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A Minha Sanzala: devaneio prometido
recomeça o futuro sem esquecer o passado

27 de junho de 2011

devaneio prometido

Me atiro num deitar sobre brasas, num a modos que enraivecido com a vida e desato a procurar razões que me levem a lado nenhum, me apaguem sentimentos de culpa, me afoguem pensamentos de dor e me tragam o sorriso lindo de outrora.
Mas apenas me sai fogo, qual dragão, cada vez que tento pronunciar uma palavra ou idealizar uma ideia. 
Ai minha querida, espero que morras engasgada pelos teus braços que me abraçam num constante veneno que me faz não ter vontade de ser um vivente. Minha querida vadia, espero que te afogues na tua falta de graça e me deixes maquilhar o sonho que um dia imaginei. 
Fica aqui registado, minha querida, que te odeio, ao ponto de não nos largarmos nunca e tu, minha querida, de nome saudade, te alegras de me ter prisioneiro da tua força.
A partir de hoje e sempre que eu conseguir, registe-se, fugirei de ti, ò saudade.





Sanzalando

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