Navega à vontade que a Sanzala é segura, mesmo que te pareça lenta!
A Minha Sanzala: Novembro 2012
recomeça o futuro sem esquecer o passado

30 de novembro de 2012

versos de futuro

Sopra forte o vento. A chuva quando cai parece está desesperadamente a fugir do céu. Eu, aqui em baixo, abrigado nas memórias, nos momentos grandes da minha vida, na sombra imaginada dos amigos que tenho, vou vagabundeando ideias e conceitos, perdendo preconceitos, afastando medos e apagando segredos, afastando tempestades e silenciosamente dou comigo a declamar versos que nunca pensei escrever:
Podes ter fugido do tempo e da cidade 
mas nunca poderás fugir da tua identidade. 
Eu prefiro ser uma virgula
que um ponto final.
E talvez neste escuro,
que já não me é fatal,
eu seja o ginasta dos trapézios
saltando em espiral
como se fosse o último salto mortal
para um  tempo mais de futuro 
O Sol entretanto reapareceu, o vento acalmou e nenhum vizinho veio à janela assustado com o vozeirão que eu devo ter feito e me calei para a solidão carregada de gente.



Sanzalando

28 de novembro de 2012

preguiçamente escrevendo um noticiário da rádio

Sentado no mura da minha casa, não vejo ninguém porque já escureceu, é hora de jantar ou de ouvir a rádio oficial no noticiário da noite. Mas eu criança me que importa a mim as notícias se as minhas notícias são apenas a memória que eu tenho dela.
Então resolvi inventar o meu noticiário, em cima do muro da minha casa e a dizê-lo com voz bonita, como locutor de rádio, e a pensar em ti.
Senhores ouvintes muito boa noite. Neste noticiário aproveito para dizer que não tenho muito para dar, não possuo nada de extraordinário, não sou um génio e tenho impurezas no coração. Quanto à beleza não me pronuncio mas possa dar-te a minha opinião sobre o que é amor, acariciar-te com as minhas mãos meigas, mostrar-te a minha transparente alma e dizer que te amo.
Boa noite, este foi o noticiário do dia de hoje.


Sanzalando

27 de novembro de 2012

filosoficamente

Me lembrei que um dia eu tive uma cadeira que se chamava Filosofia. O prof era o Bronson, porque diziam era igual ao Chrales Bronson. O nome dele mesmo eu já não me lembro de verdade. Como era aula que eu não entendia pois parecia chinês, embora eu nada tenha contra essa língua, parei um segundo para lhe ouvir e ele repetiu, parece que era mesmo para eu ouvir bem: "quem ama não usa a razão. O sentimento flui de dentro para fora sem esforço e não passa em nenhum filtro".
Desliguei uns segundos para estudar este pensamento dito em voz alta. Repeti-me baixinho que não é possivel tirar um sentimento à força, as coisas acontecem, naturalmente.
Já não ouvi o resto da aula e divaguei que para esquecer deve ser a mesma coisa. Não vale a pena fazer esforço. Deixa fluir.

Sanzalando

26 de novembro de 2012

Pausa sem intervalo

O brigadeiro Rato não pegou. Não me pegou. Projecto adiado sem tempo definido apesar da sua estória correr na minha cabeça parece é filme faz algum tempo. DE cowboys e chiquismo esperto que nem John Wayne ou Trinitá. Ideia nova preciso. 
Não posso voltar à minha cidade que ela era tão pequena que acho já lhe percorri vezes sem conta. Já me repeti e errei pedaços de rua. Não quero voltar à nostalgia por que não sei se coração aguenta chorar mais lágrimas pesadas que nem conseguem sair dos olhos. Não quero lastimar passados sem ter futuro pela frente.
Vou pausar mas não intervalarei nem que aqui tenha de falar do mar, da areia ou duma estória que nunca aconteceu.
Para já quero agradecer aqueles que ao longo destes longos anos foram e continuarão a ser meus fieis seguidores. Mas textos supremos faltam-me por vezes. Deve sere a idade, deve ser a desilusão, deve ser eu apenas.



