Hoje passei a ser filho duma octagenária. Estou de parabens por ter uma mãe assim que nem tu. Estou de parabens porque conseguiste fazer-me assim que nem eu sou. Estou de parabens, mãe, porque além de seres a Minha Mãe ainda és a Minha Amiga.
Obrigado mãe por me aguentares estes anos todos e ainda seres capaz de ralhar quando a razão te assiste.
Um beijo grande, mãe, por este dia que está agora a começar.
Sanzalando
24 de janeiro de 2009
Olá mãe
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 8:49 da manhã 2 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: aniversário, mãe
23 de janeiro de 2009
Dando a Volta ao Mundo da Imaginação (II)

Rabisco uma palavras numa folha de papel.Mas o que é isto? Verdadeiros hieróglifos. A minha letra está indecifrável. O que é que se está a passar por esta minha mente imaginada por mim?
Ao certo a minha cara ficou parecida com a Grande Esfinge e o meu pensamento é um bloco como a Pirâmide de Gize.
Rio Nilo. Visito Alexandria e depois perco-me no trânsito irreal da cidade do Cairo. Agatha Christie viaja comigo rio acima. Jacarés me sorriem nos seus dentes todos.
Tutankhamon conversa comigo problemas de adolescência. Dou-lhe conselhos que imagino que não mos ouve pelo que mudo de rumo e vou pôr-me à conversa com Ramsés II, que me conta as suas guerras, a traição das espias e
o ter sido abandonado pelos seus soldados, ficando frente a frente, sozinho, perante os Hititas. Conta-me as rezas que fez a Amon e lamenta-se-lhe o destino. Vejo-lhe um brilhozinho nos olhos quando me diz que Amon o escutou e ele, Ramsés o segundo, transforma-se num guerreiro todo-poderoso que enfrenta completamente sozinho os Hititas. Finjo que acredito e mudo de página mental, não vá ele ofender-se e rogar-me alguma pr
aga. Dou um salto a Napoleão Bonaparte que aqui também andou, como depois andaram os ingleses, os alemães, os isto e aquilo.Publicada por João Carlos Carranca à(s) 12:01 da tarde 2 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: estórias
21 de janeiro de 2009
Dando a Volta ao Mundo da Imaginação(I)
Umas gotas de chuva na minha pele fizeram estremecer o carisma que julgava ter. A minha roupa empapada tornou-se pesada como as pedras das ruínas da Grécia Antiga. Pelo menos assim me sentia, um monte de pedras dispersas que outrora tivera significado. Hoje pouco mais sou do que valor histórico.Suspirei num silêncio profundo como quem busca uma ideia, uma salvação.
Sorri e como num novo alento pensei em Roma, mas logo enumerei as pedras do Coliseum, da
Via Ápia e do Fórum Romano.
Caminhos que não me levam a lado nenhum porque não lhes conheço. Lembro-me vagamente destes nomes num ter decorado por obrigação.Suspirei de novo num respirar paciente.
Sorri e passeei-me nas ruas da tua mão enquanto procura palavras para fazer o meu primeiro poema. Mas o meu cérebro estava mudo pelo que voltei a suspirar ao mesmo tempo que uma rajada de vento quase me arrancava o cabelo. Protestei. Gritei.
Senti um calafrio. Uma arrepio. Tremi sem já saber se era medo, frio ou raiva.
Afinal de contas era uma felicitação congelada pelas estórias que nunca contei, pelos sentimentos que nunca senti.
Como é que eu podia ter feito tantas essas coisas se eu não existo, se eu sou apenas o fruto da minha imaginação?
Sanzalando
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 12:46 da tarde 2 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: estórias
19 de janeiro de 2009
outros os tempos
Não é preciso manifestações, petições e outras questões, que este blog não vai encerrar, vai andar mais devagar por outros caminhos e outros silêncios gritados na primeira pessoa.
Sanzalando
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 1:08 da tarde 2 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: arrumação
18 de janeiro de 2009
(07) - Texto Pedido - Acácia
ACÁCIA
Acácia seca, despida,
Bordejando os caminhos
Passam por ti e desdenham
Teus braços esguios, sedentos,
Na tranquila sonolência
Da tarde que vai morrendo.
Despertas! Já não és penumbra esguia.
És raiz feita flor,
Deixas de ser una, és múltipla,
Brotando toda em botões
Como sangue em borbotões
E raios de ouro em pó
Escorrendo das ramagens.
