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A Minha Sanzala: reino do escorrega
recomeça o futuro sem esquecer o passado

15 de fevereiro de 2012

reino do escorrega

No cimo do escorrega grande do parque infantil me deixo estar. O mundo está lá em baixo e eu aqui sou o príncipe deste reino a meus pés. Magro, cabelos compridos desalinhados e castanhos esfarrapados, sou rei deste castelo de ferro onde me ginastíco e dou cada malhanço para endurecer, forte guerreiro de cu deslizante e na lomba me desequilibro para mais tarde me doer.
No cimo do escorrega grande tomo conta do cavalo que balouça sob a força de quatro kambas que pensam têm asas, dos balouços que quase oscilam 360º graus de doidos varridos, do ferro que serve para caminhar mão em mão como se estivesse a fazer flexões de pernas no ar e eles se aguentam parece são tarzans.
No cimo do escorrega grande eu sou rei de observação das meninas que ainda não saíram do colégio e que me amarguram o coração num bate bate em que parece o senhor tempo, aquele que resolve tudo, se esqueceu de me resolver esta ansiedade.
Daqui, vejo a macaca zangada que outros kambas lhe desafiam com água e sustos, gostava de lhes ver dentro da jaula e ela a se meter com eles do lado de fora.
Daqui, do cimo do escorrega grande, me proclamo rei deste reino distante que um dia vou voltar a ter nos meus sonhos de verdade.

Sanzalando

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