Sanzalando

25 de novembro de 2012

me escrevo uma carta


Autobiografia em forma de carta:
Eu sei que tenho de admitir que sou por vezes irónico demais, desmedindo palavras e desprezando pesos nelas. Às vezes sou bruto, grosseiro e parvo. Outras vezes meigo, piegas e com um lado apaixonado que parece é cola tudo que até chega a assustar. Protector e ciumento quanto baste para chegar ao exagero. Se calhar tenho um génio difídil ou total falta dele. Umas vezes explosivo e outras calmo que até dói. Umas vezes duro como uma pedra e outras frágil como cristal. Quase sempre um poço de orgulho e outras vezes irreconhecívelmente a leste.
Sabes o que me assusta?
Haver gente ainda que goste!



Sanzalando

23 de novembro de 2012

Aglomeradamente

É público e notório que hoje a minha caligrafia está imperceptível pelo que as palavras são ilegíveis, as frases irreconhecíveis e os parágrafos um emaranhado de frases cúmplices da desordem mental dum dia de 36 horas completas. 
(em resumo: estou que nem me apetece escrever)

Sanzalando

21 de novembro de 2012

a estória que me esqueci e mudei de rumo

Brigadeiro Rato o homem que chegou a brigadeiro sem nunca ter feito tropa. Acho Mesmo não sabe o que é uma arma ligeira ou artilharia. Mas na verdade eu já me cansei da estória sempre adiada do Brigadeiro Rato pelo que não vou ser mais, por enquanto, o chofer da treta. Se calhar também não tinha ninguém interessado em saber a estória do Brigadeiro Rato.
Assim sendo me despedi com uns meses de ordenado em atraso e um dia irei entender que a nossa vida tem sempre um propósito, algumas dificuldades, tristezas, angústias e fundamentalmente felicidade, que a gente não dá nem importância. Como esta última não está sempre presente a gente deve ter que lutar para ela estar pertinho. A vida é para viver e não é para esperar. A fantasia não cai do céu feito parece é chuva.


Sanzalando

20 de novembro de 2012

Faltei no trabalho com o Brigadeiro para não escrever a estória

Hoje me acordei como quem acorda com mais sono do que aquele com que se deitou. Não fui na farra, não bebi umas e outras, não ginguei o corpo na cama. É mesmo só estar cansado e aquele 3 metros de cintura às vezes também precisam de saber o que é a vida sem chofer da treta.
Bem, de verdade eu tenho a mania de sonhar tudo, de dizer o indizívelmente mesmo em silêncio e por isso às vezes suspiro e me agarro nas certezas absolutas dumas teorias que imaginei e escrevi a pensar que mesmo não tendo acontecido são verdadeiras e depois a noite é carregada de pesadelos sem hora nem lugar, sem luz e sem luar, num silêncio absoluto de quem está a dormir embalado pelo suave marulhar dum mar imaginário.
Eu quero o tudo ou nada e ainda penso se ele andou de camuflado, arma na mão e chegou a brigadeiro por bravura ou se foi mesmo cunha dum favor feito se sabe lá porquê. 
Eu acho que nasci para trilhar o meu caminho na biografia desse gordo que precisa calçadeira para entrar no Jeep. Mas hoje eu precisa deixar de apontar na memória os gestos dele para não tropeçar na barriga enquanto tenta me reduzir à insignificância



