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A Minha Sanzala: na areia da praia
recomeça o futuro sem esquecer o passado

10 de agosto de 2012

na areia da praia

Sento-me na areia de mil cores da minha praia de sempre. Eu sei que vais dizer que está cacimbo, que de casaco eu não devia estar na praia a fazer papel de parolo, a me encher de areia. Não importa. Aqui neste silêncio de apenas marulhar eu estou comigo a meditar. Faz conta já tinham inventado o telemóvel, que veio substituir o se faz favor me ligue para o número xxx, que só tinha três dígitos. Toca o sinal de que chegou mensagem. O coração acelera, parece bate mais vezes que aquilo que ele aguenta. Me estendo na areia fazendo com que o casaco de malha se encha de areia, mas adio ler a mensagem porque o meu corpo libertou doses extras de dopamina e outras aminas mais e há que dar tempo antes de lhe ler. Afinal de contas era só mais uma mensagem da companhia a dizer-me que tá na hora de mudar de tarifa. Mas quero lá saber de tarifas, promoções e promessas de me sacarem massa. Eu queria mesmo que o telemóvel, que ainda não tinham inventado, me desse uma mensagem dela a me dizer:
- estou aqui!


Sanzalando

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