Sanzalando
3 de outubro de 2008
é aqui
Sanzalando
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2 de outubro de 2008
quando estou só
Quando estou sozinho, perna cruzada, vagueando pelos pensares todos da vida, me patece ouvir a tua voz a me acariciar o ouvido vinda do outro lado de lá.
Quando me encontro na solidão do meu eu ouço o bater do tempo no ritmo da passagem.
Quando estou só, as tuas palavras ressoam na minha mente como se as tivesses acabado das dizer.
Sanzalando
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1 de outubro de 2008
a verdade verdadeira que eu não sei
Eu sei. É verdade que muitas das coisas que eu disse tinham um sabor enlatado, outros de reciclado e outros há muito deviam ter desaparecido numa limpeza mental.
Mas a verdade é que eu não sei o motivo de tanta desatenção. Um livro que não nasceu, uma viagem que não aconteceu, uma mudança que não apareceu, uma coisa qualquer poderia ter sido a explicação que eu te estava a dar. Podia ter sido até um anel que eu teria oferecido, uma promessa que eu não tinha cumprido. Tanta coisa podia estar aqui a divagar.
Mas na verdade eu não sei mesmo o que é que me aconteceu para tanta desatenção inspirativa e até esquecida.
Bem, acho vou voltar ao ano de 2004 e recomeçar num começar de coisas novas mesmo que tenham um sabor antigo, porém não amargo.
De verdade é que eu não sei que vai acontecer amanhã. Hoje foi assim!
Sanzalando
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29 de setembro de 2008
Noites de Setembro
Está mesmo uma noite boa de amar, uma noite de primeira em contraste com a secundária noite passada.
Me dizem que a Lua de Setembro inspira os lobos e faz inventar estórias perdidas. Lhas espero numa noite como esta, ou noutra noite qualquer desde que não seja de Setembro, que está a acabar.
Ali está a noite e as suas estrelas cadentes, que eu não lhes consigo ver, a inspirar poetas que lhe buscam as respostas e eu, vazio de ilusões, pinto a noite de cores berrantes e sons quentes num rádio de faz de conta.
Vais me ver é a Lua de Outubro que mas vai trazer.
Sanzalando
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27 de setembro de 2008
desmudei-me
Afinal de contas é uma loucura. Faz tempo que procuro uma solução, uma explicação e invento soluções que solucionem este meu dilema. Tudo em vão. Inexplicável.
Mas afinal de contas porque fui lateralizado num pestanejar?
Não sei e acho nunca vou saber. Faz hoje o primeiro dia que me deixei de preocupar.
Me fiz assim e vou-me fazer mais como então?
Sanzalando
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26 de setembro de 2008
velhices
Sanzalando
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25 de setembro de 2008
me come o tempo
Mas afinal de contas o tempo me come e eu estou contente.
Sanzalando
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24 de setembro de 2008
querer eu queria
Sanzalando
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23 de setembro de 2008
Vou em silêncio
Vou ficar com o teu nome gravado e em cada batida do meu coração saberei de ti.
Já sei que estou agarrado ao vazio e mesmo assim sorrio, descubro que a nostalgia vive dentro de nós e mesmo assim te olho e me surpreendo num arrepio. Em silêncio de amarei sempre.
Sanzalando
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22 de setembro de 2008
para ti
Mas hoje é especial porque vou dirigir-me directamente a ela mesmo não sabendo se ela me lê, mesmo não sabendo se ela sabe que eu existo ainda. Hoje não vai haver ambiguidades porque as minhas letras vão ter nome próprio. Hoje as minhas letras, palavras e frases vão dirigidas a ti, que me deslumbras entre quem me rodeia, que me odiaste tanto quanto eu te amei, que me viste chorar enquanto gargalhavas, que perfumas-me com todos os odores até da escuridão. A ti, com teu nome de Mulher.
Sanzalando
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21 de setembro de 2008
(03) - Texto pedido - Minha busca vã
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20 de setembro de 2008
40 - Estórias no Sofá - Maria da Ilha
Maria só queria mesmo era que mais atrás no tempo lhe tivessem ouvido, lhe tivessem dado um segundo de atenção. Ela sabia que o seu mundo não era ficar na Ilha onde seus caprichos se lhe afundavam. Ela tinha certezas que ali o seu tempo era tempo gasto num à toa de servir para nada. Era ali era apenas mais uma que entrava na vida fácil do difícil mundo de sobreviver.