Talvez tu, na hora calma
Consigas colher estrelas…
Apanhar essa riqueza
Que vem deo sol e da brisa
E no teu tronco desliza…
Entre nuvens, vento e mar,
O teu destino é passar
A tirar sempre o melhor
Do pouco que a terra tem.
VERA LUCIA
Sanzalando
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 1:49 da tarde 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: textos
17 de janeiro de 2009
letra de Sol
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 1:51 da tarde 1 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: fotografia
14 de janeiro de 2009
Repouso das palavras
Acho que chegou na hora de deixar pousar estar palavras num repouso merecido e ver se algum dia elas crescem e vão dar a algum lado.
Sanzalando
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 1:42 da tarde 5 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: divagações de inverno
13 de janeiro de 2009
Agradecer ou não
Portanto nem ao frio nem ao vento eu tenho que agradecer. Acho só que tenho de estar no silêncio do comportamento provocado pela tristeza de não ser feliz na espera, ou então esconder-me até ser descoberto pela palavra mágica que um dia eu sei ela vai chegar.
Um dia vai deixar de estar vento, vai deixar de estar frio e eu vou estar a gargalhar todas as gargalhadas que não gargalhei e ai, então, eu vou agradecer com os olhos brilhantes de estar feliz.
Sanzalando
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 12:34 da tarde 1 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: divagações de inverno
12 de janeiro de 2009
É do frio
Enroscado sobre mim e dei-me a ver que não te sentia e que só apareces no meu cérebro quando te apetece, quando achas que é a melhor altura para ti.
Quando os dias são sombrios e eu estou afogado na nostalgia ai apreces tu na tua arrogância de princesa, dona e senhora dos meus pensamentos, sabendo que eu te deixo entrar. Débil.
Eu já sei que sou um pecado que transporto no sonho os desejos de ser acariciado pelo teu vento, agasalhado pelo teu calor e perfumado pelos teus odores.
Morrer seria mais fácil. Morrer de frio, por exemplo, destruído pelo cortante vento norte. Destruir-me ser-te-ia mais aprazível.
É do frio que te falo assim porque eu sei que não existe remédio, não há cura para este sofrer, a não ser esperar que uma dia tu acordes e chames por mim, pouco importando o estado do tempo.
Sanzalando
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 12:53 da tarde 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: divagações de inverno
11 de janeiro de 2009
A vida é Bela
Tem momentos que o som não sai da garganta, assim se copia e se diz o que se queria dizer.
Sanzalando
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 1:17 da tarde 1 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: vídeo
10 de janeiro de 2009
Palavras sólidas
Afinal de contas é bonito ter um frio assim de rachar. Eu não gosto. Mas que é bonito é.
Olha só as palavras em forma, numa fila direitinha prontas a te entrar pelos ouvidos. Lenta e geladamente frescas.
É hoje que eu vou voltar a solidificar as soletrações que te disse nas noites quentes que me deitei no teu colo.
Sanzalando
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 12:45 da tarde 1 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: divagações de inverno
9 de janeiro de 2009
Silêncio de frio
Está silêncio. Um branco silêncio. Acho mesmo foi o frio que calou o silêncio.
Se respiro doi quando o frio entra, se não lhe faço, fico roxo.
Sanzalando
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 2:02 da tarde 2 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: divagações de inverno
8 de janeiro de 2009
Tremo
Tremo porque eu gostava de ser lua e te ir espreitar esta noite, como a noite de ontem e a de amanhã.
Tremo porque te queria ver brilhar. Simples.
Ansiedade? Se calhar com a vontade de soletrar o teu nome aos quatro ventos.
Tremo por saudades de te dar um beijo sob o escaldante sol que me transpira.
Tremo por ti em mim.
.
Sanzalando
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 12:28 da tarde 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: divagações de inverno
7 de janeiro de 2009
Disquei-te
Disquei na minha mente o teu número de telefone, como se tu tivesses um número só para mim. Queria dizer-te todos os meus sentimentos num soletrar de palavras na forma de num eventual cruzamento de linhas não ficar um equívoco pairando no ar. Queria ler-te o meu pensamento sublinhando a parte mais sensível.
Queria dizer-te o mal que nos fizemos, aflorar a doença que nos infligimos, queria traduzir-te o desespero das lágrimas secas que te choro.
Voltei a discar o número que tu tens só para mim.
