15 de junho de 2010

Diálogos duma só voz (VII)

- Gostava de saber o que fazes neste momento aqui deitado ao sabor do vento...
- ...tás a querer saber tanto como eu. Mas te digo, acompanho a lua que ainda não chegou ao mesmo tempo que ouço o meu coração cantar.
- Mais uma vez te acho louco...
- ... só se for de amor. Contemplar os olhos que tenho de memória, o perfume que resta na saudade e o aveludado sabor dum beijo que ficou por dar. É assim que canta o meu coração.
- Já não sei o que posso fazer por ti. Não consigo demover-te dessa cruzada que te afundas, dessa luta que travas, sem armas e sem defesas.
- Despreocupa-te. Deixa-me usufruir desta peculiar amizade, deste amor sangrante, deste sofrersorrindo.
- Tentarei.



Sanzalando

1 comentário:

  1. Muito belo. Perfeito. Que o coração nunca deixe de cantar, que espere sempre a lua e não se esqueça de lembrar o beijo que ficou por dar...e que a amizade, esse amor que nunca morre faça o milagre de sentir sempre, assim.
    E um pedido, nunca deixe de escrever, tá bem? brigada.

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