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A Minha Sanzala: Maio 2014
recomeça o futuro sem esquecer o passado

30 de maio de 2014

passeando palavras

Passeando por palavras e conceitos decidi que quero a minha rua cheia de sorrisos, de fotos da tua cara serena e frases soltas como quem sorri ao sol nascer a olhar-te.
Passeando por frases feitas decidi que quero a minha rua parecendo louca de festa como que se estivesse a abraçar o sol no teu rosto.
Passeando por conceitos preconcebidos decidi soletrar todas as palavras que nunca te disse com o brilho dos olhos, com a alegria da pele ou o ar de quem te gosta desde a madrugada até novo nascer do sol.
Hoje quero sorrir-te amor.


Sanzalando

29 de maio de 2014

palavras ao vento

Me levo pelo vento num navegar sem destino nem rumo previamente traçado. Simplesmente me deixo ir sem esforço, com um sorriso e um brilho nos olhos como se estivesse a olhar para ti.
Me lembro que já estive sentado ao teu lado a ver-te em fotos antigas e só faltou um tom de música a me embevecer. Me lembro que já te liguei sem assunto ou questão, apenas para ouvir a tua voz e com um sorriso vi que estava apaixonado. Acho já gastei palavras a dizer das saudades de cinco ou dez minutos e já saltei de alegria de te ver aparecer por detrás, lá ao longe, numa porta.
Acho este vento feito brisa já me fez sorrir amor porque me senti amado.


Sanzalando

28 de maio de 2014

cores, inquéritos e palavras

sentado numa cadeira como que à espera da inquisição procuro palavras traquilas para dizer as cores das flores que me saltam na memória. Rosas, girassol, jasmim e ortencias. Porque estas e não outras? Sei lá. Este lugar não é confortável. Mas é necessário? Cada pergunta e nada de cores.
Afinal de contas é um dia mais igual com as diferenças de cada um.
Sorte minha que as cores não desbotam na memória.

Sanzalando

27 de maio de 2014

passeamos

Passeio na areia da praia como que a gastar pensamentos e sonhar novas ideias. 
Sei lá mas parece quero chegar a outros limites, para lá de onde chega o braço, muito para lá donde vai o olhar.
Já sei. Crescer dói. 
Passeio na areia da praia e me lembro que aceito o amor que acho merecer.
Passeio na areia escaldante dos sonhos e me lembro da praia de outras eras e sei de cor quem por lá andava. Mas no meio dessas lembranças te incluo assim como um foto a cores no meio duma a preto e branco. 
Também inventaram novas tecnologias para os sonhos e pensamentos?
Mas ainda não inventaram o remédio para  quem a gente faz sofrer sem querer.
Passeio na areia da praia a aprendo coisas novas e me deixo que me leves porque estar sozinho dói.
Passeio na areia dos pensamentos e sonhos, de mão dada contigo. 
Só assim, num modo deixa ir que a gente se aprende a compatibilizar.
Passeamos os dois na areia...


Sanzalando

26 de maio de 2014

hoje

Assim num mais ou menos sem vento, sol que não aquece e memória que não esquece, vagabundo-me por palavras e sonhos ou antes pelo contrário. Afinal de contas hoje só te quero desejar um Bom Dia. Um dia com caminhos de flores, com colorido de sorrisos e olhares de paz.
Hoje, num agora mesmo, carregando tranquilidade te desejo uma carrada de pensamentos positivos e amor no coração.
Hoje troco as palavras por um beijo.


Sanzalando

24 de maio de 2014

ao vivo e a cores

Apetece-me pintar palavras, fazer um papel de génio ou se calhar ficar apenas por aqui a ver o mar. Afinal de contas saudade não é mais que um passado que nos incomoda no presente, uma felicidade retarda, um detalhe que só não mata porque é máquina de tortura.
Palavras tão cinzentas para um cinzento dia. Quero cor garrida a condizer com o meu alto astral.
Já sei, hoje fico só a olhar o mar e as cores passarão na minha cabeça e eu ao ouvido de direi o nome delas. É que hoje podemos viver juntos ao vivo e a cores.


Sanzalando

23 de maio de 2014

é tão bom

Sentado a ver o mar espero que chegue a hora de receber um abraço e ouvir-te dizer-me para ter calma que isso vai passar. 
É tão bom ter alguém que se importe connosco.
Sentado a ver o mar recordo o tempo em que eu era mais ignorado e esquecido que um feriado calhado ao domingo. Já sei que fui um não tenho a menor importância, um quase tanto faz. Repito: fui.
É tão bom saber que há quem nos olhe com olhos de ver.
Sentado a ver o mar penso que não é porque o mundo parece vai desabar que eu desabo junto. Não peço o que quero, peço o que sei mereço.
É tão bom sentir que tem gente que sente connosco.


