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A Minha Sanzala: Palavreado solto
recomeça o futuro sem esquecer o passado

27 de setembro de 2013

Palavreado solto

Troco palavras por frases, desembrulho o Mundo por fases e me embalo no que fazes.
Se pegasse na tua mão, numa mão qualquer, alguém descobriria que eu termia, de medo, porque o coração bate forte ou apenas porque sou um frágil ser intocável.
Meu nome me inquieta, a minha memória me torna calmante, analgésico ou tranquilizante e o meu modo de ser é nostálgico porque lhe pinto de cores aguadas sem saber sorrir a não ser ao pôr do sol.
Acho que vou ter muito que chorar para arranjar espaço para ter sorrisos, ter abraços e quem sabe carinhos, em troca das palavras que falo.
Talvez me ache que ainda não era hora de ter nascido, que o meu tempo tenha sido a destempo e que um dia vou dar ao eterno tempo o tempo de ser eu e com ele gastarei umas outras frases feitas.
Tremulo, vou ao espaço sideral procurar o que resta de mim ou encontrar o que me falta, para ser eu em letras maíusculas e não o bobo da malta.
Troco palavras gastas por novas a usar.


Sanzalando

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