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A Minha Sanzala: depois dos quinza
recomeça o futuro sem esquecer o passado

3 de junho de 2013

depois dos quinza

Tem sol e não sopra vento. Perfeito dia para ir brincar na areia das mil cores, fazer construções de carros de areia, sereias, baleias e outras coisas mais que a imaginação conseguir pensar. É, quando eu tinha para aí uns quinze anos, pouco menos talvez, que o tempo passou e eu me esqueci de medir com régua e esquadro, em que aprendi uma palete de cores e coisas para embelezador a vida, para além das rosas e carícias, uns tons mais ténues e mais inofensivos, e, aos poucos, fui trocando por cores mais garridas, sofisticados sistemas carregados de lâmpadas, vermelhos, azuis e amarelos fios para que tu não me considerasses um chato. É, depois dos quinze anos entendi muita coisa que não tinha nunca parado para entender e lancei um olhar diferente.
Aos quinze anos descobri que já não precisava de ter o cavalo branco para ser o príncipe encantado nem esboçar o sorriso cínico de ser o esperto, o inteligente e o congregante para ser gente. Bastava ser eu mesmo, assim como nem tirar nem pôr. Consegui que olhasses para mim mesmo que tenhas dito para esperar. Não disseste é que eu tinha que esperar a eternidade. Mas acho que ao longo da tua vida foste vendo que uns tais principies de contos de fadas não eram mais que lobos disfarçados de cordeiro, outros cordeiros de poltrona a voz grossa, mimados e armados até aos dentes de príncipes de outras eras medievais.
Aos quinze anos aprendi a ver com o olhar e os olhos não me traem, que alguns problemas não são mesmo problemas.
Aos quinze anos descobri que ainda tinha sonhos para sonhar, realidades para realizar. Aos quinze anos aprendi que um dia, fores velhinha, recordar-me-ás como a razão que te fugiu e tub mesmo já sabias.
Depois dos quinze foram os vinte e outros trintas e quarentas e tantos cremes anti-idade depois que eu ainda aprendo que sendo igual a mim mais nada vou precisar. 
Timidez, medo e algum pavor foram coisas que não aprendi a perder mas no porão da minha memória, no alambique da destilação dos meus sonhos eu não me arrependo dos sorrisos que sorri e recordo os que não recebi.
Depois dos quinze, chegar aqui foi uma lição que me faz sorrir com sndes de lágrimas e alfaces de esperança.


Sanzalando

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