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A Minha Sanzala: Fevereiro 2014
recomeça o futuro sem esquecer o passado

28 de fevereiro de 2014

às vezes

Às vezes que até gosto do meu silêncio. Olha só a me calar para não sair por aí torpedeando palavras. Olha só como o meu silêncio é arrumadinho, educadinho e até educativo ou apenasmente educado.
Às vezes misturo silencio com saudade, aquela coisa que fica do que não ficou realmente, deixando às paredes respostas que não merecem serem respondidas.
Às vezes ouço música para me dar calma que o resto do mundo me tenta tirar.
Às vezes, coração, só me apetece ficar a falar apenasmente para ti e literalmente só no teu ouvido.


Sanzalando

27 de fevereiro de 2014

e eras tu

E eram novecentas mil, dizias e só contei uma que eras tu.

E aos poucos a vida foi ganhando caminho, o sorriso foi-se abrindo como se uma flor crescesse num imaginário jardim, por mais bôbo que pudesse parecer.
Olha só mesmo para mim e se eu te provocar é porque gosto mesmo de ti, mesmo que não seja sempre o forte no tempo todo.
E eram noventa mil, dizias e só contei uma que eras tu.
E aos poucos fui-me habituando a ouvir a tua voz mesmo quando não estás aqui e posso dizer-te que sinto-me bem e sem segredos ou outros tantos medos.Olha só para mim e não vês mais chorar o pior dos choros que é chorar para dentro.
E eram nove mil, dizias e só contei uma que eras tu.
E muito depressa eu fecho os olhos e o meu coração sorri e te ouço dizer que é por ti.
E era só uma, dizias e eras tu.


Sanzalando

26 de fevereiro de 2014

deve ser da lua

Por onde é que ando?

Ando por aí, me respondo a mim mesmo como se eu fosse outro alguém que mais ninguém que o eu que sempre fui.
Complicas.
De nada. Foi mesmo só um eu á minha maneira de ser.
Sabes há sempre um mas a complicar a simplicidade de ser.
Sou feliz, e depois?
Popilas deve ser da lua.
Não se pode falar comigo hoje.
Te gosto e chega.


Sanzalando

25 de fevereiro de 2014

TRAILER

Sanzalando

aqui, num por aqui

Inquieto de tanta quietude e impaciente de tanta paciência aqui me deixo levar lavando o corpo e a alma.
Aqui estou levado pelo coração que deixou a guerra pela razão.
Assim, sem apelo nem agravo, dou comigo a deixar-me levar por ti e a saber mais coisas de mim.
Aqui vou eu para o interrogatório mudo de tempo inteiro, ao que espero anestesiado, saber como estou no físico que no coração sei como nas nuvens me sinto.
Aqui me deixo ir, por nós, amor


Sanzalando

24 de fevereiro de 2014

amor que sobra

Caminho sob um sol de bruxas, isto é, está a chover enquanto vejo o brilho de sol. Dou comigo a dizer-me à alma que num mundo de excessos a simplicidade é um enriquecimento. E lá vou eu seguindo com vontade de fazer um pic-nic. Já sei que vais dizer-me que não está tempo para isso, que as coisas não se põe assim simples na natureza. Há que reconquistá-la. Não é totalmente verdade mas tu tens razão e como sempre ainda te dou mais esta.
Então, continuando o meu caminho, agarro em lápis de cor azul e vou pintando todo o céu que encontrar e vou azulá-lo, com o verde vou encher a paisagem dele. Me emendas que não é assim. Te dou razão mais uma vez. É preciso compreender a natureza e aceitar sem lhe destruir.
Ok.
Vou dar mais amor, vou olhá-la com mais carinho. Dizes-me para não exagerar. Queres um pouco para ti também. Combinado.
Me ensinas a tratar a natureza e gostar dela e eu te dou o amor que sobra.

