui penso nos abraços que fiquei de dar e adiei, nos que escondi porque parece mal, nos que ainda não tive tempo de pedir e nos que ainda não tive coragem para dar.
O abraço é um antidepressivo poderoso. Eu hoje queria ser abraçado por ti.

Sanzalando

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