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A Minha Sanzala: nada de nada
recomeça o futuro sem esquecer o passado

12 de agosto de 2013

nada de nada

Uê, quem vai sair na rua com este calor que nem fritadeira. É, me lembrei de fritadeira porque aqui em cima me chegou ao nariz o cheiro desse óleo todo que se está a pôr no corpo parece é ficar lustrado e brilhante sem ter que entrar no zulmarinho. Acho essa gente entra no zulmarinho e ele fica assim manchado parece é arco-íris.
Mas isso não importa. Que importa mesmo é ver esses olhos todos brilhantes e rindo parece estão felizes. Eu cá de cima lhes vejo, eu cá de cima parece lhes guardo a alma. É que hoje tem dia não posso entrar nesse zulmarinho, porque hoje é dia de meter mãos em outra obra.
Hoje não vão dizer tem nostalgia, tem sofrimento, tem fantasia, tem recado camuflado, tem arma, tem faca ou tem nada. Hoje aqui não tem nada a não ser dia de fritadeira, tremideira e trabalheira que nem a estória dum mouro.


Sanzalando

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