Sanzalando

23 de fevereiro de 2014

e o amor é

Faz frio que me disseram gela até nos ossos do gordo mais gordo de todos os gordos. Eu não estou gelado. Eu me aqueço em exercícios mentais e outros que tais. 
Quem não faz contas é o amor e como tal não obedece à razão, não cumpre as leis da lógica. É empatia, é iman, é conjugação das estrelas, é um sem número de razões que ela mesmo desconhece. Assim me aqueço. 
Ninguém ama só porque está de casaco em dia de frio, porque está de tanga em dia quente. Não tem lógica.
Se calhar o amor nasce pelo cheiro que não se cheira, pela paz que transmite, pelo mistério que cria ou pelos tornados que provoca.
Apenasmente se ama e ponto final.


Sanzalando

22 de fevereiro de 2014

sol de inverno

Me deixo balançar neste calor de inverno e penso é verão e vou contando saudades assim uma, duas e três até um nunca mais acabar. Depois dou comigo a pensar que a melhor sensação que sinto é aquela que me faz estar perto de ti, na rua de mão dada, no sofá bem abraçadinhos ou apenas conversando ao telefone como se não nos víssemos faz horas que menos que poucos minutos.
Me deixo balançar neste sol de inverno e me esqueço que ao cair da noite cai o frio forte que chega no osso e me torse a memória porém num beijo teu recupero-me e continuo a contar saudades.
Como é bom gostar de ti e saber que um dia vamos criar um campo, cultivar uma horta e ver crescer coisas.
Como é bom saber que existe sol mesmo de inverno.


Sanzalando

21 de fevereiro de 2014

o mundo não é meu

Em sonhos ou apenas na imaginação já percorri o mundo. Acho lhe dei voltas num interminável ponto sem retorno já que conclui que o mundo não é meu. Deixei de remar contra a maré e de dar murros em pregos. O que tem de ser vai ser, mais tarde ou mais cedo.
Em sonhos sonhei e na imaginação imaginei, mas o mundo não é meu.
Mas não desisti e aos pouco resconstrui o MEU mundo: cresci para esse mundo que não é o meu, apenas porque encontrei, pelo menos agora acho, a outra metade da minha alma. Foi por isso que todos os outros amores se foram, por isso todos os outros desencontros aconteceram. É assim que esse mundo funciona. Mas não o posso mudar porque não é meu.


Sanzalando

20 de fevereiro de 2014

falando de amor

Faz frio e não chove nem faz vento. Caminhamos lado a lado, em conversa animada. Seguimos sem rumo e sem boca calada. Saltamos assuntos e retomamos outros numa mescla de ideias que temos do mundo. Falamos sem atropelos em conversas de saber falar e ouvir.
De quando em vez ouve-se um Amo-te sem sabermos de quem, saiu mas ambos sabemos que veio da alma.
Te acabo por dizer que quando me tornei agreste ao mundo é que me começaram a valorizar e a notar que eu existia antes. Voltei ao antes, ao tempo em que eu sou eu sem defesas e sem rodeios.
Tu dizes-me que se eu tivesse encontrado um caminho sem obstáculos ele de certo me teria levado a lado nenhum. Todo o tempo é o tempo certo. Tem que acontecer na hora e a hora é uma indefinição bem definida.
Te digo que sim com a cabeça e te repito amor.
Respondes-me muito
Fazemos um dialogo sem fim, sem travessões nem tropeções.
Simplesmente falamos de amor falando de tudo com carinho.



Sanzalando

19 de fevereiro de 2014

tudo a nú, eu sei

Abro a porta à felicidade enquanto apago tudo o que não valeu a pena, raspo o nome na memória de quem me mentiu, esqueço quem me feriu o coração, quem usou máscaras e quem não sabia quem eu era ou podia vir a ser.
Eu sou eu, quem ri, faz rir, quem ama e é amado.
Eu sei como é que é sentir-se sozinho. Talvez seja por isso que me importo com a memória e agora me agarro ao futuro
Eu sei como tem pessoas que são bonitas. Não pelo físico. Apenas porque são.
Eu sei que gosto de ser gostado.
Por tudo isto e muito mais abri a porta à felicidade e te agradeço de coração.
Feliz por ter sabido esperar, mesmo sofrendo.
Eu sei, de memória, que sou feio quando choro mas tantas vezes os meus olhos não me respeitaram. Sei que brilho quando sorrio. 
Obrigado coração por me regares e esperares que eu floresça numa constante primavera.


