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A Minha Sanzala: faz vento
recomeça o futuro sem esquecer o passado

24 de junho de 2013

faz vento

Faz vento dum qualquer ponto cardeal ou papal ou sem credo nenhum. Me enerva, apenas este vento. Me transtorna por vezes. Se calhar é da lua, também! Me irrito e comigo mesmo grito na procura das palavras que transformem o meu pensamento nalguma coisa perceptível. Pela verdade e não mais que a verdade eu sei que o tempo não pode ser detido, preso ou recuado. Quer eu queira quer não, o tempo passa, como passam as palavras que falo. Tudo é perdido excepto as que ficam na memória. Me fecho entre paredes de palavras abrigado do tempo que o tempo passa e as leva, solitário, sem estrada e sem pontes, por onde caminho.  Palavras, me disseram, leva-as o vento, palavras digo escrevo sentimento que o vento mas tira sabendo mesmo que eu não desisto em nenhum momento.
Faz vento no zulmarinho e eu abrigado num muro de palavras me transtorno em mudo calado pelo silêncio silvado do vento.


Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007