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A Minha Sanzala: carta de amor sem destino
recomeça o futuro sem esquecer o passado

23 de agosto de 2011

carta de amor sem destino

Para aqui sentado tentando recordar a primeira vez que escrevi uma carta de amor. Devia ser madrugada, pois, é na insónia que eu sofro mais da memória e me devo ter esmigalhado em triliões de pensamentos sobre ti. Agarrei num pedaço de memória, rabisquei umas tantas frases e como sempre num texto pequenino, poucas linhas, e lá debitei a alma, o tanto que eu te queria ter dito, as promessas que eu sempre te fiz, a vida eterna, os olhares fixos em ti. Essas coisas que a paixão dita e a memória grava numa qualquer página para mais tarde recordar.
Olha para mim agora. Consegues ver-me? Faz um esforço. Difícil não é?
Sentado no sofá duma casa imaginada, saboreando a ideia duma praia, refrescando as palavras de maresia, abrigado das intempéries, acobardado do esquecimento, sonhando contigo como sonhava da primeira vez que te escrevi uma carta de amor.
Como sempre, sou uma casca dura, que tanto tremeu para ter um final feliz e que um dia escreverá o contrário no romance da vida, chorando memórias, sonhos e ideias feitas pesadelos.
Afinal de contas quem é que é o culpado da nossa vida um dia se ter cruzado e não entrelaçado? O destino, como certo eu não me lembrar é eu não me lembrar a quem escrevi a primeira carta de amor.







Sanzalando

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