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A Minha Sanzala: doce voz que se amarga
recomeça o futuro sem esquecer o passado

28 de dezembro de 2011

doce voz que se amarga

Se fosse noite estaria a olhar o tecto e imaginar quantas estrelas eu veria no hemisfério sul. Mas não é noite e eu não estou no hemisfério sul. Daqui eu posso mandar abraços, beijos, palavras meigas, quentes, doces  ou azedas, que faltará sempre o conforto da palavra em viva voz.
Saudade. Dor. Outra mais saudade. Tristeza. Amor. E mais uma vez dor. Solidão. Nostalgia. Repito saudade.
Como é possível sentir só um eu assim tanta coisa em simultâneo?
Já tentei tudo. Já li os livros todos que me aconselharam. Já reflecti sob chuva e sob sol. Me tornei apenas paciente. Mais ainda porque me disseram quer com o tempo melhorava. Aumentou a dose de paciÊncia. 
Saudade. Dor, Outra mais saudade e por aí fora.
Esperar, esperei. Juro. Aliás, espero! Mas se fosse noite eu diria que nada vejo pela escuridão.
Já tentei a substituição. Nada valeu. Saudade sobrou. Procurei novos rumos e outros aprumos e nada saiu do meu peito para além da saudade, da dor, da tristeza e do amor.
Minha voz doce se amarga e se embarga em frases simples, caladas tantas vezes.


Sanzalando

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