Sanzalando

18 de fevereiro de 2014

soletrando ventos e brisas

Sopra vento que baptizei de brisa, apenasmente para poder sair de casa sem ter ideia de me despentear. Já sei, vais dizer que o vento é forte e o meu cabelo é curto pelo que vai dar no mesmo. Mas não é a mesma coisa para quem quer sair a vagabundear ideias.
Toca o sinal de mensagem no telemóvel e diz apenas amo-te.
Mas eu estava a sair de casa e não queria pensar num sabia que isso ia acontecer. Acontece, sorrio, me alegro e continuo. 
Sei que não sou amigo. Sou paixão. Mas como tu me dizes, um dia, vamos ser amigos, casal e amantes.
Mas eu falava do vento que chamei de brisa, dessa que me trás ideias que vão do ódio ao amor, das palavras às frases, das lágrimas aos sorrisos.
Mas afinal de contas eu sou bom de mais para um dia ser esquecido. Até o tal de Alzeimer me visitar, digo eu com um sorriso nos lábios como que a acreditar no que penso.
Bem, com este vento eu só espero que um dia a minha mente não se esqueça de mim.
Te respondo por mensagem um igualmente com muito amor.


Sanzalando

17 de fevereiro de 2014

o tamanho do meu amor

Ainda vai chegar o dia em que me vou perguntar de que tamanho é o meu amor. 
Vou fazer contas, desenhos e tentar estimativas. Se calhar pego num computador assim como que para ajudar, depois vou olhar o horizonte, esperar pela noite para no seu silêncio me aconselhar, vou ver as estrelas e se concluir que é assim tão gigantesco eu vou me dizer ele é infinito.
Ainda vai chegar o dia que eu vou pedir-te para fechares os olhos, imaginares o céu estrelado e o brilho do luar e aproveitarei para te dizer essa infinita parte de mim.
Ainda vai chegar o dia em que te pedirei para abrires os olhos, me olhares nos olhos e dar-te-ei um beijo e dizer-te que o meu amor não tem tamanho. Ele é. Só assim mesmo.


Sanzalando

16 de fevereiro de 2014

rompeu o sol

Rompeu um pouco o sol por entre essas nuvens que pairam num fixado céu que até mete raiva. Eu sorri. Tu sorriste e de mãos dadas passeamos por entre gente, mar e terra firme num passear porque sim. Eu te disse que gosto do meu mundinho, do meu canto de sonhar, do meu molho de palavras, das palavras soltas e das palavras coloridas, mas também gosto de estar assim contigo num mar de coisas sem dar por nada. Apenas ser feliz!
Rompeu um pouco o sol e o emaranhado da minha vida se endireitou no teu sorriso, o meu corpo pesado ganhou leveza, os meus lábios ganharam um esboço e os meus olhos brilho.
E lá fomos nós de mãos dadas dizendo coisas só para dois, para nós dois, sem cordas e sem nós, sem rede ou fio de segurança.
Rompeu o sol e na minha subtileza disse um ou outro disparate que prontamente corrigiste com o olhar e sorriso benevolente.
Coração, um dia eu vou aprender a ser feliz só num assim sem rascunho ou estudos superiores.
Coração, um dia eu não vou dizer mais asneiras e inconveniências despropositadas só porque quero falar coisas.
Rompeu um pouco de sol e nós, coração, caminhamos felizes por aí.


Sanzalando

15 de fevereiro de 2014

palavras soltas

Lá vou eu vagabundo de mim, soletrando palavras como quem não quer nada de importante, senão o facto de querer ser feliz. Não me apetece. Palavra começada por A que não me leva a lado nenhum pelo que abandonei. Amor! Essa sim, uso-a com prazer e muitas vezes com nostalgia. Bondade, palavra de b que sei usar sem abandalhar nem abusar. Coração é o cê que uso para te chamar e dizer que gosti e ponto final. 
Podia ir por aí adiante mas as palavras que soletro são tantas como tantas são as ideias que eu gostava de um dia ter tempo para te dizer.
Bem vistas as coisas apenas é no dicionário que a palavra sucesso vem primeiro que trabalho.
Só por causa disso vou deixar passar o dia de hoje porque vem antes do dia de amanhã.


