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A Minha Sanzala: Abril 2016
recomeça o futuro sem esquecer o passado

27 de abril de 2016

Afinal de contas para que quero eu as palavras?

Rabisco com letra ilegivel umas quantas palavras. Olho-as, uma, duas, três, mais de não sei quantas vezes. As palavras não são minhas. Tenho eu direito de usá-las, abusadamente algumas vezes? Não me detenho a ter resposta. Soletro. Vejo mar. Vejo terra. Vejo céu. Cheiro maresia. Sinto brisa. Sabe-me a sal. Fico por aqui a olhá-las. Soletradamente a vê-las. As palavras não são minhas, mas uso-as como se fossem. Peço desculpa ao dono das palavras. Mas quero usá-las para proveito próprio. Soletradamente ou de ilegivelmente parece gaguejo. As palavras que não usar não se vão gastar? Afinal de contas para que quero eu as palavras? Se elas fossem estrelas... eu faria desenhos a que chamaria constelações. Se elas fossem corpos, eu desenhava o teu assim num traço suave de quem rabisca uma folha de papel para ganhar tempo. Mas elas são palavras assim que eu decorei vá-se lá saber porquê.


Sanzalando

20 de abril de 2016

Imaginando-me

E há quem se esmoreça e faleça após uma queda. Há quem renasça. Afinal de contas o que mais é a escuridão senão o lado negativo da ausência de luz. Frases simples. Conceitos complexos. Aqui e ali vou meditando numa levitação de palavras que me levam a porto seguro. Aqui e por um qualquer ali vou-me perdendo em labirintos de coisas por fazer, caminhos por percorer, abraços por dar e palavras esquecidas em silêncios envergonhados. 
Aqui e ali vou imaginando-me.


Sanzalando

19 de abril de 2016

Soletradamente

As palavras se soletram num silvo de brisa que sopra desde o outro lado do mar. Ouço-as em silêncio enquanto vejo o crescer das árvores.

Sanzalando

14 de abril de 2016

a vida por acaso

Aproveito a brisa que sopra e me desloco tal qual barco à vela. Afinal de contas o que mais é a vida que o aproveitamento destes momentos de descontracção? O resto é complicação, momentos que temos que passar, e pouco mais. Bem vistas as coisas a vida mais não é que falta de por acaso. Nada é por acaso. Assim, devemos fazer a vida de somatório de momentos. Destes, o de descontracção é a escolha.
A vida é perfeita, naquilo que tem que ser, por acaso.

Sanzalando

12 de abril de 2016

Perco as minhas palavras num beijo

Perco as minhas palavras numa distracção de outros afazeres. Quem me dera ser assim, carregado de palavras que não fogem de mim, que neurónios não as absorvam como se esponja fossem, vapores de água duma febre que não tenho, discurso calado por preguiça de mexer a boca, máscara de metáforas que se colam no céu da boca e dão nó na garganta. Tivesse eu estas todas palavras e não estaria agora aqui nu de silÊncio.
Perco as minhas palavras noutros caminhos ou caminhadas que me fazem sorrir, outros campos outros lugares que apenas num gesto me aconchego. 
Perco as minhas palavras num beijo


Sanzalando

9 de abril de 2016

autoretrato perdoativo

Num andar por aqui e por ali sinto que tem gente que me vai perdendo, que me deixa ir no esquecimento do tempo e aí eu começo a ver que a importância que eu pensava tinha ela não era mais que uma ilusão.
Num andar por aqui e por aí, perdido em palavras e muito trabalho sinto que tem gente que vou perdendo, que me esqueço de dizer nem que seja um alô como estás, que não lhes mostro o meu sorriso porque me perdi em pensamentos interiores, e aí eu começo a ver que a importância que eu pensava tinha lhe estou a apagar suavemente.
Num andar por aí ou por aqui me vou entregando a coisas novas e parece o tempo é curto e até os inimigos parece começam a gostar da gente que a gente até que sente necessidade de arranjar outros para estimular .
Num parece que faz muito tempo deixei de ter aquela voz doce de quem fala na rádio, aquele sorriso encantador e quem sabe o brilho nos olhos de quem chora calado.
Num andar por aí, mundos percorridos nos sonhos duma qualquer geografia, me deixo levar como a criança que nunca deixei de ser.



Sanzalando

8 de abril de 2016

Música e Kandinsky

Aqui neste vídeo, fica evidente a importância do exercício da tolerância, cotidianamente!

Publicado por Pazes em Domingo, 3 de Abril de 2016
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6 de abril de 2016

acho eu, sei lá

Sigo lentamente pela longa praia como que a não querer acordar. Os nossos passos na areia são facilmente abafados pelo marulhar. Acho enlouquecia se não conseguisse ouvir esse mar a se estender na longa praia da minha imaginação. Acho enlouquecia se eu achasse que caminhava nela sem te ter ao meu lado, pelo menos no pensamento. Acho enlouquecia se a areia passasse a ser silenciosa debaixo dos meus pés.
Acho enlouqueci por não saber as palavras para fotografar este meu abraço no teu sorriso. Acho existem horas que o aperto do coração me enlouquece se eu não souber ver-te para além das linhas do céu azul.
Acho eu, que perdi alguma coisa através desse vento que teima em despentear-me os pensamentos.
Sigo lentamente pela praia como quem não quer acordar. Sei lá para onde vou neste passo lento de cada palavra simples.
Acho eu, sei lá!


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5 de abril de 2016

Tolerância

Aqui neste vídeo, fica evidente a importância do exercício da tolerância, cotidianamente!

Publicado por Pazes em Domingo, 3 de Abril de 2016
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3 de abril de 2016

eu não gosto e pouco mais

Eu não gosto de picos, salpicos e outras coisas mais. Eu não gosto de problemas cardíacos, hepáticos e outras coisas mais. Eu não gosto da saudade e nem da vaidade. Eu não gosto de pensar pequeno e às vezes esqueço-me de pequenas coisas. A mania de pensar grande é que posso perder a oportunidade de ver as pequenas coisas, algumas maravilhosas. Afinal de contas eu não perdi o dom de sentir, de gostar, de apreciar e de escolher.
Eu não gosto e por eu não gostar não quer dizer que não existam. Mas, por favor, deixem-me ser livre de não gostar do que não gosto, de sentir o que sinto e de apreciar o que aprecio.

Sanzalando


WebJCP | Abril 2007