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A Minha Sanzala: até ter tempo
recomeça o futuro sem esquecer o passado

1 de agosto de 2011

até ter tempo

Já percorri o mundo desde aqui a minha praia. Embarquei em navios de luxo, pesqueiros, casca de noz, catamarans e outras formas de andar na água. Já remei contra a maré, apanhei boleia nas ondas, dei murros em pontas de faca, me rebolei na rebentação. Aqui me diverti, chorei e magoei. E nunca mais daqui saí. Acho encalhei e, num quase pronto a desistir, me atirei à água e nadei com toda a força que tinha. Cinco metros mais à frente parei para pensar e pensei em ti, como sempre. Não tenho outros argumentos, vou fazer mais como?
O zulmarinho me abraça, me conta os teus segredos, me leva lembranças, mas me separa.
Eu fico aqui até ter tempo de sair daqui. 




Sanzalando

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