Maria sabia, fazia muito tempo lá para trás, que tinha capital para se engajar na cidade da sabedoria. Mas ninguém que lhe ouviu, que lhe tenha percebido as potencialidades como agora se diz.
Agora Maria já não tem catorze para ser uma zinha, já não tem sorriso quanto mais o doce sorriso que me disseram ela tinha.
Maria está velha nos seus vintes banhado em lágrimas que um dia vão acabar por afundar a Ilha donde não lhe deixaram sair quando Maria queria ser senhora. Maria já não tem sombra porque parece já chegou no finito dela.
Eu conheci Maria ao lhe enxugar as lágrimas que já não caiem com a força doutros tempos, seu corpo de ossos já não lhe segura o equilíbrio.
Me disseram que Maria tinha sido apanhada, sem nunca ter saído da Ilha.
Sanzalando
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19 de setembro de 2008
eu só quero
Na verdade o que eu espero é receber umas migalhas, um calor que me afague, um caminho onde meus passos não tropecem nas rasteiras da vida.
Na verdade o que eu quero é que as decisões já se me apareçam tomadas, vazias de lágrimas futuras mesmo que eu descubra ser um bastardo de mim.
Na verdade o que desejo é que o céu não se me apresente com nódoas, manchas de medo e ódio.
Na verdade eu só quero é amar.
Sanzalando
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18 de setembro de 2008
ao fim de tarde
É neste lusco fusco que a vida magnânima da tranquilidade se mescla com o túnel da imaginação num passo lento, sabor a café, perfume de terra acabada de molhar, leveza dum fumo de cigarro que não fumámos.
De vez em quando abrimos um olho da realidade e logo o fechamos para continuar a nossa viagem para lá da realidade. Tranquilidade ininterrupta do desconhecido desfecho da imaginação.
Sanzalando
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17 de setembro de 2008
Esboço. Esquiço. Isso
Eu sei que ultimamente não lhe tenho ligado a mínima e eu já devia ter dado a notícia que suponho que eu passei à estória. Fui-me embora e lá vive ela no outro hemisfério, outra galáxia, outra coisa bem mais longe que nem me lembro já onde é que fica mesmo. Já sei, no raio que me parta. Eu sei que de vez em quando lá recebo um recadito, uma foto da modernaça mudança que vai sofrendo a favor no tempo, actualidades actuais de coisas que mais. Mas na verdade é que até agora ainda não falou de nós, não me ligou assim num directamente a ela. Pelo que dá para eu ver que os nossos corações estão a bater assim num ritmo que não é o mesmo.
Sanzalando
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16 de setembro de 2008
destempo
É, eu já não tenho todo o tempo do mundo.
Sanzalando
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15 de setembro de 2008
a dúvida
Amo com amor de até sofrer ou amo só de dizer amor?
O sorriso se vai amarelando num esforço de manter a cara alegre ao mesmo tempo que ajeito as melenas que me caiem sobre os olhos, gesto nervoso instintivamente repetido, cada vez que me aprofundo mais nesta dúvida.
Às vezes custa compreender que o amor está mesmo na nossa frente e que é absolutamente simples. É tudo tão subtil quanto perceber qual a primeira estrela hoje apareceu a brilhar no céu escura da noite anoitecida faz pouco tempo.
Sanzalando
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 12:17 da tarde 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
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14 de setembro de 2008
fotos
Pego no que o meu extenuado braço consegue alcançar.
Por acaso é um álbum de fotos.
Olho-as e fico a pensar na magia do momento em que aquele clique foi tirado. Fragmento da minha estória, alguns são a cores, outros a branco e preto. Raros são os fragmentos em que apareço uma vez que foi o meu dedo que clicou. É impossível ficar em branco na imaginação da emoção daquele momento. É impossível deixar de me lembrar de ti, sentir o teu perfume. Não consigo livrar-me da tua lembrança.
Acho mesmo que eu devia era queimar todas estas fotos.
Sanzalando
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 9:03 da manhã 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
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12 de setembro de 2008
dia dos diabos
Mas um dia destes eu lhe dou cabo dele.
É que hoje foi um dia dos diabos!
Sanzalando
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 8:56 da tarde 2 comentários Hiperligações para esta mensagem
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11 de setembro de 2008
que desespero de delírio
Em abono da verdade a facilidade me desanima. Ter o mesmo que os outros não me faz ser especial.
Sanzalando
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 9:43 da tarde 1 comentários Hiperligações para esta mensagem
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