20 de julho de 2014

Madrugada

Me sento na beira mar e deixo o som das ondas entrarem em mim como se fossem música. Eu, o deslocado do mundo, o perdido entre a saudade e o real, vagabundo da vida com medo de viver, tentando sobreviver entre um pensamento e outro, intervalando tristezas reais com fictícias, convertendo sorrisos em lágrimas apenas que porque o sabor salgado fica vincado no rosto.
Me sento à beira do mar e olhando-te me lembro de todo o tempo que perdi perdido.
Me sento à beira do mar e dou-te a mão como que a agradecer teres-me acordado e me fazer parecer que ainda é madrugada.


Sanzalando
recomeça o futuro sem esquecer o passado