Sanzalando

14 de fevereiro de 2014

Sanzalacine - CUPIDO

Sanzalando

praia de inverno

Me olha só assim nesta ventosa praia de inverno feito sol tímido soprado por brisa. Consegues ver o poço de poesia em que afogo as minhas lamentações, em que me sufoco com palavras mal ditas e malditas palavras? Consegues imaginar o que o meu silêncio pode matar-me por prender as muitas palavras afiadas que nem lâminas?
Me olha só nesta praia ventosa de inverno deambulando como a procurar-te e ao teu sorriso afim de poder dizer-te todas as palavras sorridentes que tenho na alma.
Me procura para irmos beber um café da manhã e me dizeres o quanto te sou importante.
Tens olhos e paciência para mim?
Então vamos caminhar juntos nesta praia de inverno em que o sol brilha timidamente soprado por uma maresia que nos perfuma.
Hoje te digo um poema de amor ao ouvido:
Coração...
...
... te amo!


Sanzalando

13 de fevereiro de 2014

madrugadas

Todas as madrugadas me parecem frias. 
Aqueces-me quando dizes ao ouvido que me amas ou me perguntas na tua doce voz se gosto de ti. 
Na verdade sabes que estou acordado como que a pensar na vida, porque é nessa hora que todas as memórias me estão mais frescas e me assaltam como se vadiassem no escondido durante as outras horas.
Na verdade sabes que o meu pensamento passou por ti. Sentes-lhe.
Sei que sou prisioneiro dos meus pensamentos e nessa hora me recordo de todos os medos, aqueles que me engolem os pedaços de vida e parecem querem eu viva no passado.
E tu, numa formula quase matemática, me aqueces e trazes à realidade de ser feliz.
Obrigado e sabes que gosto muito de ti

Sanzalando

12 de fevereiro de 2014

sol todos os dias

Como está triste esta praia neste dia de inverno. O sol se esqueceu de acordar, as nuvens não param de lacrimejar pedaços do céu e o vento sopra para incomodar.
Chorar-me não resolve. Calar-me não me aquece. Coloco-me em primeiro lugar porque podem aparecer vontades efémeras e assim conseguir sorrir nesta praia de inverno.
Eu sei que se tiver a tua mão, e assim caminharmos, vamos sorrir, vamos ver brilho solar e a chuva será adereço de somenos.
Eu sei que se continuarmos a falar seguiremos pela praia fora sem darmos porque é inverno.
Eu sei que ficar em casa, esquecendo a praia, o inverno serio o reverso dum inferno possível.
Eu sei tanta coisa que continuo a segurar a tua mão e caminhar com o teu sorriso a tiracolo como se fosse meu, porque os resultados imediatos não são importantes e os remédios demoram tempo a fazer efeito.
Eu sei que o sol contigo brilha todos os dias


Sanzalando

11 de fevereiro de 2014

o meu fado

Me chamas vagabundo porque passeio por aí num deus vai sem parar, sem destino e sem lugar marcado para cantar o meu fado. Dizem por aí que estou sempre algures, num sem nada para fazer sem imaginarem o quanto custa encontrar lugar para vagabundar a mente carregada de sonhos, ideias e alegrias.
Ah, me disseram que amar é um acto de coragem. Sou corajoso! Vagabundar amor é um acto de lucidez. Sou lúcido!
Ah, me disseram que se a felicidade bater por aí eu lhe agarrar. Agarrei-a. Sou fortezinho! 
Oh, me disseram que seria inferno se tudo desse certo. Sou diabo!
Vagabundo-me por um aí algures, sem saber para onde vou se é que vou, sem saber onde ficar se é que quero ficar, como se fosse um livro de muitas palavras sem sentido proibido ou obrigatório.
Vou, por felicidade, sem saberem quanto custa ser sonhador de alegria. Vou, sem parar, sem tristeza ou alegria, apenas porque me imagino o teu poeta que nunca te escreveu um verso de amor.
Vou, por felicidade, vagabundar-me enquanto espero que chegues para encher os meus braços de teu corpo num abraço de amor.
Vagabundo de amor, passeio palavras que digo para ti, ao ouvido, como se fosse um poema cantado ao ritmo dum fado alegre.


