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A Minha Sanzala: amigos
recomeça o futuro sem esquecer o passado

24 de junho de 2012

amigos

Me sento no cinema da praia. Acho só lhe vi trabalhar uma vez como cinema. Mais vezes lhe vi como palco de programa de rádio em dia de verão. Mas me sento aqui em diz de cacimbo para soletrar pensamentos, calcular amigos e subtrair dias.
Tem amizades que apenas te dão uns raros momentos de alegria e outras que eu sei vão ser para a vida toda, assim num para sempre. Tem aqueles que é preciso lhes lembrar que estou aqui, tem outros que apenasmente lhes penso e eles estão ali ao lado. Esses representam tudo para mim, nos dias bons, nos ruins, nos dias vazios, nos cheios. São amigos de coração.
Eu sei que muitas águas vão cair em muitos marços, muitos rios vão passar por cima das pontes, muitas luas não vão nem aparecer, mas os meus amigos vão estar ali. aqui, onde lhes precisar.
Tenho certeza que há linguagem chamada de amiguês, porque tem amigos que só piscam o olho e a gente já tá que nem a sorrir. Não precisa contar estória, piada ou fazer macacada. Tem amigos que nem preciso ver. Eles estão.
Me sento no cinema da praia em dia de cacimbo e lembro que nem fosse ontem os tempos de criança em que a nossa amizade era que nem unha e carne. Hoje nem preciso te chamar. Te penso e tu ligas e perguntas:
- Tás bom, pá?
Invariavelmente
Pelo tom da minha voz lá vem sermão ou vem gargalhadas nos segundos duma chama telefónica só porque sim.
Me sento no cinema da praia e deixo cair uma lágrima apenasmente porque também me lembrei de amigos que eu já nem sei quem são.

Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007