Sanzalando

22 de maio de 2014

felizes para sempre

Passeio ao sol que timidamente se empresta ao dia. Vou filtrando pensamentos de modo a que me sinta livre e leve. Dou comigo a pensar que tu viste o meu melhor quando eu deixava transparecer a parte sombria de mim, tu derrubaste os muros que eu construía para me esconder, tu soubeste ler-me quando todos queria ver retratos.
Passeio ao sol enquanto o vento não acorda e à minha frente eu só vejo esses teus olhos castanhos brilhando de aparente felicidade e que fizeram de mim ter brilho e um sorriso no olhar.
Passeio ao sol antes do anoitecer e ainda não gastei nenhuma das minhas palavras para te descrever, mas uso-as para te dizer que não te prometo um felizes para sempre mas que me esforçarei por te o fazer.


Sanzalando

21 de maio de 2014

ser feliz

Danço à chuva como se fosse um louco. Despenteio-me ao vento como se tivesse endoidado. Gargalho na rua como se estivesse possuído. Divirto-me como se fosse uma criança. 
Afinal de contas ninguém ama se não se entregar de todo. Ninguém meio ama. Amar é desfazer-me de mim. 
Danço despenteado e rio-me.
Afinal de contas festejo a vida e não estou num velório dela.
Brinco enquanto posso e enquanto posso faço-me por ser feliz.
Quem pode estranhar como eu mostro os meus sentimentos? Eu, que às vezes me esqueço de tentar ser feliz.

Sanzalando

20 de maio de 2014

os meus ses

Se eu soubesse cantar cantaria um fado num trinado sem par. Se eu soubesse dançar eu dançava um semba de arrebentar. Se eu soubesse que a vida era uma viagem eu tinha agradecido as muitas boleias que me deram. Se eu soubesse que te amar ia ser assim eu já te tinha amado noutras vidas.
Após tantos ses eu continuo a dizer que não é pecado agradecer nem vergonha pedir ajuda para me levantar.
Se eu soubesse tanta coisa que ainda vou aprender eu teria cometido os mesmos erros mas com mais suavidade.
Após continuar a interroga-me eu aprendi que não se escolhe de quem se vai gostar, de quem se vai ser amigo. 
Após tantas decisões e hesitações eu sei que o amor não é um panfleto que se entrega na rua a qualquer uma pessoa que passa ou se estica o dedo e se diz é a ti.
Se eu pudesse pedia outra encadernação e começava de novo a partir daqui!


Sanzalando

18 de maio de 2014

eu, as estrelas, a dor e tu

Sentei-me num banco de rua e olhei o céu estrelado e a cada estrela comecei por dizer que correspondia uma dor minha. À segunda já me sentia muito leve, assim como se houvesse um problema de gravidade e não me lembrei de dar dor à terceira estrela que encontrei no céu muito estrelado.
Eu sei que estavas sentada ao meu lado a contar estrelas, acho que assim como eu.
Eu procurei assim um choque, um trauma ou uma realidade dura e foi-me difícil encontrar, mesmo estando a noite fria de quase gelar os ossos. Mas a verdade é que estavas ali sentada ao meu lado.
Lá arranjamos juntos uma dor para dar à terceira estrela, era apenas um problema de amizade escondida.
Sentei-me num banco de rua e ao meu lado estavas tu e lá no céu estavam as estrelas e só três ficaram com dor.


Sanzalando

17 de maio de 2014

um dia o sol nasceu

Era o sol que brilhava ou a minha imaginação que fervilhava. Não sabia e não sei agora se quero saber. As letras seguiam-se uma às outras num atabalhoar de tropeções a que alguém apelidou de dislexia e eu falava com letra legível no meu caderninho encarnado. Eu carregava essa coisa de adolescente poético-destrutiva no peito e fazia declarações de amor, de tristeza e quem sabe de morte amada. Fachada. Nunca escrevi que no silÊncio do meu quarto eu tapava a cara e chorava as lágrimas frias da solidão.
Um dia, ainda o sol não brilhava, ainda o corpo me tremia de frio e os meus olhos disseram que chegava, estavam cansados de serem os únicos orgãos que mais trabalhavam no meu corpo para traduzirem o sofrimento do coração.
Um dia, chovia, chuviscava, sei lá mais do que sei que fazia frio, apareceste assim como que vinda dum nada, pois nunca me contaste essa estória, garrafa de vinho, não fosse o caso de eu não ter nada em casa para além das lágrimas, e copo a copo conversámos e pouco a pouco recuperei o brilho de verão numa noite de inverno.
Um dia que já não sei se de ilusão ou realidade bonita, renasci com uma bagagem sentimental profunda, funda e cresci um sorriso com alma.

Sanzalando

16 de maio de 2014

escrevo?

