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A Minha Sanzala: qualquer coisa
recomeça o futuro sem esquecer o passado

22 de março de 2014

qualquer coisa

Assim mais ou menos qualquer coisa. Que não seja deprimente, acrescento eu. 
Procuro a minha voz mais limpa, os acentos circunflexos, agudos e graves bem polidos, e tento dizer que não sou assim que nem um carro que se dá à chave e já está. Na verdade se não estás com a mão no guiador eu não consigo andar direito.
Assim mais ou menos qualquer coisa do estilo os anjos cantam a minha música. Não faz sentido! Lá fora está vento, sente-se frio e eu aqui a olhar para as paredes. Deprimente. Rasgo as palavras que disse e as atiro para o balde do silêncio.
Penso mais um pouco em qualquer coisa.
Na verdade eu não sou colecionador de erros e até nem me posso queixar a não ser da hora tardia que te olhei. 
Assim mais ou menos qualquer coisa optei por ficar em silêncio a ver os pássaros voarem e a olhar-te de memória com a certeza de não te amar erradamente mesmo que platónicamente por debaixo duma árvore que me dê sombra, mesmo que eu tenha que esperar ela cresça.


Sanzalando

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