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A Minha Sanzala: para já
recomeça o futuro sem esquecer o passado

14 de junho de 2011

para já

Hoje me apetece esvoaçar por ai ao sabor do vento como se fosse um pedaço de papel. Assim mais ou menos como uma imprestabilidade ao deus dará a ver no que pode dar, a ver onde posso encalhar. Ou apenas observar. 
Para já não sei o que é que é saudade a não ser aquela coisa forte que eu sinto porque faz mais que muito tempo eu não te vejo, não te olho e acima de tudo não toco.
Para já não me lembro o teu perfume porque faz muito tempo eu não lho sinto.
Para já não sei como posso dizer-te as coisas todas que tenho para dizer-te se as minhas palavras não chegam nem na boca. Ficam absorvidas na secura da minha alma deserticamente abandonada por qualquer canto do mim.
Para já o vento me leva contra a corrente e eu lhe tento fazer frente, mas tal como pedaço de papel, desconsigo traçar um rumo que me leve a sul.
Para já, já não sei onde estou excepto que vagueio num aqui vulgarmente vazio à espera que o teu corpo um dia se materialize na minha penada alma.
Para já, fico aqui, vagabundeando ao vento dum deus dará.


foto da net
Sanzalando

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