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A Minha Sanzala: aqui, paralelo
recomeça o futuro sem esquecer o passado

1 de dezembro de 2010

aqui, paralelo

Me passeio nesse mar fora, assim num paralelo em que nem me molho e nem me entro nele porque não me apetece hoje atravessar fronteiras para encontrar uma vida nova, uma vida em que me reinventava em cada segundo, esquecendo o passado insignificante duma existência quase anestesiada. Queria mesmo era andar de mão dada com a serenidade e que os meus olhos deixassem de chorar esse choro silenciado num sorriso triste. Queria mesmo era poder dizer que caminho, em direcção ao futuro, com passos seguros e sem estar estéril de sentimentos. 
Mas a minha calma e a minha esperança não me acompanham e, despido de força, caminho paralelo na praia lacrimejando silêncios abafados em sorrisos tristes.
Mas pelo menos aqui eu sinto o teu olhar, gravado na memória eu sei.
Mas aqui também sinto o teu perfume, recordações dum passado.
Mas aqui sei que estou aí, desejos de futuro incerto.
Na verdade daqui pergunto se tu te recordas de mim, te lembras do meu perfume e consegues ver o meu olhar profundo de passado?
Aqui, paralelo a esse mar, minha ponte, gasto as palavras no tempo e imagino a minha nudez transformada em força baseado num querer mais forte, embriagado de esperança, desejo de ver sonhos tornados realidades.

Sanzalando

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