Sanzalando

19 de novembro de 2012

quando não apetece escrever



Sanzalando

16 de novembro de 2012

hoje nem conto que tenho medo

Hoje acho o céu zangou com a terra e caiu chuva parece tem mais água lá em cima que aqui em baixo. Mas bom funcionário que nem chofer da treta que quer arranjar umas massas para poder ler livros que vai pedir emprestado e um dia quer escrever a estória verdadeira, mesmo que não autorizada do Brigadeiro Rato, não é esquema. É fonte de informação.
Lá vem ele. Gabardine acho comprou em Paris, lá na de França. Tem aqui igual mas ele diz é Chinês dura só uma chuva e não cai bem. Ora se chuva está a cair bem estou que nem entendi mais o que ele estava a dizer.
Quê? Nem insulto, nem bom dia e nem qualquer palavra? Tempo por aqui também está ruim. Vais vem lhe entrou pingo no cérebro e lhe afogou qualquer coisa. Tem maka ai.
- Vamos para onde, Patrão?
- Claro que é para o Escritório!
não disse nem palavrão.
Brigadeiro que nunca usou farda e dizem vendia comida da tropa no mercado lá da mitcha ficar sem dizer que eu sou isto ou aquilo? Não. Hoje prefiro, mesmo por segurança pessoal, ficar calado e não contar a estória do Brigadeiro Rato.



Sanzalando

14 de novembro de 2012

ainda não conto hoje

Brigadeiro Rato, ex-militar que dizem nunca usou farda e não sabe dizer se uma arma é uma arma ou um instrumento de construção civil, hoje não me quis dizer nada do encontro na cidade alta em que vestiu o fat mais novo, lavado duas vezes de seguida para ter a certeza que estava limpo, só me disse que um homem não deixa de viver quando morre mas sim quando deixa de amar. 
Me intrigou. Conversa de filosofia assim logo de manhã e ainda sem uns copos com pouco gelo? 
- Mas patrão e o encontro?
- Chofer da treta, tudo tem o seu tempo certo e mais velho tem-no.
Barafundei-me de ignorância ainda mais.
- Conta lá, patrão.
- A vida se baseia na realidade. Temos de ser coerentes e desenvolvidos.
Bem, acho estou a começar a ficar com febre e não é paludismo. Ele é que está a delirar, eu só estou é confuso e por isso não conto mais nada hoje sobre a vida do brigadeiro que dizem nunca foi tropa de dar tiros.



Sanzalando

13 de novembro de 2012

cidade alta

Brigadeiro Rato hoje vestiu fato de último modelo e me disse que vamos primeiramente na cidade alta que tem assuntos de suprema importância a tratar. 
Me dei logo a pensar e chofer da treta vai assim vestido? 
- Chefe, vou ali só mudar de roupa.
- Não, não sais do carro. 
Tristeci. Chofer não entra. Fiquei logo num daqueles dias em que apetece é fugir e dizer que a vida se dane e coisas piores que até é pecado só de pensar. Me apetece dizer no Brigadeiro que vou na minha liberdade de entrar onde quero e não ter que ficar sentado a ser roído pela inveja, sufocado pela ignorância e abafado pela curiosidade.
- Arranca, chofer da treta.
Que é que eu faço, meu deus do céu ou lá onde é que estás. Pensei, esta é a minha vida. Não sou brigadeiro, fugi da topa, aprendi a ler na rua, me formei na malandragem, me curei ao volante, vou fazer mais o quê?
Lá levei o Rato, que hoje não lhe brigadeiro de nome e nem lhe conto a estória.


Sanzalando

12 de novembro de 2012

Assobiando à chuva na estória ainda não contada

Brigadeiro Rato hoje sai de casa a assobiar. Hum, tem estória aqui metida. Daqui a pouco vai sobrar para mim. Ele contente numa madrugada destas de quase duas da tarde, ir para o escritório de baixo de chuva  e ainda a assobiar? Não me lembro quando foi que isso aconteceu a última vez.
lhe preguntei como se tivesse medo da resposta:
- Será que o tempo vai melhorar?
Ele gargalhou e me disse:
- Chofer da treta, até hoje sempre passou, às vezes rápido, outras demora, mas sempre passa.
Me preocupei ainda mais. Nesse trânsitio infernal, esse Brigadeiro que dizem não sabe o que é uma arma, vai me soltar leão na alma. Me calei e resolvi nem pensar mais enquanto deslizava a velocidade de caracol para o escritório e não conto hoje nada sobre ele.

