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A Minha Sanzala: ver a cidade como local
recomeça o futuro sem esquecer o passado

18 de dezembro de 2015

ver a cidade como local

Andei eu por Vridavan. Não é um lugar turístico, posso dizer com a certeza de não ofender ninguém, nem é um lugar bonito. É um lugar para meditar, para conhecer e aprender. Cidade simples. Plana. Tirando a ligeira subida para um viaduto, não me lembro de ver alguma outra. 
Riquexó é o taxi ali ao virar de olhos. Milhentos. Gasolina uns, porém muitos eléctricos, o que me surpreendeu já que respirar é uma dificuldade devido ao pó e poluição. Eu, tal qual nativo, usava-os. Nunca andei com mais de seis companheiros de viagem. Vi um com pelo menos 16 pessoas, contando as que no tecto iam. O preço era negociado à entrada. Descia ao sabor da discussão e parava ao leve sinal de alguém querer desistir. Mas o facto é que parava ao menor sinal de alguém precisar dele. Sempre cabe mais um. Mas o preço anteriormente estabelecido não era de modo algum alterado. 
As ruas são autênticos caos. Desorganizadamente organizados no ultimo instante. Trânsito à inglês no último segundo, porque nos anteriores eu não fazia a mínima ideia qual era a minha posição geográfica. Ia.
Não descobri quem era peregrino ou habitante. Eram milhares em fila indiana a caminhar 24 horas por dia nas ruas de Vridavan.
Agora, a milhares de quilómetros de distância posso dizer que foi das viagens mais emocionantes que fiz.
Levei 10 kg de bagagem e trouxe muito para pensar.

Sanzalando

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WebJCP | Abril 2007