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A Minha Sanzala: lamento
recomeça o futuro sem esquecer o passado

20 de junho de 2011

lamento

Medito em horas passadas, memórias gravadas sobre um vinil de imaginação pelo que às vezes tem ruído, outras vezes repetição, mas a saudade leva que o ciclo gire e se viva o vivido como se fosse vida nova. Eu, apaixonadamente, deitado sobre a areia da praia, me pergunto pessoais perguntas e me achei um estranho a me rever nas respostas. Me achei um quase perfeito que deu errado no mundo que escolheu. Deve ser do vento, pensei. Pode ser da idade, acrescentei. Mas deste ciclo não saí pelo que me renovei não só na posição como me coloquei a brincar com os sentimentos e me apercebi que posso viver num mundo de sorrisos. Me lembrei que me apetecia beijar-te e logo insultei quem foi que inventou a distância. Tudo podia ser aqui, imaginei. Uma folha de papel seria o limite e estaríamos juntos sempre. 
Me sentei sobre a memória e revi imagens e chorei inutilmente porque nem assim me consegui lembrar do sabor do teu beijo. 
Me levantei e comecei a caminhar em direcção ao mar. Parei antes de lhe tocar e recebi um abraço de paciência ao que juntei a frase silenciosa que me disse de que hoje, por muito que me custe, lamento, não choro mais por ti.



Sanzalando

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