Já escrevi com letra redonda, com linhas espaçadas fingindo serem palavras, com rabiscos e abreviaturas, direito e a torto, mas sempre com a ideia de escrever. Apenas escrever. Mas afinal que escrevo? Para quem escrevo? Escrevo?
Interrogo-me a torto e a direito, com pensamentos lineares ou tortuosos, com ideias claras ou nem tanto e a conclusão tarda em chegar. 
Porque gosto?!
Resposta simples directa mas não completa. Sinto-a. Mas não sei mais.
Já escrevi desde o nascer do sol até ao roncar absoluto do sol. Rabisquei. Rasguei ou rasurei. Escrevi?
Já gastei palavras caras ao desbarato.
Uma resposta eu tenho. Escrevo-te, amor.


Sanzalando

15 de maio de 2014

nascer do sol

Sentado num por aí qualquer espero o nascer do sol que dizem é para todos, mas não todos os dias, digo eu para com os meus botões.
Já fiz assinaturas e recusei carimbos, forma despessoalizada de dizer sim ou não sem ter que usar os olhos ou mostrar a alma, enquanto espero que o sol nasça.
O nascer do sol é mais ou menos um assim acordar com a ilusão de estarmos a sair do casulo e refrescar o dia com aragens de sorrisos. É um assim de saber que hoje é mesmo só hoje e este hoje amanhã não é este, porque não há volta a dar para o hoje se repetir.
Sentado num por aí qualquer sítio faço sorrir-te e digo-me que nasci no cada sol nascente.
Sentado por aí, fujo da sombra da comodidade para procurar um sol que saiba nascer como tu me ensinaste que ele nasce, mesmo que eu ache que não é todos os dias.

Sanzalando

14 de maio de 2014

cá vou eu

Cá vou seguindo o meu caminho como um esperançado eterno vagabundo. Umas vezes feliz, outras muito e outras ainda pelo contrário. Mas deixei de lado o coração partido, perdido e sofrido que percorreu caminhos, carreiros ou a corta-mato, para encontrar um ponto de descanso, um lugar aconchegado, onde pode ficar com toda a sua história.
Cá vou eu seguindo sem perder o norte de que a minha estória é uma das muitas que existem, que mora nas pessoas que lhe habitam, sendo que algumas são felizes, outras muito e outras ainda antes pelo contrário.
Cá vou seguindo sorrindo ou não, cumprimentando com um alegre olá o dia que se segue, às vezes em lua cheia, outras a meio dia e outras nas alegres madrugadas duma hora qualquer.
Cá vou eu.

Sanzalando

13 de maio de 2014

contradições

Há coisas que são lindas quando a gente olha com olhos de ver e alma de sentir. 
Já sei que vais ter de dizer que está vento, que o sol é frio, que a areia incomoda e que o mar está molhado.
Há coisas que são intensas assim como a minha alegria é enorme.
Já sei que vais dizer que a pele queimada faz mal, que o sabor a sal seca a pele e outras barbaridades.
Há coisas que são belas quando as sentimos com o coração.
Já sei que não vais gostar das fotos que têm muito azul, onde não se vê o vento que não sopra nem se ouvem os mosquitos que não existem.
Há coisas sublimes que a minha alma faz verso com o inverso da saudade que já sinto de ti embora faz pouco te deixei sentada enquanto vim vadiar.


Sanzalando

12 de maio de 2014

embalei-me

Me deixo embalar nas ondas do calor e vou-me esfumando parece é miragem. Parti para parte certa de mim quando tinha possibilidade de escolher qualquer coisa. Não me fosse dada chances de escolher... e eu teria escolhido o mesmo.
Me deixo embalar na morna tarde de calor como se me embalasse num vai e vem de contrastes e outros trastes e mantenho-me na opção feita.
Conquistaste-me e eu conquistei-te.
Simples, linear e sem sombras ou sombreados.
Já não ando esgotado nas ruas desertas da solidão nem perco lágrimas nas lagoas de mágoas. 
Me deixo embalar na brisa que me assobia ao ouvido canções de ti e me acho a meu modo um gostavel sabor de ti. 

Sanzalando

9 de maio de 2014

nota-se

Vagabundo-me por areias desertas, cabelos ao vento e peito aberto em tom de desafio. Assim mais ou menos como que a dizer que os idiotas não conseguem estragar o meu dia por mais que o tentem ou disfarçadamente queiram passar por inteligentes.
Vagabundo-me por areias escaldantes de praias desertas com os cabelos ao vento e olhar travado como que a desafiar o medo das sereias e das ondas traiçoeiras que me queiram arrastar.
Vagabundo-me como se fosse um louco que espera ansiosamente pelo teu abraço e me olho abertamente com um sorriso como que a dizer-me o quanto estou feliz.
Vagabundo-me descontraidamente por entre segundos como se tivesse asas e não soubesse aterrar.