Sanzalando

10 de fevereiro de 2014

vou por aí

Sentado na beira do passeio, não acredito em tudo o que penso. Deixo-me divagar por lugares e por gente. Deixo-me ir ao sabor do vento que sopra, umas vezes parece brisa outra tornado, furacão ou apenas vento só assim ele mesmo.
Já não corro porque me segues ao lado, mesmo que às vezes eu pareça estar sozinho. 
Sentado na beira do passeio me deixo levar pelas boas ideias que tivemos e sonho com as que um dia teremos.
Sentado, ao vento, ao teu lado, vou por aí.


Sanzalando

9 de fevereiro de 2014

acordei, hoje

Caminho no berma da estrada no lusco fusco duma tarde cinzenta e dou comigo a pensar que sempre me apaixonei por alguém que sente a minha falta e sorri por e para mim. Tu precisas de mim sorrindo. Eu noto isso. Eu sinto isso. 
Sinto-me quente e não é pela passada larga que me transporta, nem pelos muitos casacos que não levo vestido. Não é por causa dos pensamentos que penso.
Nem é de medo que não tenho. Afinal de contas eu só me conheço um medo e esse, espero, esteja longe. Tenho medo de um dia acordar e sentir que acabou. Mas hoje eu não sinto esse medo. Acordei sorrindo e tu sorriste vendo-me.


Sanzalando

dear body




Sanzalando

8 de fevereiro de 2014

sonhar-te

Era meio da noite quando abri os olhos e te vi ali a dormir profunda e tranquilamente. Ia jurar que te vi a sorrir e ali fiquei a observar-te. Os teus cabelos soltos espalhados pela almofada faziam-te ainda mais linda aos meus olhos, parecia brilhavam no escuro do quarto. 
Pensei acordar-te e dizer-te o quanto te gosto.
Pensei sonhos futuros.
Pensei apenas olhar-te.
Era meio da noite, eu não tinha que fazer, se não sonhar-te.


Sanzalando

7 de fevereiro de 2014

vagabundo-me livremente

Tem chuva parece molha tolos e eu me passeio ao longo da praia parece sou tolo a se divertir em vagabundos pensamentos ao deus dará. Fosse noutra altura e eu tinha acendido um cigarro e, distraidamente molhado, lá ia em direcção ao sol posto duma ideia qualquer. 
Mas deixei de os acender e passei a namorar com sabor doutros perfumes, a vagabundar solitariamente livre e coerentemente puro com a natureza, sem fundamentalismos e outros falsos moralismos. 
Eu me molho e me distraio nesta praia de pensamentos, olhando, sem te ver, como se caminhasse para os teus braços que eu sei mais logo me vão abraçar com calor de quem ama puramente.

Sanzalando

6 de fevereiro de 2014

delirante amor

Caminho pela areia escaldante do pensamento, saltito de um para outro, assim num sobrevoar das ondas, como uma rajada de vento e me fico pelo barco pirata porque não encontro o original, desta praia de imaginação.
Já pisei uma toalha. Pedi desculpa duma forma maquinal. Tanta ideia, pouco espaço e eu tenho que caminhar desenhando letras, que nem eu sei quais são, por entre turcos de cor, espalhadas na areia num caos verdadeiro e ainda tenho de seguir o pensamento para não perder o fio à meada. É claro que há um encontrão, uma pisadela, uma palavra perdida no contexto. Mas eu caminho por entre palavras e pensamentos, erraticamente ao sabor das ondas, puxado pelo vento deste escaldante inverno temporal, neste verão quente de amor, nesta primavera de brilhos românticos.
Desculpe. Onde é que eu ia? E eu sei? Como dizia o poeta, por aí não vou!
Mas também não me perguntem quem sou nem digam que me conhecem. Virem a cara, baixem os olhos, assobiem para o ar.
Deixem-me caminhar que os sonhos ainda são uma criança e o tempo há de mostrar que ainda há muito para dar.