Sanzalando

11 de novembro de 2012

11 de Novembro

Hoje devia de falar aqui do Dia da Independência do meu País de coração, do que inspirou o nome deste blog, do meu carinho e dos meus sonhos.
Mas hoje não vou falar dissso.
Não vou comentar a estória ainda não contada do Brigadeiro Rato
Nem vou falar de mim.
Hoje digo apenas que espero. Por pessoas, por palavras e por actos. Ou seja, em resumo: tenho ESPERANÇA


Sanzalando

10 de novembro de 2012

ainda não começou a verdadeira estória do brigadeiro rato

Hoje é dia de Brigadeiro Rato passar no fim da tarde pelo clube que tem porteiro fardado na porta e parece só entra quem é mesmo sócio de pagar cota alta que é luxo. Ele daqui a pouco vai-me gritar com o nome que ele me baptizou, chofer da tanga, em só de quem grita como se eu estivesse para lá da fronteira do outro lado, e dizer que está há mais de cinco minutos me esperar.
Mas me enganei. Me chamou de nome mesmo em tom surdo que se eu estivesse a passar nas brasas não lhe nem ouvir e me disse vai à tua vida que hoje não saio de casa.
Me imaginei logo estórias de castigo da mulher, coisas da vida deles que eu sei mas não vou nem pensar não vai estar alguém por aí a ouvir pensamentos. Mas depois me preocupei foi mesmo comigo e me disse vou fazer mais o quê se eu não posso nunca programar minha vida mais de cinco minutos à frente. Vou para casa mais uma vez ficar a ver se tem luz? Me lembrar que uma vez o Brigadeiro Rato, numa de conversar com ele por causa lá duma senhora funcionária, dizer para eu ouvir mas não responder, que a partir de agora te deixo livre, solto, desimpedido e que amor não se implora, apenas se sente e até hoje não sei quem foi quem disse isso, se ele ou se ela porque ele estava com cara de pobre defunto acabado de morrer.
Não, hoje é dia de verter uma ou outra loira gelada, ouvir conversa de homem que diz dez palavões em cinco palavras e descansar a carola de modo que ainda não é hoje que vou contar a estórtia verdadeira do Brigadeiro Rato


Sanzalando

8 de novembro de 2012

diálogo demim comigo

Uma vez perguntei:
- O que é mais importante, amar ou ser amado?
E me responderam:
- O que é mais importante para um pássaro, a asa esquerda ou a direita?


Sanzalando

7 de novembro de 2012

e o raio da estória não começa

Brigadeiro Rato hoje que acordou bem dormido. Vem a assobiar que até parece está adivinhar houve festa.
- Sr. Brigadeiro hoje está contente? perguntei eu assim com voz de quase eu não me ouvia

- Sabes, quando eu conversava até altas horas, de negócios diga-se, eu tinha problemas em acordar. Agora que eles rolam parece sobre rolamentos começo a ter problemas em adormecer. Mas esta noite fiz um negócio que nos vai render uns trocados de milhão.
- Isso de trocados é bom, patrão?
- Aqui o Brigadeiro quando fala, fala alto.
Não fosse ele ainda começar aos berros a contar as coisas me calei, fechei a janela do Jeep e perguntei, hoje vamos onde então?


Sanzalando

6 de novembro de 2012

a estória que nunca mais começa

Alguma coisa correu mal na noite do Brigadeiro Rato. Ele ainda não me viu e já está a gritar VAMOS EMBORA.... hum... meti o Jeep em direcção do escritório e ele berrou:
- Quem disse que vamos para aí?
Parei e perguntei de voz sumida, vamos então onde? 
- Alfandega! 
Possa, pensei, coisa grossa aconteceu nestes dias. É melhor mesmo ainda não falar do Brigadeiro Rato que veio do planalto e dizem nunca vestiu farda. Não vái ele ainda ler os pensamentos deste motorista que um dia vai escrever a estória dele.


