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A Minha Sanzala: o meu fado
recomeça o futuro sem esquecer o passado

11 de fevereiro de 2014

o meu fado

Me chamas vagabundo porque passeio por aí num deus vai sem parar, sem destino e sem lugar marcado para cantar o meu fado. Dizem por aí que estou sempre algures, num sem nada para fazer sem imaginarem o quanto custa encontrar lugar para vagabundar a mente carregada de sonhos, ideias e alegrias.
Ah, me disseram que amar é um acto de coragem. Sou corajoso! Vagabundar amor é um acto de lucidez. Sou lúcido!
Ah, me disseram que se a felicidade bater por aí eu lhe agarrar. Agarrei-a. Sou fortezinho! 
Oh, me disseram que seria inferno se tudo desse certo. Sou diabo!
Vagabundo-me por um aí algures, sem saber para onde vou se é que vou, sem saber onde ficar se é que quero ficar, como se fosse um livro de muitas palavras sem sentido proibido ou obrigatório.
Vou, por felicidade, sem saberem quanto custa ser sonhador de alegria. Vou, sem parar, sem tristeza ou alegria, apenas porque me imagino o teu poeta que nunca te escreveu um verso de amor.
Vou, por felicidade, vagabundar-me enquanto espero que chegues para encher os meus braços de teu corpo num abraço de amor.
Vagabundo de amor, passeio palavras que digo para ti, ao ouvido, como se fosse um poema cantado ao ritmo dum fado alegre.


Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007