Sanzalando

5 de fevereiro de 2014

dose certa quem sabe?

Mesmo sabendo a dose certa a gente erra. 
Como não vai errar se a gente não sabe nem como dizer AMOR sem parecer um parvo? Como é que a gente vai garantir que não vai morrer de ciúme só porque a ainda não morreu?
Por questão de dúvida me sentei a pensar e julguei que me afastando da vulgaridade eu me pudesse escapar ao destino. Errei.
Na verdade a vida me lixa mas eu e ela nos vamos dando bem. Até posso dizer que me tem trazido muita coisa boa e eu devia estar caladinho. Mas eu sou agradecido e por isso, mesmo no meu jeito sem jeito de errar, eu digo obrigado à vida por a ter feito cruzar na minha vida na sua forma de ser tal qual é.
Mesmo sabendo a dose certa a gente erra e eu não gosto de ser moldado pelas solidão. 
Te gosto, pá!



Sanzalando

4 de fevereiro de 2014

estória de amor

Penteei o meu cabelo com a habitual risca ao lado, vesti roupa de sair ao domingo, coloquei o meu melhor sorriso e fui ter contigo. 
Me esqueci que fazia vento e chovia. Mas eu sorria como se fosse a primeira vez. 
Olhaste-me e me perguntaste porque vinha assim com roupa de domingo, penteado que nem brilhantina e encharcado até aos ossos. E eu ria.
Me lembro que sorri ainda do jeito de esconder uma timidez que não sabias existia. Sorria para esconder o nervoso que não sabia havia. Sorria para parecer ser hábito meu, enquanto na alma tremia e tu, acho, sabias.
Acho te disse que entre nós houve uma distância de galáxias que se reduziu à distância entre dois lábios que se beijam.
Se não te disse, simplesmente aconteceu uma bela estória de amor.


Sanzalando

3 de fevereiro de 2014

jeito meio torto

No meu jeito meio torto de andar pelos caminhos da vida lá vou eu com a insuportável mania de amar. O vento virado rajada me despenteia, me encaracola as ideias e deixo de respirar fundo porque durmo superficialmente. Sou eu 24 horas de um dia. Eu que te gosto com todo o coração que tenho.
No meu jeito meio torto de andar perguntando pelos problemas fico em casa vegentando enquanto te divertes com os teus sorrisos, as tuas perguntas que sabes as respostas e o teu olhar a ordenar mimos.
No meu jeito meio torto de ouvir ouço a tua voz em qualquer música que toca na radio.
Afinal de contas se não fores tu, quem é que vai aturar o meu jeito meio torto de ser?
No meu jeito meio torto de amar vamos começar uma estória, chegar a meio e recomeçar?

Sanzalando

2 de fevereiro de 2014

Pé ante pé

Pé ante pé sigo pela praia da vida. 
Umas vezes está frio, outras vezes é um tórrido calor e outras que nem sem bem dizer se não está-se. Uma vezes só apetece usar o verbo despedir se souber que o sujeito volta e outras vezes, que nem sei dizer palavra, nem apetece deixar o abraço interrompido.
Pé ante pé sigo praia fora como se eu soubesse que ela ia terminar ali, mesmo se o nevoeiro do futuro não me deixe ver mais do que ali.
Pé ante pé, de mão dada ao teu sorriso sigo sem saber que vamos sentindo saudades dos pedaços de nós que vamos deixando no tempo.
Pé ante pé levas-me sem saber para onde.


Sanzalando

1 de fevereiro de 2014

Mudei-me no dia

Fui ao sabor do vento frio e enquanto tremia delirava palavras sem nexo. Era dia de ser diferente. Cumprimentei desconhecidos, corri atrás de crianças como se estivéssemos a brincar, conversei com o velho da esquina, dei flores a quem passava.
Disse bom dia e boa tarde. Pedi licença, desculpas, agradeci.
Com pequenos nadas mudei o meu dia e depois te dei um abraço e sorrimos num modo de ser feliz para um sempre qualquer.


Sanzalando


WebJCP | Abril 2007