Sanzalando

5 de novembro de 2012

É ela - Saudade num quase regresso

É ela. A que deixa tudo pela metade. A que usa reticências em todos os diálogos. A que machuca e anestesia simultaneamente. 
Uma paz melancólica.
Um inferno calmo.
É ela. A sombra do seu passo. A bandeja vazia dum ambiente faminto. O pesadelo agonizante que não acaba quando desperta, pois não se lembra de adormecer. 
É ela que não morre e também não vive. 
É ela, a que me prende e da um nó na minha memória. A podridão sem odores, cores e sabores. 
É ela que te oferece à mão sem a intenção de segurá-la, vive ao teu lado sem a intenção de proteger-te. 
Por ela só escuto o silêncio que arrepia a alma quando ela resolve falar.
É ela, a tal da saudade.


Sanzalando

3 de novembro de 2012

adiada a estória

Brigadeiro Rato me folgou. Diz eu hoje posso verter umas e outras mas para me lembrar que ele é quem manda, que me paga e se me telefonar eu tenho de atender é porque verteu de mais e já não sabe onde é que é a casa.
Vou dizer mais o quê a ele?
Se ele acorda muito cedo fica de mau humor, se acorda tarde fica de mau humor, se bebe mau humor bóia, se não bebe mau humor fica asperamente seco, Acho mesmo não é questão de horário, é mesmo questão dele ficar de mau humor e por isso como sei que daqui a umas duas ou três cervejas já está a chamar por mim, ainda não é hoje que eu lhe vou contar a estória do Brigadeiro que nunca, dizem, pegou numa arma.

Sanzalando

2 de novembro de 2012

a estória ainda não começa hoje

Brigadeiro Rato faz um esforço enorme para caber neste Cherokee que eu acho foi feito de propósito par ele entrar. Só neste bocado transpirou que já está a dizer que tem de ir mudar a camisa. De facto ela parece é acabada de sair do tanque da lavagem. Mas ele entrou e me disse:
- Vamos pró escritório!
Bom dia ou olá ou sei lá o que se esqueceu como se esquece todos os dias. Mas ele é Brigadeiro pode esquecer eu é que chofer só lhe digo em voz quase baixa:
- Bom dia Sr. Brigadeiro. Vamos a caminho assim o trânsito deixe.
Silêncio continuou. Liguei o rádio e estava a dar as notícias. Lhe deixei ouvir e virei para mim e deixei o jeep andar na velocidade lenta do trânsito matinal.
Quando parece acordei estava a dizer muito baixinho que quem não gosta de mim eu também não gosto. Mas aprendi a lidar com isso. Procuro mesmo é só estar tranquilo com a minha consciÊncia pois é impossível agradar a todos.
- Isto não anda mais? Tenho mais que fazer! Deviam ter umas ruas só para gente empresária.
Ai me calei e hoje não vou pensar mais em Bigadeiro Rato o homem que veio do Planalto e que dizem nunca vestiu farda.

Sanzalando

1 de novembro de 2012

a estória adiada mais uma vez

Brigadeiro Rato hoje gargalhou. É bom sinal. Mas por causa dumas e doutras é melhor esperar outra altura para eu lhes contar a História Verdadeira de Brigadeiro Rato em versão não oficial e não autorizada pelo referido. Assim ainda me vai dando uns cobres que sempre dá para o tabaco e afins.
Hoje, gargalhando para mim, simples motorista que não ouve, não fala e muitas vezes não vê e me disse que estava de pé no chão. Depois de tudo o que passei aprendi que não devo sonhar muito alto nem fazer tantos planos. Lhe sorri como que a lhe dizer que lhe compreendia mas na verdade eu nunca vi ele fazer um só plano de cada vez. Sonhar e ganhar era a sua sina se tivesse ido na cigana ler a mão


Sanzalando


WebJCP | Abril 2007