Sanzalando

8 de maio de 2014

parêntesis aberto

Passeando vagamente por ideias, sonhos e pensamentos dou comigo a dizer-me que já aprendi tantas coisas, já senti tantas saudades de outras muitas coisas, já ouvi e proferi tantas palavras e já vi tanto que nem sei bem onde me perdi.
Eu decorei formulas matemáticas, teoremas e outras teorias, eu rascunhei versos e outras tantas porcarias, pintei frases feitas, reflecti sobre espelhos e águas paradas, odiei pessoas que amava e amo amores que julguei impossíveis.
Eu vi não sei por onde que andei que a gente aprende mais com a dor que com o sorriso e aprendi coisas incríveis nas mais incríveis situações.
Por todo um passado que não esqueci eu cresci centímetros de carácter mesmo que o tempo me faça ser mais pequeno.
Passeando vagamente pela minha vida eu reparo que conheço horizontes de mundo e que por tua causa eu sou um parêntesis aberto.


Sanzalando

7 de maio de 2014

sorri

Sento-me por aí num descontraído relaxado e descomprometido como que a ver o tempo passar e sorrio. Nestas minhas voltas e revoltas, retornos e entornos já me cansei de saber que o amor não se pede, não se fabrica nem se inventa. Acontece simplesmente numa obra do acaso por acaso feliz.
Já deambulei por lágrimas do céu que também chora, de dores que se alimentam, de soluços e soluções erradas. Não apaguei mas arrumei num lado por aí escondido com vontade de não os ter à mão.
Já encontrei muitas lavras no meu corpo imaginário como que de pragas se tratassem e quisessem dar cabo deste jardim que não inventei mas sou numa forma poética de me ver.
Já me olhei ao espelho e de felicidade vi parecer-me um fogo de artifício de muitas cores.
Já vi tanto que tenho vontade de continuar a ser criança com vontade de ver mais.
Sorri, coração, sorri.

Sanzalando

6 de maio de 2014

Procuro

Procuro a etiqueta, manual de instruções ou simples sinais que me digam o que posso melhorar para melhor olhar o véu que me cobre à noite.
Procuro saber porque o meu sorriso é o sorriso do mundo quando penso nos tantos quadros que pintei por imaginação ou pensamento mais simples.
Procuro entender porque as lágrimas são as minhas palavras quando estas me faltam.
Procuro aprender que a minha felicidade não pode depender de algo que eu possa vir a perder.
Procuro não encontrar a saudade porque a vida corre para o futuro e não para ontem.
Procuro saber tudo para poder dizer-te livremente que as estrelas são sorrisos que palavreei com felicidade de futuro.


Sanzalando

5 de maio de 2014

as estrelas e eu

Sento-me por aí num banco de jardim e olho as estrelas. Constelações, figuras geométricas, estrelas que rebatizo para mim como se fosse um qualquer entendido na matéria e divago origens, caminhos e futuros. Dum momento para outro parece mudei-me para o ramo da adivinhação e tracei o rumo como se fosse uma linha recta que admito desenhada com ajuda.
Sento-me por aí num banco de jardim e olho para o céu e ele lá fica cintilante como que a conversar comigo segredos e outras aventuras.
Todas as estrelas passaram a ter um nome. Não sei se amanhã me lembrarei de todos. Mas hoje lembro-me do teu, o que dei a muitas das minhas estrelas desde este banco de jardim.
Sentado por aqui tento convencer a minha sombra que sou importante o suficiente para ela não me largar nunca, mesmo quando o céu não estiver cintilante.

Sanzalando

4 de maio de 2014

Levanto o botão de pausa e sigo

Levantando de modo suave o botão da pausa dou comigo a olhar-me como se olhasse um espelho que não tenho. Miro-me de alto a baixo e reparo que tem carinho que parece uma briga e se faz acompanhar de um  sorriso. Às vezes tem risos que parecem choros quando há choros que são de alegria. Tem momentos que me olho com mais atenção e vejo que tem dias que parecem noite e a sua tristeza parece escrita na forma de poesia.
Olho para o espelho que não tenho e vejo que tenho motivo para viver de novo e não preciso de motivo novo porque tenho-te.
Olho-me para o espelho que não tenho, clico no botão que retira o modo pausa e retomo-me com o coração mais feliz.
Olho no espelho da recordação e vejo que caí quando não devia, a loiça que me foi dada á responsabilidade de transportar foi salva porém, sobrou a vergonha de ter caído no momento e lugar errado com gente muito boa que sorriu de preocupação vista no olhar e eu corado até no tutano dos ossos que não sei se o têm.
Olho-me para o espelho e revejo-me a olhar para a avó que pedi emprestada e que camaradamente me acolheu de sorriso e espírito aberto.
Olho-me no espelho que não sei se existe e vejo uma alma feliz a me acompanhar.


Sanzalando


WebJCP | Abril 2007