Hoje neva, porque hoje começa o Inverno.
Bebo um café quente, ponho uma manta sobre as pernas, abro um livro que me leva aos tesouros escondidos da minha imaginação, na companhia do meu boneco de neve que não existe.
Sanzalando
sanzalando por aqui num vaguear de momentos soltos
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Publicada por João Carlos Carranca à(s) 12:16 da tarde 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
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Publicada por João Carlos Carranca à(s) 12:57 da tarde 1 comentários Hiperligações para esta mensagem
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Publicada por João Carlos Carranca à(s) 1:44 da tarde 1 comentários Hiperligações para esta mensagem
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Publicada por João Carlos Carranca à(s) 1:01 da tarde 1 comentários Hiperligações para esta mensagem
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Publicada por João Carlos Carranca à(s) 12:13 da tarde 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
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Publicada por João Carlos Carranca à(s) 12:15 da tarde 1 comentários Hiperligações para esta mensagem
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Outono, ideias pouco iluminadas, condizentes com a luz que está lá fora. Abro a janela e parece estou no meio da estrada. Me entra um ar gelado que vem da montanha que eu sei deve estar ali para os lados do norte. Não a vejo mas lhe sinto pelo frio que me chega aqui. O sol está ali brilhante,encarnado, mas pelo que sei acho se afastou muito de mim desde o verão até agora. Vais ver ele se zangou comigo porque eu não lhe disse que ele não era o culpado do aquecimento global e coisas e tais. Quer dizer que no Outono o sol também amua. Pensei isto e sorri. Me lembrei de muitos sois que conheço, daqueles que são o centro do mundo e assim num estalar de dedos estão amuados, escondem o sorriso, bassam o brilho dos olhos, lábios em riste. Um dia, assim num inesperadamente voltam como se nada tivesse passado.
Vais ver o meu sol é assim e mais mês menos mês ele está aqui mais próximo de mim outra vez.
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 1:25 da tarde 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
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É Outono quase Inverno e o que me apetece mesmo, porque é o que me relaxa, dá descanso e tranquilidade, é ficar rodeado por ele. É ele o meu fiel amigo que está sempre pronto para me ouvir. Pelo menos parece.
Me introduzo nele, passo a passo se o passo não tiver mais que um centímetro e a altura da água não subir mais que um milímetro. E ele, imenso, pronto o submergir-me. Depois, brincamos ao ritmo dele numa bailar que se não me ponho a pau ele me enrola na areia. Enfim, parece que nos entendemos na perfeição, nos compreendemos e nos reconhecemos. Foi nele que um dia lhe chamei zulmarinho e zulmarinho ele ficou.
Afinal de contas é o único lugar onde posso chorar sem que alguém note porque as minhas lágrimas se misturam num misturar de desaparecerem dissolvidas.
Outono e ele está quase gelado. Seco as lágrimas antes que saiam.
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 1:05 da tarde 3 comentários Hiperligações para esta mensagem
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Se calhar no Outono eu devia mesmo era estar no meu silêncio, aceitar a nostalgia como passatempo, uma fuga à rotina, uma espera de melhores dias. Se calhar o Outono é altura melhor para não pensar. Ou se calhar não é, já que me angustia o silêncio, o espaço em branco da vida, o tentar não estar e não ser. É, aqui estou eu numa tarde de Outono tentando calar o meu silêncio com palavras soltas. Uma esquina, uma beira mar, um refúgio dum quarto isolado. Navego palavras por ondas de silêncio onde afogo as minhas raivas, medos, angustia e cobardias.
É Outono e quase me apetece prometer que num próximo Outono apresentarei uma livro de páginas choradas, a juntar a tantos que se vão empoeirando em muitas prateleiras de muitas bibliotecas, amontoados livros de lágrimas secas, bolorentas, amargas.
Afinal de contas mesmo no Outono é difícil contar em palavras o que não se consegue vomitar porque é inenarrável. O melhor mesmo é deixar as palavras deslizarem secas pela garganta, acidificarem-se no estômago, misturarem-se no fel no intestino delgado, perderem água no grosso e deixá-las seguir caminho até uma próxima ETAR.
Afinal de contas é Outono, uma etapa da vida. Como outras, passageira.
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 1:04 da tarde 1 comentários Hiperligações para esta mensagem
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Aqui estou em mais um dia deste Outono. De tempo, de alma e se calhar de coração. Se tenho dúvidas fico com elas. Certezas são poucas e não as dou. Mas eu sou assim no Outono. Neste? E nos outros como foi? Desconsigo lembrar-me que a memória não me ultrapassa o dia de ontem. Não te falei? Então foi porque não tive tempo, mesmo sendo Outono. Se calhar há 20 kilos atrás eu tinha mais tempo, tinha mais coisas para falar no intervalo das inspirações ofegantes e fumegantes. Ou se calhar já te disse todas as coisas que eu tinha para te dizer. É lixada esta dúvida também. Vou tentar pensar e ver se vejo alguma luz no fundo de algum túnel.
Se calhar é mesmo só assim porque é Outono.
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 3:15 da tarde 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
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Publicada por João Carlos Carranca à(s) 12:58 da tarde 2 comentários Hiperligações para esta mensagem
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Publicada por João Carlos Carranca à(s) 2:44 da tarde 1 comentários Hiperligações para esta mensagem
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Publicada por João Carlos Carranca à(s) 1:28 da tarde 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
É assim num sábado de Outono. Finge que chove uma chuva que parece não cai porque esvoaça, mas molha num molhar que arrefece a alma, que trás à superfície dos poros recordações, nostalgias e dilui as lágrimas que não são choradas na vergonha dum público.Publicada por João Carlos Carranca à(s) 4:20 da tarde 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
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Quando é Outono as folhas das árvores caiem. Ou será que as folhas caiem por isso é que é Outono? Certo mais que certíssimo é que o ar fica mesmo frio. Tudo fica diferente. As minhas lágrimas que têm por hábito saber a mar, nesta altura sabem a melancolia nostálgica. Todas as cores tomam a tonalidade do fogo que acaba em cinza.
É assim o Outono, esse mesmo que me dá as ganas de arrumar a trouxa e zarpar. Mas em vez disso me sento no banco do jardim e releio as páginas da vida que deixei por viver.
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 2:43 da tarde 2 comentários Hiperligações para esta mensagem
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É uma manhã linda de Outono. Acordei com o barulho da chuva a me bater nos vidros e como a querer dizer que eram horas deu olhar o dia que acabada de acordar também. O horizonte tinha uma cor suave, melancólica, doce com sabor a desconhecido, frágil e molhado. Desenrosquei-me do meu casulo e esvoacei como uma borboleta com o olhar, leve, sereno e silenciosamente. O arco íris que não existia era azul, dizia-me o cantor no rádio, as árvores dançavam ao som da brisa que atirava a chuva contra a minha janela.
Era apenas uma manhã linda de Outono em que mais uma vez não fui para oo meu banco de jardim percorrer o mundo do faz de conta.
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 1:51 da tarde 1 comentários Hiperligações para esta mensagem
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Publicada por João Carlos Carranca à(s) 2:56 da tarde 2 comentários Hiperligações para esta mensagem
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Publicada por João Carlos Carranca à(s) 12:47 da tarde 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
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