Insisti tantas vezes que cheguei à conclusão que afinal não tenho o teu contacto e por isso desliquei-me num embrulhar de quem foge do frio.
Sanzalando
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 12:52 da tarde 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: divagações de inverno
6 de janeiro de 2009
Enroscado de frio
Enroscado de frio me deixo levar por sonhos e sinto as minhas mãos criando túneis sobre ti como se estivesse na praia e brincasse na areia. Sinto-me nas nuvens sentido a tua areia a passar-me por entre os dedos. Desenho letras soltas como que se tatuasse o teu corpo. Sinto o teu calor como que um vulcão me eruptasse por dentro.
Não tenho febre, não sofro de delírios nem maluquei nas últimas horas. É mesmo só vontade de te sonhar como quem sonha uma realidade.
A minha língua se me enrola quando te quero sussurrar algumas palavras que a distância não abafaria nem apagaria, pelo que te emito as ondas do meu pensamento como quem reza em silêncio.
Enroscado no frio navego-me nas ondas dos sonhos sonhados acordado como quem vê um filme de imaginação.
Sanzalando
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 11:34 da manhã 1 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: divagações de inverno
5 de janeiro de 2009
Um passo e dou de acácias
Olho-me e me vejo numa forma de sossego, inapetência até. Se der um passo em frente acho vou cair.
Assim, de forma coordenada dou uns tantos passos atrás e retrocedo até ao sonho em que mergulho na água salgada, agradavelmente quente, dou umas braçadas como se fosse um campeão, e me esqueço de todos os mortos da minha vida. Tantos e tantos que a alguns eu pedia uma reencarnação, mas apenas deixo cair uma lágrima como que para lhes descansar o espírito, como que para estar em paz comigo.
Eu sei que é Inverno, que os dias são eternas madrugadas, que o frio me leva para dentro de mim. Eu sei tudo isso mas desconsigo de sonhar com os dias quentes em que até as minhas lágrimas sorriem. Desconsigo sonhar com o perfume das acácias que começaram a florir.
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 3:39 da tarde 2 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: divagações de inverno
4 de janeiro de 2009
Futuramente não sei

Voltou a arrefecer e o sol timidamente tenta mostrar-se-me por detrás das nuvens. Tão tímido que eu nem dou por ele e me parece que o dia se transformou numa eterna madrugada. É assim que me apetece transformar o dia numa meditação agasalhada sobre o sofá, faz conta era antes. Uns dizem é preguiça eu acho mesmo é só sentido de oportunidade. Faz mal, quer um quer outro têm razão pelo que eu fico na mesma e a pensar no que vou fazer este ano inteiro. Feitas as contas conclui mesmo é o que eu não vou fazer. Acho que não me apetece dar a volta ao mundo em bicicleta, não me apetece ir esquiar nos Himalaias, dirigir uma orquestra ou tentar imaginar o que me reserva o futuro.
Assim, vou fazer mais como?
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 1:34 da tarde 1 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: divagações de inverno
3 de janeiro de 2009
Mudando de quando em vez
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 12:13 da tarde 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: vídeo
2 de janeiro de 2009
Fui ver o mar
Hoje abandonei-me e fui ver o mar. Tinha saudades de ver azul. Tinha saudades de sentir a maresia. Tinha saudades de escutar as ondas.
Não me perguntei quem sou nem se me conheço faz muito tempo. Não me perguntei dos sonhos que tenho sonhado nem se os tenho vivido, nem se os quero viver. Afinal de contas eu não vivo, eu sonho.
Hoje abandonei-me e fui ver o mar. Tinha saudades de ver a minha cara, a cara de quando eu vivia, de quando eu via o crescimento das rosas e subia nas árvores para apanhar as castanhas.
Não me perguntei a idade porque tenho-as todas e os anos de verdade são tiros com que fui fuzilado neste corpo que deixou de viver para sonhar.
Hoje abandonei-me e fui ver o mar.
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 1:38 da tarde 0 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: divagações de inverno
1 de janeiro de 2009
2009 se começa em silêncio
Neste profundo silêncio a minha alma se revolta e meu coração grita desejos de doçura. Vejo completar-se o dia nas horas que passam num avançar lento de monotonia.
Afinal de contas o meu dia começou com o teu silêncio para sempre, tia.
Sanzalando
Publicada por João Carlos Carranca à(s) 2:38 da tarde 2 comentários Hiperligações para esta mensagem
etiquetas: divagações de inverno






