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A Minha Sanzala: mar gelado
recomeça o futuro sem esquecer o passado

4 de dezembro de 2010

mar gelado

Apesar do gelo que me rodeia atirei o meu corpo para dentro do mar, sentido figurado é claro, que ainda não adoidei, e comecei a caminhar rumo a sul. Pensava que vou conseguir lá chegar. Não posso é partir assim com força sôfrega porque ainda escorrego nalguma palavra mal pronunciada, ainda me canso antes do primeiro olhar para trás. Sim, a gente sempre tem uma hora que olha para trás e eu não sei porquê. 
Mesmo com o gelo que me rodeia desconsigo ficar no quente duma lareira a sonhar labaredas e chamas nos seus desenhos anárquicos. Aqui, caminhado sobre o mar, mesmo em sentido figurado, eu estou mais perto. Basta-me chegar só até ali e ainda mais perto estarei.
Eu pensava que sabia tudo sobre este amor, mas agora me sinto um completo ignorante. Pensava que tudo não era mais que um jogo de palavras, um baralhar de ideias sonhadas, um desejo ardente de ser diferente, mas agora estou nas tuas mãos, sentido figurado é claro, pois isso mais não é que outro desejo. Caminhando sobre o mar gelado eu vou até ao fim do mundo se for esse o meu destino e ver-te ao longe o meu querer. 
Neste mar gelado transpiro-me de sonhos e desejos.

Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007